reflexao.compartilhada
O nascimento é o "bem-vindo" a um novo mundo.
A morte é a "despedida" do mundo que ficou para trás.
E a vida é a passagem entre mundos, onde cada momento vivido é parte de algo maior no universo.
Todos temos ego. Até quando alguém nega o próprio ego, isso já é uma demonstração de ego. O problema não é o ego em si, pois ele representa a imagem que temos de nós mesmos. O verdadeiro problema está em como lidamos com essa imagem.
Quando admitimos nosso próprio ego, ou seja, aceitamos quem somos em vez de escondê-lo por orgulho, acabamos aparentando menos ego.
A angústia te ensina que você precisa mudar.
Veja bem, quantas vezes, do nada, você sente um surto? Ou fica com falta de ar? Depois muda e sente um aperto no peito. Depois muda e sente tristeza. Depois muda e sente um vazio. Depois muda e sente ódio. Depois muda e começa a chorar. Depois muda e acha que tem algum problema na cabeça. Depois muda e sente que tudo parece irreal. Depois muda e sente isso, sente aquilo, e assim por diante.
Isso é a angústia. Ela vive mudando de forma. Você tenta ignorá-la de um jeito, ela aparece de outro. Sabota um sentimento, e ela encontra outra maneira de se manifestar. Você passa o tempo todo tentando controlar o que sente, mas os "conflitos internos" nunca passam. E por quê? Porque a angústia está tentando te mostrar que você precisa mudar.
Até a angústia muda. E por que você não muda? Porque tem medo. Medo do que pode perder. Medo de se afastar de pessoas às quais se apegou. Medo de mudar os pensamentos que sustentou por tanto tempo. Medo de sair da rotina, da zona de conforto. Medo de abrir mão de tudo aquilo que, mesmo te fazendo mal, ainda te prende.
Então, em vez de mudar, você se apega às angústias. Prefere suportá-las a enfrentar a mudança. Mas a mudança é necessária. Mudar a forma como vive. Mudar os pensamentos. Mudar os sentimentos. Mudar os valores. Mudar as ideias. Mudar os lugares por onde anda. Mudar a si mesmo.
Enquanto você não muda, suas angústias continuarão mudando. Ou seja, mude.
Só existem três caminhos para eliminar todas as angústias e problemas da sua vida. Mas qualquer um que você escolher, precisa ser seguido até o fim. O fim desses caminhos é o paraíso, ou seja, a sua cura.
1 – Mudar de vida.
2 – Afetos.
3 – Aceitar tudo.
Escolha um e vá até o final. Mas lembre-se: não é fácil. Nenhum desses caminhos permite que você pare no meio, porque o meio do caminho ainda é escuro. A luz só existe no fim. E mesmo quando chegar lá, precisará continuar caminhando, porque se parar, tudo volta a escurecer.
Ou seja:
Se escolher mudar de vida, terá que mudar tudo que te incomoda. Mudar pensamentos, mudar de pessoas, mudar de lugares, mudar de ambiente, mudar percepções, mudar comportamentos, mudar ideias, mudar atitudes, mudar rotinas, mudar valores, mudar a forma de viver. Ir mudando, e mudando, até o final da sua vida.
Se escolher afetos, terá que viver totalmente para o afeto. Buscar conexões, presenças, atenções, carinho, cuidado, solidariedade, confiança. Cercar-se de pessoas que te fazem bem, que combinam com você. Ter um amor, amizades verdadeiras, conviver com animais, dedicar-se à vida ao seu redor de coração e alma.
Se escolher aceitar tudo, terá que aceitar quem você é. Aceitar a vida como ela é. Aceitar as pessoas como elas são. Aceitar a existência, aceitar o universo, aceitar o amor dentro de si. Aceitar os problemas, aceitar o bem e o mal, aceitar tudo.
E se um dia você escolher viver os três caminhos ao mesmo tempo, certamente encontrará o sentido da sua vida.
A paz, ou seja, aquele sentimento de tranquilidade que sentimos naturalmente, é o único sentimento verdadeiro, constante, presente e natural que habita dentro de nós a todo momento. A maior prova de que a paz é o sentimento mais verdadeiro é quando estamos dormindo. Quando dormimos, estamos naturalmente em paz. Se não estivéssemos em paz, de forma profunda, não conseguiríamos descansar. Dormimos porque estamos em um estado de paz interior.
O que nos gera angústia, ódio, tristeza, mágoas e todas as negatividades que sentimos é quando negamos essa paz. Quando negamos algo bom dentro de nós, o resultado é sempre a sensação oposta: a angústia, o ódio, a mágoa, enfim, todas as emoções que surgem como uma reação ao que rejeitamos em nosso interior. Quando negamos a paz, experimentamos a inquietude.
