RosangelaCalza
Horizontes
Nos horizontes sem muros, o sol desponta,
plantando sonhos em solos de liberdade.
Medos, como sombras, tentam cercear o caminho,
mas o coração forte ergue-se, desafiando a tempestade.
Caminhos serpenteiam por terras desconhecidas,
onde a esperança brota em cada amanhecer...
E, ao silenciar as vozes que sussurram dúvidas,
encontramos a beleza no simples simplesmente viver.
Soltar as amarras, deixar a alma livremente fluir...
É nesse espaço vasto que podemos realmente existir.
Assim, seguimos em frente, sem olhar para trás,
Cultivando um futuro em que tudo o que nos rodeia é paz, só e somente paz.
Intempéries da vida
Nas sombras do ser, mágoas se armam,
ecos sutis de um mundo que nunca se acalma.
Reflexos de males, insuportáveis e sós,
na dança das vidas, perdemos a fé... perdemos a voz.
A dor é um fruto, amargo, profundo,
enraizado na terra que abriga todo o sofrimento do mundo.
Entre as feridas, porém, brota a esperança,
A poesia se ergue, em silenciosa lança,
e os corações doridos alcança.
Nos versos encontramos a luz da redenção,
um sopro de vida, uma nova canção.
Pois mesmo nas mazelas, há beleza a brilhar,
E nas rimas da vida, podemos generosidade e luz encontrar.
Caminhando entre sombras do passado,
a velhice sussurra em seus ecos cansados.
Intempéries da vida moldaram meu ser,
cada ruga uma história, cada lágrima um aprender.
A velhice segreda em seus ecos abatidos,
intempéries da rotina estafante conformaram meu ser,
cada ruga uma história, cada lágrima um aprender.
No silêncio das manhãs, a alma tece seus segredos,
e o tempo, suave amigo, embala sonhos antigos, mistérios e medos.
Lembrança de amores perdidos
Os ventos sopram frios, trazem lembranças
de amores perdidos, sem nenhum traço de ínfima esperança.
Há beleza nessa fraqueza... há um brilho sutil,
há um canto suave, há um amor que é febril.
Embora o corpo claudique, a alma ainda suavemente folgueia, alegremente rodeia,
encontrando na dor a força, a esperança e a confiança.
A vida, com suas cores, desafia o tempo
e, em meio às tempestades, floresce o mais belo dos sentimentos.
No horizonte, o tempo lentamente se esvai...
Como areia entre os dedos frios da solidão.
Nuvens negras flutuam nos céus, trazem ventania,
uivos do vento em profunda e deprimente canção.
O relógio toca, mas não marca a hora,
cada batida ecoa um vazio profundo.
A alma busca abrigo, a paz que implora,
Nos fragmentos de um sonho que se esconde num mundo que chora e chora.
E na tempestade que ruge sem fim,
caminho só... busco por mim.
esperando esperançosamente que as nuvens se dissipem e deixem brilhar a luz que espera, pronta que já está, a voltar e mude o meu triste fim.
Serena noite
Noite serena, entrelaçada em silêncio,
Ruelas escuras e sombrias guardam segredos mudos,
Portas fechadas, sussurros esquecidos,
o tempo se esconde em sombras e fluidos.
A lua, tímida, derrama seu véu prateado,
sobre pavimentos frios, sonhos abandonados...
Corações pulsando, ecos distantes,
Nos caminhos escuros, passos descompassados e errantes.
O ar é um mistério, um convite sutil,
A cada esquina, uma história, outra e mais mil.
No silêncio da noite, a alma se entrega,
Entre ruelas e portas, a vida navega.
Num ir e vir (des)contínuo o homem perdido de si se desespera e ao desconhecido se entrega.
Em frascos de felicidade, guardamos o amor,
Essência eterna, que desafia o tempo.
Nos olhares cúmplices, no toque suave,
Um eco de promessas que nunca se vão.
O homem disso sabe... procura e procura... mas sempre em vão.
No frasco da memória
Esperança inatingível surge em cada instante,
Como estrelas que bailam no céu da memória...
no silêncio partilhado, na risada contagiante...
E, em cada lembrança, nosso amor... nossa história.
Um amor que perdura há anos, mais forte que o mais intenso luar...
um elo invisível, que insiste em querer provar que o melhor do mundo é nunca acabar de amar.
