reflexao.compartilhada

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Amor não está só em um sentimento egoísta chamado "amor próprio", voltado para o próprio umbigo. Isso é o ego gritando!

Amor está no que vive diariamente, no padeiro que deu bom dia, nas plantas que plantou pela cidade, nas pessoas que ajudou de coração, no abraço na mãe, nos parentes, nos amigos, nos desconhecidos, o carinho com os animais, nos afetos com quem mais precisa, nas palavras positivas, na tranquilidade diante das ofensas, no compartilhamento de alimentos, de experiências, de histórias com seus semelhantes, na natureza, no ar, na vida...

Hoje em dia, as pessoas amam o "amor", mas não amam as pessoas.

Aconteça o que acontecer, era pra acontecer.

Não adianta tentar evitar, pois até quando você tenta impedir, acaba acontecendo o que era pra acontecer.

O que acontece vai além da nossa mente, algo do qual somos, muitas vezes, submissos.

Isso é a natureza nos mostrando que, na verdade, não temos controle sobre nada, exceto o que é natural seguir — os acontecimentos que estão destinados a acontecer.

A morte nos ensina a verdadeira igualdade; ninguém é rico diante dela.

Ela nos lembra que, no fim, ninguém leva nada.

A morte nos mostra que ninguém é melhor que ninguém.

Ela nos ensina que ninguém é perfeito.

E, acima de tudo, a morte nos revela a igualdade fundamental: ela vem para todos, sem exceção.

O amor não se prova, assim como não se pode provar que se tem um coração. Ninguém vê o coração, ninguém vê o amor, porque ambos estão no interior de cada um. O que está por dentro só pode ser percebido quando olhamos para dentro de nós mesmos, quando sentimos as batidas do coração e experimentamos o amor de maneira profunda. O amor, assim como a vida, é algo que só se entende quando realmente sentimos.

Para o mal, tudo é fácil, o mal quer acabar, destruir, eliminar, o mal é filho da morte.

Para o bem, tudo é difícil, o bem quer iniciar, construir, acrescentar, o bem é filho do nascimento.

E ambos são necessários para o equilíbrio das suas escolhas.

Ao nascer, todos sorriram;
Quando eu morri, todos choraram;
Mas eu sorri,
Por tudo que vivi.

E então me vejo acordar,
Compreendendo que nunca morri,
Sempre estive aqui,
E sempre estarei.

A vida e a morte são uma só coisa,
Tudo se transforma, mas nunca acaba,
Eu sou o que fui, o que sou,
E o que sempre serei.

O afeto está no que você dá, não no que você recebe. O que você dá é seu, é uma parte de você que permanece; o que você recebe, não é seu, pois passa por suas mãos e se vai.

A maior prova disso é a morte, que nos leva. Tudo o que é nosso, tudo o que verdadeiramente fizemos, fica. Os afetos que oferecemos, as marcas que deixamos, essas permanecem no mundo, na memória das pessoas, em tudo que tocamos.

Já o que recebemos, como algo externo, não nos acompanha para além da vida. Ele se desfaz, não carrega a mesma profundidade, pois não nasce de nós. O que damos, sim, se mantém, pois é o que alimenta o coração de quem fica.

O medo é um sentimento falso, uma ansiedade criada pela nossa mente ao anteciparmos algo que provavelmente nunca vai acontecer. A maior parte do medo vem daquilo que imaginamos, não do que realmente acontece. Mesmo que o que tememos se realize, o medo não vem do acontecimento em si, mas do pensamento sobre ele.

O presente, o agora, nunca nos dá medo. O medo é gerado quando pensamos no futuro, em algo que ainda nem existe. Pensar negativamente sobre o que está por vir não adianta, porque, no momento, não está acontecendo nada além do que é para acontecer. O medo é apenas uma construção mental que nos prende a uma realidade que ainda não se materializou.

O inconsciente está em todo o nosso redor, enquanto a consciência é o que escolhemos focar nesse redor.

Estar inconsciente é estar distraído com o que acontece ao nosso redor, enquanto estar consciente é estar atento ao que acontece.