Para retornar a esse estado de paz, a única coisa que precisamos fazer é aceitá-la, e não negá-la. Isso explica por que, quando nos sentimos mal por algo, tendemos a permanecer nesse estado por um tempo. Às vezes, passamos dias, até semanas, em um ciclo de sofrimento, até que finalmente aceitamos a paz novamente. Quando aceitamos, o mal-estar vai embora, e a paz retorna.
O que me faz entender minha mente não é o que eu penso, mas o que eu coloco em prática. O que eu penso, ou seja, tudo aquilo que eu faço, é o que me dá sabedoria no que eu penso. Porque é através das ações que os pensamentos se tornam reais e ganham sentido. O que eu faço reflete o que eu penso, e é isso que me ajuda a entender melhor minhas ideias e a mim mesmo. A prática é o que transforma o pensamento em experiência, e é nessa experiência que eu encontro a verdadeira sabedoria. Pensar é importante, mas agir é o que traz clareza e profundidade ao que penso.
Em vez de afirmar: "Estou mal", "Estou triste", "Me sinto sozinho", "Nada parece real", "Sinto uma angústia", "Eu sou um lixo", "Ninguém me quer", "Não tenho vida", "Eu não vivo", pergunte-se:
"O que é estar mal?" "O que é estar triste?" "O que é solidão?" "O que é irreal?" "O que é angústia?" "O que é ser um lixo?" "O que é não aceitar?" "O que é não ter vida?" "O que é não viver?"
Ao invés de simplesmente aceitar esses sentimentos como verdades absolutas, questione o que eles realmente significam. O que está por trás deles? De onde vêm? Será que são tão reais quanto parecem ou são apenas interpretações da sua mente?
Quando você começa a olhar para esses sentimentos com curiosidade, e não com medo, percebe que eles não são monstros invencíveis, mas sim sensações passageiras, muitas vezes criadas ou ampliadas pela forma como você os enxerga. O que parecia uma certeza dolorosa pode, na verdade, ser apenas uma ilusão que se desfaz quando você se permite questioná-la, entendê-la e, acima de tudo, se conhecer de verdade.
O silêncio é a maneira mais simples e direta de perceber quem realmente tem sintonia com você. Fique em silêncio na presença de alguém. Se essa pessoa começar a se incomodar, demonstrar impaciência, fazer gestos excessivos, buscar distrações ou inventar desculpas para se afastar, é um sinal claro de que a conexão entre vocês não é espontânea.
Quem realmente combina com você não precisa preencher o silêncio com palavras forçadas. O verdadeiro encaixe acontece quando a presença do outro, mesmo sem dizer nada, é confortável e natural.
Ninguém odeia quem apenas obedece, quem não se destaca, não questiona, não muda, não faz diferente, não vive. Mas, no fundo, a própria pessoa odeia ser assim. Porque, se ela resolvesse desobedecer, aparecer, questionar, mudar, fazer diferente e viver de verdade, então os outros, talvez, passariam a odiá-la.
Eles a odiariam porque, ao vê-la fazendo tudo o que não têm coragem de fazer, se sentiriam incomodados com a própria acomodação. O ódio deles não seria sobre ela, mas sobre a própria vida que escolheram levar.
O sentido da minha existência física, em vida, nesse plano, dá pra contar nos dez dedos:
Respirar.
Beber.
Comer.
Procriar.
Olhar.
Ouvir.
Falar.
Pensar.
Sentir.
Fazer.
Todo o resto são só detalhes complementares desses dez sentidos.
Respirar é existir. Beber e comer mantêm o corpo funcionando. Procriar continua a espécie. Olhar e ouvir fazem perceber. Falar expressa. Pensar entende. Sentir dá significado. Fazer torna tudo real.
No fim, tudo se resume a isso. O resto é só variação do mesmo.
O primeiro passo para se livrar das angústias é parar de ter dó de si mesmo, ou seja, se livrar do drama. Enquanto tiver dó de si, vai continuar preso na angústia, alimentando ela sem perceber.
O segundo passo é aceitar a angústia. Não vai demorar muito pra perceber que essa “angústia” na verdade era só a paz que você mesmo estava reprimindo. Ou seja, reprimindo a si mesmo. Aceite. Aceitando, você está se autoaceitando.
O terceiro passo é mudar de vida. Ou seja, mudar tudo aquilo que te incomoda, pensamentos, ideias, pessoas, lugares, situações, etc; pra que você não fique constantemente reprimindo sua paz, reprimindo você mesmo, e passe a aceitar/aceitar-se à medida que for fazendo o que gosta.