No frasco da memória, guardo carinhosamente esse amor...
Um néctar doce cujo sabor, da minha boca, nunca desaparece,
As horas passam lentamente... acompanhadas da mais sofrível dor,
A esperança brilha, eterna, e se entrega vagarosa, esperançosa... inutilmente... busca nos espaços em branco o que foi o nosso amor.
Entre sombras do passado, nossos olhares se encontram,
A fragrância do que um dia foi se renova...
Um laço indelével que nunca se desponta,
Como estrelas no céu, que nunca se movem.
O tempo é um artista que nada destrói...
Em cada lembrança, um toque divino...
O amor perdura, um hino feroz.
Inatingível, em cada destino... que ousa fazer ouvir sua voz.
Danças Vespertinas
Em meio à névoa vespertina,
surge a dançarina, delicada como o mais puro ar...
Seus passos deslizam, um suave remanso,
no doce embalo de um amor a se desvendar.
Candura em cada volta, cada giro encantado...
Seu olhar reflete estrelas que no céu estão a pirilimpimpar,
E, no silêncio da noite, o coração aflito
encontra nesse amoroso e afetuoso bailado seu modo de amar.
No sussurrar do vento, uma melodia eterna...
as sombras sombrias se rendem a esse delicado traçar...
E, assim, na penumbra, entre risos e ternura,
o amor se revela, tão leve, a flutuar... em cada momento suavemente ase revelar.
Mares tão bonitos
Em mares de verde-azulado, a vida resplandece por todo lado,
Águas puras dançam sob o sol que tudo aquece.
Em cada gota, um mundo a pulsar,
refresca a alma, faz o coração docemente entre flores perfumadas se aninhar.
À sombra das árvores, um sussurro suave...
Natureza exuberante, um presente extremamente valioso.
Sede saciada no fluir silencioso,
Canta a brisa eternamente um encanto precioso.
Assim, na serenidade deste lugar,
encontro paz, deixo-me levar,
Pois, na pureza das águas, sou um só...
com a essência da vida, um eterno filho do pó!
Perfume das flores
As flores murcharam, o perfume se esvaiu,
A vida, outrora colorida, agora em tons de cinza e frio...
Olhares que se buscavam, hoje trazem tristeza e dor,
e os sonhos compartilhados se desfizeram em incertezas e desamor.
Mas na dor que persiste, há um brilho a resplandecer...
um lembrete sutil de que é preciso dia a dia... passo a passo... renascer e nunca se deixar vencer.
Seguir, mesmo com feridas abertas, abraçar a solidão,
Pois cada desamor ensina a força da renovação.
Das cinzas nos reerguemos
No silêncio da eternidade, onde o tempo se esconde,
o denso medo se avoluma, como neblina em noites ruidosas, abrumadas e profundas.
Ventos sussurram segredos, esgueirando-se entre as sombras,
soprando nuvens escuras, que cobrem o céu com suas ondas.
O coração acelera, preso na angústia do momento...
cada rajada traz lembranças, ecos de um passado lento – vivido em pleno tormento.
Mas uma luz tímida cintila, bem no olho da tempestade...
prometendo que, após a chuva, renascerá outra vez uma vida com amores de alegrias e verdades.
E, então, entre o medo e a calma, a batalha se desenha...
Entre nuvens sombrias, a esperança tem força... pra tudo transformar ainda se empenha.
Na penumbra do infinito, o vento continua a soprar...
revelando que, mesmo na dor, podemos, feito Fênix, nos reerguer das cinzas, refazer nossa vida e amar.
Inverno implacável
No inverno que se estende, frio e implacável,
minha alma vagueia, perdida e sem abrigo.
Procuro a poesia, mas a esperança é frágil,
as palavras escapam por entre meus dedos, como o vento pelas frestas da janela... gelando completamente meu lar, meu abrigo.
Desiludida, caminho por ruas de sombra,
onde o eco do silêncio grita ardorosamente.
A beleza se esconde, a luz já não assombra,
e em cada estrofe, sinto o peso da vida... meus pés dormentes.
Mesmo na noite mais sombria e profunda, porém,
a chama do sonho não se pode apagar.
Pois mesmo cansada, a busca é fecunda,
e um dia, quem sabe, renasça a esperança de recomeçar.
