reflexao.compartilhada
Quando você era criança, os adultos encheram sua mente de "não pode". Algumas dessas restrições faziam sentido na época — eram necessárias para sua segurança e sobrevivência. Mas agora você é adulto. E sabe o que isso significa?
Que você não precisa mais desses "não pode".
Pode conversar com estranhos.
Pode tocar nas coisas.
Pode se divertir sem motivo.
Pode brincar todos os dias.
Pode errar sem medo.
Pode chorar à vontade.
Pode fazer barulho.
Pode esquecer o relógio.
Pode fugir das punições inventadas.
Pode sair sem destino.
Pode andar por aí sem propósito.
Pode ouvir o que sente.
Pode viver!
O que antes era proibição, agora é escolha. A vida não precisa ser um eterno cumprimento de regras criadas para te limitar. Você pode. Você sempre pôde. Só esqueceram de te contar.
O sentido é compartilhar,
não guardar...
Pois, de qualquer forma,
quando a morte chegar,
em referência,
só vai sobrar
o ar,
para os outros respirarem.
Respirando essa ideia,
além do ar,
que é dar,
tudo o que tenho para acrescentar,
do meu próprio bem-estar,
para os outros usarem,
tudo o que eu tenho para dar.
Dar o que me faz aceitar;
Dar o que me faz observar;
Dar o que me faz expressar;
Dar o que me faz falar;
Dar o que me faz mostrar;
Dar o que me faz informar;
Dar o que me faz ensinar;
Dar o que me faz ajudar;
Dar o que me faz acreditar;
Dar o que me faz realizar;
Dar o que me faz encontrar...
Encontrar o sentido dessa vida,
que é dar tudo o que sou para compartilhar.
Passei metade da vida em conflito comigo mesmo. Com o tempo, percebi que esses conflitos internos nada mais eram do que interpretações distorcidas de situações que eu mesmo via como um problema. E, ao enxergá-las dessa forma, sem perceber, negava minha própria paz.
Hoje entendo que, na verdade, os problemas não existem por si só. Eles são criações da minha mente, barreiras que invento para justificar a resistência em simplesmente estar em paz comigo mesmo.
Os megabanqueiros, megaempresários, megacorporativistas, megatecnocratas, megafinanciadores, megafilantropos — essa minoria que detém a maior parte do dinheiro do planeta — controlam muito mais do que apenas riquezas. Dinheiro é poder, e quem tem poder faz o que bem entender.
Eles compram a mídia, a educação, a saúde, as forças armadas, os políticos. E usam tudo isso a seu favor.
As forças armadas? São suas ferramentas para roubar terras, saquear recursos naturais, desestabilizar países, iniciar guerras e pilhar nações inteiras sob o pretexto de "democracia" ou "segurança nacional".
A mídia? Um instrumento de alienação em massa. Transforma pessoas em consumidores compulsivos, manipula a opinião pública, distrai da realidade, distorce fatos e modela nossas mentes sem que percebamos.
A educação? Um sistema sabotado para manter o povo na ignorância. Não ensina a questionar, apenas a obedecer. Treina cada geração para ser uma engrenagem submissa na máquina do sistema, uma força de trabalho disciplinada e previsível.
A saúde? Um mercado bilionário onde a doença vale mais do que a cura. Investem em tratamentos contínuos, não em soluções definitivas, porque um paciente crônico é um cliente eterno. A saúde virou uma indústria, e a vida humana, uma mercadoria.
Os políticos? Apenas fantoches bem pagos. Mentem, enganam, fazem promessas vazias. São a cortina de fumaça perfeita para que o povo acredite que tem escolha, enquanto o verdadeiro poder nunca muda de mãos.
E assim seguimos, dia após dia, presos nesse jogo. Enquanto nos dividimos, competimos, nos atacamos, nos escravizamos e nos destruímos, os verdadeiros donos do mundo assistem de longe, tranquilos, desfrutando de seus paraísos artificiais — financiados pela nossa ignorância e inocência.
Não me sinto culpado nem arrependido por nada que fiz ou faça; sinto-me apenas responsável pelas consequências dos meus atos, porém sempre consciente de cada um deles.
É mais fácil sentir arrependimento pelo que tive a oportunidade de fazer e não fiz, do que pelo que fiz. O que fiz está feito, já faz parte da minha história. O que não fiz, no entanto, não posso mais voltar atrás.
A paz está presente em todas as situações, mas nem sempre a aceitamos, pois muitas vezes acreditamos que determinadas circunstâncias não merecem nossa paz. O problema, portanto, não são as angústias em si, mas sim a paz que negamos a nós mesmos ao não a aceitarmos, justamente quando mais precisamos dela.
Um dia, você perceberá que todos os conflitos internos que já viveu foram, na verdade, uma manifestação do medo de abraçar a própria paz.
Não confunda ser frio com estar em paz.
Não confunda ser triste com negar a alegria.
Não confunda ser fraco com ser excessivamente forte.
Não confunda estar só com estar em boa companhia consigo mesmo.
Não confunda não amar com amar sem saber que ama.
Quando eu sou rejeitado, desprezado, ignorado, no fundo, eu não fico mal; eu me sinto livre daquilo que não tem nada a ver comigo.
Enquanto a maioria das pessoas não gosta de pessoas orgulhosas, eu gosto, pois pessoas orgulhosas ficam no orgulho e não enchem mais o saco.
É preciso admitir para si aquilo que no fundo ama de verdade; não há como fugir, pois mesmo fugindo, o sentimento te coloca novamente em direção àquilo que ama.