O sofrimento interno nasce daquilo que você nega.
Quem sofre de cansaço, nega o descanso.
Quem sofre de angústia, nega a paz.
Quem sofre de ego, nega o amor.
Quem sofre de ansiedade, nega o agora.
Quem sofre de tristeza, nega a alegria.
Quem sofre de rejeição, nega o afeto.
Quem sofre de ódio, nega a calma.
Tudo o que você nega em si mesmo se transforma em sofrimento.
Então, em vez de negar, aceite.
Aceite que você pode relaxar.
Aceite que você está em paz.
Aceite que você ama.
Aceite que você está aqui, agora.
Aceite que você é alegre.
Aceite que você é afetuoso.
Aceite que você é calmo.
Aceite você mesmo.
Porque tudo o que você aceita, deixa de ser um peso.
Se a morte realmente existisse, o nascimento não aconteceria… Logo, morte é nascimento, ou seja, é o começo de uma nova transformação.
De uma célula, me transformo em embrião.
De embrião, me transformo em feto.
De feto, me transformo em bebê.
De bebê, me transformo em criança.
De criança, me transformo em adolescente.
De adolescente, me transformo em adulto.
De adulto, me transformo em idoso.
De idoso, me transformo em matéria orgânica.
De matéria orgânica, me transformo em nutrientes para a terra.
Da terra, me transformo na vida que renasce.
Nada termina, tudo se transforma.
Ou eu trabalho no que eu adoro, ou eu não trabalho.
Ou eu trabalho na hora que eu quiser, ou eu não trabalho.
Ou eu trabalho vivendo, ou eu não trabalho.
Para mim, viver e trabalhar devem ser a mesma coisa. Não vou jamais separar essas duas realidades, para ficar esperando os finais de semana e as férias, enquanto minha vida vai se perdendo em uma rotina de insatisfação, com antidepressivos para disfarçar o desconforto de estar fazendo algo que não gosto. Não vou ser mais um robô sustentando o luxo e o paraíso superficial de banqueiros e mega-ricos, que diariamente roubam meus direitos. Não, isso eu não aceito.
Eu posso pedir esmola na rua para as pessoas que sustentam esses banqueiros e mega-ricos, mas nunca vou aceitar que minha vida seja desperdiçada fazendo algo que não me satisfaz.
Porque, no fim das contas, eu vou morrer, com ou sem dinheiro, trabalhando ou não. Tudo o que eu conquistar vai ficar aqui, não vou levar nada. Então, vivo e viverei sempre do jeito que eu quiser. O jeito que eu gosto de viver é o jeito no qual eu devo trabalhar. Por mais impossível que pareça, é necessário ter criatividade para criar um novo trabalho de sobrevivência baseado no que eu realmente amo. Isso, para mim, é trabalho: viver fazendo o que eu amo. O resto, bem, é apenas escravidão.
Respeito apenas as minhas próprias vontades, não as vontades dos outros sobre mim. Isso não é egoísmo; egoísmo é quando os outros tentam me obrigar a fazer o que eu não quero.
Não aceito fazer nada que, no fundo, eu não tenha vontade de fazer.
Não aceito trabalhar no que não gosto; aceito trabalhar no que eu adoro.
Não aceito viver de um jeito que não quero; aceito viver do jeito que escolho para mim.
Não aceito ser alguém apenas para agradar os outros; aceito ser sincero, sendo eu mesmo.
Não aceito esperar pelo tempo dos outros; aceito viver no meu próprio tempo.
Não aceito me prender ao superficial; aceito viver de acordo com minha própria essência.
Não aceito deixar de viver; aceito viver completamente.
Porque, no final, a única vida que realmente importa é a que eu escolho para mim. E viver de acordo com o que sou é o maior ato de respeito que posso ter para com minha própria existência.
Existem três coisas que impedem alguém de enxergar o óbvio:
O ego;
O orgulho;
O medo.
O ego inflado faz com que a pessoa ache que já sabe de tudo, e, por isso, não consegue perceber o que está na sua frente. Ele cria uma barreira que a impede de enxergar além de sua própria visão limitada.
O orgulho, por sua vez, faz com que a pessoa tenha dificuldade em reconhecer os próprios erros ou aceitar que pode estar equivocada. Isso a impede de ver o que é claro para os outros, pois prefere se manter em sua posição, ao invés de aprender e evoluir.