Assim, a dor se transforma em verso,
e o inverno cede espaço ao calor que amana do universo.
Liberta-te das amarras
Em meio ao silêncio pesado,
onde os grilhões sufocam
corações aprisionados,
é hora de romper a forte cerração... transformar em leve bruma...
Espalhar pela a escotilha branca espuma.
Rótulos que nos vestem,
como capas de um conto sem fim,
imposições que nos oprimem,
mas a alma grita: “Vem, sim!”
Quebrar as regras impostas,
um despertar em cada passo,
soltar-se e esvoaçar com as nuvens,
encontrar liberdade no abraço fraterno.
Fazer da vida um bailar eterno.
O vento canta a nossa história,
carrega os medos para longe,
na busca incessante da vitória,
o ser livre é o maior de todos os alvos.
Levanta, oh espírito valente,
revela teu brilho, tua verdade!
Na dança da vida, serás presente,
liberto, pleno de saciedade.
Esvoaçante
Na janela, uma cortina esvoaçante balança insinuante.
A brisa suave traz o cheiro de maresia misturado com esperança.
Um mundo colorido se revela na luz...
Nuvens fugidias pelo céu a mão de Deus conduz.
Desce ele pela ladeira dos sonhos perdidos,
cada passo ressoa em ecos sentidos.
As cores palpitam, vibrantes no ar...
Um espetáculo vivo a nos encantar.
O sol sorri alegre, brinca com as sombras,
cochicha segredos que da alma assomam.
As flores, em festa, se inclinam para ouvir
as histórias do vento, contentes a sorrir.
E assim, nesta dança de vida e cor,
Janelas e portas se abrem, convidando ao renascer do amor.
O céu da alma
Nuvens carregadas cruzam o céu da alma,
pesadas de dor, tecem véus de tristeza.
No horizonte, o deserto sussurra em silêncio,
sedento e vazio, busca a esperança perdida.
Poeira, pó... fino manto cobre o que restou,
enterra sonhos sob o peso do desamparo.
Cada grão, um suspiro de abandono,
cada vento, um lamento perdido no espaço.
Mas mesmo na sombra densa do sofrimento,
há um brilho tênue, escondido nas fissuras.
Pois até as nuvens mais negras se desfazem,
e a vida insiste — renascendo na ternura.
Tecendo sonhos
A vida persiste, tecendo sonhos que se aproximam da eternidade.
No silêncio das manhãs, a vida desperta,
como um fio delicado sobre o tear do tempo,
tecendo lindamente sonhos feitos de esperança e luz,
bordando no tecido invisível da alma,
um mosaico de desejos que jamais se desfazem.
Cada instante é um ponto colorido,
uma promessa sutil de eternidade,
onde o ontem se mistura ao amanhã,
e o presente se entrelaça entre as mãos do destino.
Os sonhos, navegantes incansáveis,
singram mares de possibilidades infinitas,
provocando ondas que beijam a areia do ser,
revelando que a vida, mesmo em sua fragilidade,
é um canto profundo que nunca se cala.
Assim, persistimos — almas entrelaçadas,
tecendo para sempre a teia do infinito,
onde o hoje se faz tão terno... eterno em cada batida do coração.
Silenciosamente
Nuvens pesadas, silentes, silenciosas, deslizam pelo céu como segredos sussurrados entre velhas amigas. Elas se entendem na quietude, trocando histórias sem som, carregando em si o mistério da chuva que ainda não caiu. A terra sedenta espera, em êxtase contido, sentindo o peso desse silêncio cúmplice. Cada gota que ali dorme é promessa de alívio, um abraço suave que vem saciar a sede profunda. O ar se adensa, o horizonte se curva, e o mundo parece prender a respiração. Então, no instante delicado do encontro, as nuvens rompem seu segredo, derramando sobre o solo um cântico líquido. A terra agradece, entregue à dança das gotas, renovada, viva, preenchida por um banho de esperança e vida. Assim, o ciclo se mantém, eterno e sereno, entre segredos que só o céu entende.
Da noite
A noite vem às vezes tão perdida,
um véu silencioso que abraça o peito,
onde sombras se insinuam com a alma ferida, dorida...
e o tempo se perde em seu leito meio desfeito.