É impossível estarmos conscientes o tempo todo e em tudo. Nossa consciência escolhe no que queremos focar no momento. Por exemplo, se você está lendo esse texto, você está consciente nele, focado, e inconsciente ao seu redor. Assim que você se distrai, sua consciência muda para outra coisa ao seu redor. Nossa consciência escolhe o que queremos prestar atenção, seja no que olhamos, ouvimos, tocamos, sentimos ou pensamos, e ignoramos o que não queremos.

Existem várias coisas dentro do nosso inconsciente "já esquecidas", ou seja, coisas que não vemos mais importância, mas que continuam lá. Voltamos a dar importância a elas quando lembramos, geralmente quando é preciso trazer para o presente para resolver alguma situação ou para reviver sensações boas ou ruins. O que focamos, aprendemos, e quando aprendemos, deixamos de focar naquilo e passamos a focar em outras coisas dentro do inconsciente, de acordo com o que escolhemos prestar atenção.

O medo me impede de resolver meus sentimentos negativos, por quê? Porque o medo é composto por pensamentos negativos. A solução para esses medos está em eu entender por que eles existem. E como posso entender esses medos? Questionando-os, sem receio. Perguntando: "Por que tenho medo disso? Por que isso me incomoda?" Seja conversando com alguém, pesquisando na internet, ou dialogando comigo mesmo, o importante é aprender, buscar conhecimento e me aprofundar até chegar ao ponto de compreender que, na verdade, não tenho medo algum. O que eu temia era entender o que realmente sentia. E essa compreensão é a paz que vem com a clareza de finalmente entender o que eu precisava entender.

A dor nos faz focar nela para ensinar algo. Ela desaparece quando você aprende a curar, e a cura vem do processo de conhecer a si mesmo. Ou seja, você elimina a dor do seu próprio jeito, através do que aprende e entende sobre si.

Não existe vazio, porque dentro de mim tudo está cheio. Cheio de artérias, cheio de veias, cheio de pulmão, cheio de coração, cheio de sangue, cheio de vida. O que é vazio? Não existe vazio, vazio é ilusão, porque aqui dentro tem tudo. Cheio de sentimento, cheio de amor, cheio de sangue, cheio de vida, cheio de tudo. Completo.

Quando você se olha no espelho e se vê bonito(a), mesmo desarrumado(a), está vendo sua alma, quem você é por dentro.

Quando você se olha no espelho e se vê feio(a), mesmo arrumado(a), está vendo a aparência, quem você tenta ser para agradar os outros.

O mal não existe, o mal só existe quando você nega o bem.


Quando está triste, é porque evita a alegria;
Quando está com ódio, é porque rejeita o amor;
Quando está angustiado, é porque resiste à paz.


Se nega um, o outro toma o lugar. O bem está sempre lá, esperando para ser escolhido.

O corpo mostra exatamente o que a pessoa guarda.

Quando você engole porcarias, o corpo reage.
A boca vomita, o estômago passa mal, o corpo avisa que algo fez mal.
Com os sentimentos acontece a mesma coisa.

Quando você engole mágoas, raiva, tristeza, medo, frustração ou decepção, isso não desaparece.
Tudo fica guardado internamente.
E o corpo não mente. Ele reage ao que você consome, seja comida ou emoção.

Assim como comida ruim faz mal ao estômago, sentimentos ruins guardados fazem mal à alma, à mente e ao corpo.
Eles se acumulam, cansam, tiram a paz e afetam o jeito da pessoa viver.

Mais cedo ou mais tarde, tudo o que a pessoa guarda precisa sair.

Quando você engole palavras que machucam, quando fica calado mesmo querendo falar, quando aceita situações injustas, quando suporta mais do que consegue, isso não fica preso para sempre.
O corpo sempre encontra um jeito de soltar isso.

Às vezes sai pela boca, em forma de grosseria, respostas agressivas, impaciência ou gritos.
Outras vezes sai em cansaço constante, estresse, falta de ânimo ou irritação sem motivo claro.
A pessoa nem sempre percebe, mas está apenas reagindo ao que ficou guardado por tempo demais.

Não é maldade.
Não é fraqueza.
É excesso de coisa guardada sem ser resolvida.

Por isso, cuide do que você consome.
Cuide do que você aceita ouvir.
Cuide do que você engole sem querer.

Porque tudo o que você carrega na alma aparece no corpo, nas palavras e nas atitudes.
O corpo é apenas o reflexo do que a pessoa guarda internamente.