O medo, talvez o mais forte de todos, faz a pessoa temer a verdade. Ele a paralisa, fazendo com que evite enxergar o que é óbvio, com medo das consequências de enfrentar a realidade.
Essas três coisas criam uma barreira que impede de enxergar o óbvio, e só quando conseguimos lidar com o ego, o orgulho e o medo, é que conseguimos ver as coisas como realmente são.
A alma é um conjunto invisível de intenções de um ser;
O corpo é um conjunto visível de ações de um ser.
A alma é o ser, o corpo é apenas parte do ser; Então, não adianta você olhar as ações de um corpo, pois o que vem primeiro são as intenções, ou seja, o ser — a alma.
A melhor forma de sentir as intenções do ser é pela sua própria intuição, pois a intuição é um poder invisível que te revela as intenções de um ser antes do corpo desse ser agir.
As intenções são o próprio ser, ou seja, a alma;
A intuição te revela quem é o ser, ou seja, quem é a alma com a qual está lidando.
Mas, para saber com qual alma está lidando, você tem que enxergar primeiro com quais intenções próprias você tem ou já teve!
A maior árvore do mundo, em termos de altura, é uma sequóia chamada Hyperion, que chega a impressionantes 115,61 metros de altura. Incrível, não? Ela foi descoberta em 2006 na Califórnia. Essa árvore levou séculos para crescer e alcançar esse tamanho extraordinário. O que eu quero te mostrar com isso é o seguinte: se você deseja construir algo duradouro, se quer plantar algo que tenha valor na humanidade, saiba que você precisará dedicar sua vida inteira ao processo. Isso significa viver com intenção, seguindo seus sentimentos e convicções, porque é esse caminho que dá sentido à vida.
E, é importante que você entenda: ao plantar, talvez você não colha os frutos imediatamente. Talvez nunca veja o crescimento inteiro daquilo que semeou. Mas, o que você plantou estará ali, pronto para ser regado e nutrido por aqueles que vierem depois de você. Alguém, algum dia, descobrirá o sentido dessa árvore e a cuidará até que ela cresça, se fortaleça e se torne útil para todos que passarem por ela.
Veja, Jesus fez algo semelhante. Sua árvore foi plantada há mais de 2 mil anos, e não se trata de "nome", de "história" ou de "obrigação". O que ele fez foi viver de maneira verdadeira, seguir suas próprias vontades, sem medo de ser quem realmente era. Essa foi sua maneira de plantar algo que ainda cresce e dá frutos, mesmo depois de tanto tempo.
Então, assim como essa grande árvore ou como Jesus fez, o que realmente importa é viver com propósito, em harmonia com o que você acredita. Isso é plantar. Viver é, de certa forma, uma maneira de viver e deixar algo que transcende o nosso tempo.
A maior ilusão que você abraça nesta sociedade é a de acreditar que deve gastar toda a sua vida trabalhando como um escravo, até os 60 anos, fazendo o que não gosta, em troca de uma aposentadoria modesta e uma estabilidade financeira que, muitas vezes, mal atende às suas necessidades. Enquanto isso, aqueles que exploram o seu esforço, roubam seus direitos e controlam as regras do jogo se aposentam muito antes de você, por meio da sua própria escravidão diária. Eles conquistam sua liberdade financeira com a sua dedicação e sacrifício, enquanto você continua preso a um sistema que, muitas vezes, parece mais uma armadilha do que uma verdadeira oportunidade de crescimento.
A angústia é apenas quando estou evitando minha própria paz no momento daquela situação, ou seja, reprimindo um sentimento que é bom em mim mesmo. Agora, aceitando minha paz no momento da situação, indiferente de qual situação, eu me sinto em paz e a angústia perde o sentido e some.
Passar, sem esperar nada em troca, é o verdadeiro sentido da vida. Passar, ou seja, dar — dar para o próximo tudo aquilo que é importante em minha vida, tudo o que está guardado aqui dentro de mim. Pois, no final, a morte chega para todos nós, e nada do que eu guardar vai comigo. Por isso, eu te passo essa ideia: para que, quando eu partir, ela viva em você, carregada por aquilo que compartilhei.
É como o ar que trocamos uns com os outros, invisível e essencial, sem a expectativa de receber de volta. Nós o damos sem pensar, apenas o transmitimos, sabendo que ele sustenta a vida, mesmo sem ser visível ou exigido. E assim é com as coisas valiosas da vida — o que compartilhamos permanece, mesmo que de maneira imaterial, e é isso que dá real sentido à nossa existência.
Não é por acaso que temos dois olhos, dois ouvidos e apenas uma boca. Isso mostra que devemos observar e ouvir mais do que falar. Antes de dizer qualquer coisa, é preciso entender.