Quase nada parece bater certo,
as horas escapam, fugazes, incertas,
há qualquer coisa em nós, um deserto,
inquieta, lesão, entre portas abertas.
O que era fundo torna-se tão perto,
segredos antigos ecoam no escuro,
o coração pulsa um ritmo aberto,
um sussurro calmo, leve e puro.
Na penumbra, a dor encontra abrigo,
e a esperança nasce na ferida aberta,
pois, mesmo a noite, no seu perigo,
traz a promessa de uma manhã certa.
Assim, na noite perdida e silente,
floresce a alma, livre e presente.
Noite, soturna noite
A noite vem às vezes tão perdida,
um véu silencioso que abraça o peito,
onde sombras dançam com a alma ferida,
e o tempo se perde em seu leito.
Sussurros tristes do vento, tão distante,
têm segredos que a lua sabe contar,
em cada estrela um sonho que se esconde...
memórias que insistem em ficar... tatuadas neste lugar.
No silêncio, o coração se revela,
entre suspiros e saudades trêmulas,
a esperança, ainda que singela,
pinta de luz as horas mais nubladas.
Assim, a noite, com sua calma profunda,
envolve a alma em suave poesia,
transformando a dor que às vezes inunda
em serenidade e melodia.
Sementes
Nos segredos desta vida, no germinar da semente,
a alma se enlaça em suave poesia crescente.
Envolvida em véus de ternura e dor contida,
transforma a tormenta em serenidade fluida.
Sussurros tristes do vento acariciam o ser,
revelando histórias que só o silêncio pode entender.
Cada lágrima é gota que rega o coração,
fazendo brotar a mais doce e terna canção.
Dor profunda
A dor que às vezes inunda o peito profundo
toma forma e essência num instante fecundo...
Entre sombras e luzes, a alma vai navegando,
encontrando na poesia um porto seco e seguro.
Assim, envolve a vida com melodia suave,
fazendo do sofrimento um doce enclave.
Na dança das palavras, tudo ganha sentido,
e o espírito encontra seu caminho perdido.
Tudo, num piscar de olhos, acaba fazendo algum sentido.
Todo dia
Todo dia é ano novo na escuridão do infinito,
onde o tempo se dobra e renasce em cada instante.
Todo ponteado de estrelas na amplidão do universo,
brilham elas silenciosas no simples prazer de aí estar a brilhar,
desvendando segredos antigos, histórias esquecidas... chegadas... partidas... abraços e feridas.
Nos segredos desta vida, no germinar da semente,
reside a esperança tênue que desperta com o sol,
tocando a alma com seu toque leve... suave e sutil.
Sussurros tristes do vento passam, contando
memórias guardadas nas dobras do tempo e do espaço, lembrando dos encontros e dos abraços,
Há sempre um recomeço, um brilho renovado,
como a aurora que se abre, anunciando a promessa:
o cotidiano é poesia, um convite a fazer das manhãs momentos de paz e alegrias.
Em cada novo amanhecer, a vida se refaz,
todo dia é ano novo, um infinito renascer.
Feridas que não se curam, feridas abertas,
Memórias gravadas, noites desertas.
No peito, um coração partido,
Batendo lento, medo contido.
Tanto é o medo que tenho sentido,
Um sussurro frio, um grito contido.
Mas mesmo nesse mar tormentoso e fundo,
Há um sopro doce que move o mundo.
Cicatrizes contam histórias e dor,
Mas também revelam força e amor.
Entre os escombros do que já foi,
Surge a luz que nunca acabou... só estava entre sombras... que um vento generoso pra bem longe soprou
A vida é uma via torta, doce e amarga ao mesmo tempo,
E eu, tonta sonhadora, caminho na corda bamba do tempo.
Tento me equilibrar entre sabores e amores,
Mas se a corda arrebenta, não luto contra tombos, nem com as consequentes dores.
Fico, respiro, repouso em silêncio profundo,
Não estou nem aí para o mundo com seu peso tão imundo.
Não sou fantoche nas mãos do imprevisto,
Nem marionete no palco dos conflitos.
Não sou equilibrista buscando um fim incerto,
Nem sigo um novelo enovelado em nós (des)inosados.
Sou só eu, simples, entre tropeços e calmaria,
Deixo a vida ser feita de alma leve e poesia.
Quebrar os laços da luta incessante,
Permitir que o descanso seja o instante.
