Noite, soturna noite A noite vem às... Rosangela Calza
Noite, soturna noite
A noite vem às vezes tão perdida,
um véu silencioso que abraça o peito,
onde sombras dançam com a alma ferida,
e o tempo se perde em seu leito.
Sussurros tristes do vento, tão distante,
têm segredos que a lua sabe contar,
em cada estrela um sonho que se esconde...
memórias que insistem em ficar... tatuadas neste lugar.
No silêncio, o coração se revela,
entre suspiros e saudades trêmulas,
a esperança, ainda que singela,
pinta de luz as horas mais nubladas.
Assim, a noite, com sua calma profunda,
envolve a alma em suave poesia,
transformando a dor que às vezes inunda
em serenidade e melodia.