Escutar e olhar nos ensinam muito mais do que falar. Quem fala sem ouvir, quem fala sem olhar, fala sem saber. A boca é só um, porque falar deve ser a última etapa, depois de aprender.
E isso vale para a comunicação em geral. Ser fluente não é apenas saber outros idiomas ou escrever bonito. É saber falar a linguagem certa para cada pessoa. É explicar algo difícil de um jeito simples para sua avó, para uma criança, para um universitário, para um humilde, para quem nunca ouviu falar do assunto.
Cada pessoa entende de um jeito. Para comunicar bem, você precisa ouvir e observar qual é a linguagem dela. Só assim você vai conseguir falar para que ela realmente entenda.
Mas isso exige humildade. Se o ego falar mais alto, você só vai criar conflitos, porque não ouviu nem entendeu antes de falar.
Por isso, dois olhos, dois ouvidos e uma boca. Primeiro, observe. Depois, escute. Por último, fale.
Se eu tô mal com algo, é porque eu não aceito esse algo ou não mudo esse algo, se eu não aceito e nem mudo, é óbvio que vou ficar mal.
O esquema não é tomar anti-depressivo, nem continuar mal, o esquema é eu aceitar esse mal ou mudar esse mal, porque aceitando esse mal, eu fico bem, mudando esse mal, eu também fico bem, o que me impede disso, é só o medo, medo do que vão pensar ou achar, caso eu mude, caso eu aceite, só isso.
Só é difícil, se eu dificultar.
Resumo sobre "magia"
Magia é, na verdade, um gatilho inconsciente gerado pelas nossas intenções e crenças.
Por exemplo, se eu digo que sou macumbeiro e tenho o poder de fazer certas coisas na sua vida (intenção), e você acredita nisso (crença), você acaba sendo afetado pelaquilo que muitos chamam de "magia". O que acontece é que você passa a acreditar que qualquer coisa que aconteça na sua vida foi causada por essa "magia". A partir disso, você começa a viver de forma distorcida, sem perceber que está se deixando levar por algo que não tem poder real sobre você. E isso não se limita ao momento presente; você passa a viver como se estivesse sendo constantemente influenciado por forças externas, quando, na verdade, é sua própria crença que está moldando sua percepção da realidade.
Portanto, qualquer crença que você tenha em relação a outras pessoas possuírem "poderes" ou "magias" que possam te prejudicar só serve para te enfraquecer. Isso acontece porque, ao não se conhecer bem o suficiente, você se torna vulnerável às influências externas, acreditando que outras pessoas têm algum tipo de controle sobre sua vida. Mas a verdade é que o que realmente nos afeta são as crenças que alimentamos, e não as ações externas. Se você acredita que alguém tem o poder de te prejudicar, é essa crença que vai começar a influenciar suas emoções e ações, criando um ciclo negativo.
A "magia", então, não é o que nos ensinaram a acreditar. Ela não é uma força sobrenatural que nos controla, mas sim o efeito das intenções e crenças que aceitamos como verdades. Quando começamos a perceber isso e tomamos consciência das nossas próprias intenções e crenças, podemos nos tornar imunes àquilo que chamamos de "magia". Ninguém pode nos afetar sem o nosso consentimento, e isso acontece principalmente no nível inconsciente. Quando entendemos que somos nós mesmos que damos poder a essas crenças, deixamos de ser vítimas daquilo que pensamos que nos afeta.
Por exemplo, quando alguém diz "macumba existe", isso pode ser visto como uma tentativa de lançar uma "magia". Mesmo que a pessoa não tenha a intenção de prejudicar, a verdadeira intenção é te fazer acreditar nisso. E ao acreditar, você acaba internalizando essa ideia no inconsciente. Quando isso acontece, qualquer ação ou intenção de alguém que se envolva com essas práticas será interpretada como algo que está diretamente ligado à magia, o que reforça a crença de que você está sob o controle de algo externo.
No fim, ninguém tem o poder de te afetar sem que você mesmo permita. A verdadeira "magia" é a que você cria com suas próprias crenças, muitas vezes sem perceber. Quando você se conhece e entende o poder da sua própria mente, pode se libertar das ilusões criadas pelas crenças externas. Por isso, se o que você acredita te limita ou te prejudica, a verdadeira mudança só pode acontecer quando você começar a olhar para dentro e perceber que o único poder que existe sobre sua vida é o que você dá a ele.
As pessoas só se interessam por você se você tem algo a oferecer; as pessoas só gostam de você quando você não tem nada a oferecer.