Pois na rotina do dia a dia, quando tudo cansa,
Ser tonta é talvez a mais doce esperança... o maior consolo pra deixar continuar a bater o próprio coração.
Nem sempre o chão da alma é seguro,
às vezes afunda, se quebra, se perde no escuro.
Nem sempre o tempo cura qualquer dor,
há feridas que insistem em viver no interior.
O sabor a fim do mar, que vem do escuro,
é o eco das dores, um sabor tão puro.
É o que resta do calor que um dia brilhou,
é o suspiro quieto de um amor que acabou.
No silêncio profundo, onde a alma se esconde,
há uma espera longa, onde a esperança responde.
Nem tudo se apaga, nem tudo se vence,
mas há na dor tristeza que também nos convence.
Que mesmo o chão incerto, por mais que balance,
carrega a vida, a luta e a esperança.
E no sabor amargo que deixa o fim do mar,
floresce a coragem para recomeçar.
Palavras
Palavras... simples palavras,
simplesmente palavras.
Palavras pronunciadas,
pelo vento levadas.
Palavras evitadas, atalhadas, atenuadas...
almas não magoadas.
Palavras silenciadas,
perdidas na chuva,
gastadas, desgastadas,
engasgadas, apertadas...
no fundo do peito guardadas.
Palavras gritadas,
palavras caladas, ponderadas, acertadas,
palavras pelos olhos faladas...
Palavras esquecidas
nas esquinas da vida...
no ir e vir de nós dois...
Palavras...
tudo o que queremos ouvir...
No silêncio das linhas, moram palavras não ditas,
guardadas nas sombras do que ficou por dizer.
São sonhos que escapam entre devaneios, melodias esquecidas,
versos que aparecem na brisa do amanhecer.
Palavras não usadas, pétalas ao vento,
poemas secretos em guardados lamentos.
Em cada pausa, um mundo invisível a se revelar,
no eco do silêncio, elas vêm sussurrar.
Palavras, eternamente feitas pra se usar...
Encontrando Jesus
Um barquinho de esperança...
num mar de incertezas...
a vida ao sabor das ondas...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
Dia e noite, noite e dia...
tenta preencher sua vida de alegrias vazia...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
monotonia, monotonia, monotonia...
a única certeza: a morte
Encontrar Jesus seria sua maior sorte...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá...
Em um mar vasto, as dúvidas se perdem,
navegando está um barquinho de esperança serena,
ondas macias, seguras, serenas... acalmam o peito aflito,
guiado pela luz doce do amor de Jesus.
Cada balanço é cuidado divino, é o amor mais sublime a nos abraçar...
afasta tempestades pra bem longe, bem longe, traz paz ao caminho... soa como um afago... um doce carinho.
No silêncio da alma, um suspiro de fé...
um refúgio tranquilo onde a vida pode tranquilamente repousar.
Jesus, mestre das águas, farol no horizonte,
faz do medo brisa e do desespero canção,
em seu barco de bênçãos, navegamos confiantes,
até o porto seguro de eterno verão.
Se você não O encontrar... vai lhe tragar a morte.
Que falta de sorte!
E fim.
Ah! O amor
Porque do amor sempre há alguma coisinha a mais a ser dita
Ah! O amor...
O amor pode machucar...
seu coração magoar,
em mil pedacinhos estilhaçar,
e toda a paz de sua alma tirar...
O amor pode machucar,
com todas as suas alegrias acabar,
sem esperança sua vida deixar...
e um caminho de espinhos pra você caminhar.
O amor pode machucar,
como a brisa fria que corta a pele,
invadindo o peito com sua dor sutil.
Entre suas alegrias, doces e fugazes,
há sempre um silêncio que ecoa latente,
um vazio secreto que insiste em ficar.
Ele pode acabar, desfazendo os laços,
deixando a alma solitária a vagar,
sem esperança, sem cor, sem direção,
como folha ao vento num outono sem fim.
E mesmo assim, seguimos a caminhar,
num caminho de espinhos, mas também de luz,
pois no amor, mesmo na dor que ele traz,
há uma beleza que nunca se desfaz.
O amor pode machucar assim...
fazer você não querer mais nenhum começo
só pelo medo do fim.
Ah! O amor...
Mas o que seria da vida sem o amor?
Diz pra mim!