Conquistar alguém, pra mim, é tentar manipular alguém, na qual terá que ficar conquistando sempre, por medo de perder aquela dúvida.

Já o amor não tem apenas conquista; tem conexão profunda, direta, sem nenhuma dúvida.
É como se um já nascesse para o outro, sem explicação nem porquê.
É algo raro, difícil de encontrar, porque, antes de encontrar, todo mundo tenta conquistar, manipular, para aliviar a própria carência de não ter encontrado a sua conexão.

A conquista é movida pelo medo: medo de não ser suficiente, medo de perder, medo de ficar só.
Já o amor é movido pela certeza: a certeza de que, mesmo sem esforço, aquela pessoa já é parte de você.

Enquanto a conquista exige provas constantes, o amor simplesmente existe.
Enquanto a conquista preenche vazios temporários, o amor desfaz a necessidade de preencher qualquer coisa.

Por isso, muitos confundem conquista com amor.
Mas o amor não se conquista; ele se reconhece.

A melhor forma de analisar se sua sintonia realmente combina com quem você está ao lado é no silêncio. Se o silêncio incomodar, é porque sua presença ou a da pessoa, no fundo, não combina.

Em um mundo programado pela "ordem", "o pode" desbloqueia. Então...

Pode pensar.
Pode questionar.
Pode perguntar.
Pode entender.
Pode escolher.
Pode experimentar.
Pode olhar.
Pode ouvir.
Pode sentir.
Pode respirar.
Pode imaginar.
Pode sair por aí.
Pode andar sem rumo.
Pode conhecer.
Pode conversar.
Pode desabafar.
Pode falar com quem quiser.
Pode falar com todo mundo.
Pode sentar em qualquer lugar.
Pode descansar em todo lugar.
Pode admirar tudo que vê.
Pode conhecer novos horizontes.
Pode sentir cheiros.
Pode sentir os pés no chão.
Pode viajar o mundo.
Pode curtir.
Pode cantar.
Pode ser livre.
Pode amar.
Pode viver.

Ninguém manda em mim.
Porque eu posso viver o que eu quiser.

Tudo é amor. No entanto, cada um tem um jeito de amor dentro de si. Esse jeito de amor é quem eu sou de verdade. É esse amor que busco aceitar na vida, pois busco me aceitar. Aceitar quem eu sou de fato. Esse amor vive aqui dentro.

Quem espera não vive, apenas espera.

Quem espera pelos outros, se perde de si mesmo.
Quem espera pelo tempo, perde o tempo que tem.
Quem espera pelos finais de semana, perde os dias que vêm antes.
Quem espera pelas férias, perde o ano inteiro.
Quem espera se aposentar, perde a vida enquanto ela acontece.

E quem perde a vida assim, acaba morrendo arrependido… ainda esperando a morte.

A morte sussurra no meu ouvido e deixa minha mente bem clara:

"Desse mundo, você não leva absolutamente nada. Eu te tiro tudo: objetos, pessoas, pensamentos, nada que você possa segurar. Você só deixa, e o que você deixa é tudo o que viveu. Então, viva! Porque a única coisa que eu não te tiro é o que você viveu e deixou na vida."

Aceite, permita, ame a dor,
e perceba que a dor,
era o amor que você não aceitava,
o amor que você não permitia,
o amor que você evitava.

Se você não vive como sente vontade, vai viver como sua família quer, como seus amigos querem, como seu patrão quer, como a sociedade quer, como o mundo quer. Vai seguir expectativas, cumprir papéis, se encaixar no que esperam de você. Mas, no fim, vai esquecer de viver como realmente quer.

O sentido da vida é a morte. Nascemos para morrer e seguimos em direção a esse destino. Mas o que nos leva até ele são as escolhas que fazemos em vida. Cada escolha gera consequências, e essas consequências se tornam nossas lições.

O que aprendemos ao longo da vida é o que deixamos quando partimos. E, no fim, o que realmente fica não são bens ou conquistas, mas os afetos que espalhamos pelo caminho.

A vida é consequência do amor de um casal.

Entre a existência e a inexistência.
Entre o nascimento e a morte.
Entre o bem e o mal.
Entre a alegria e a dor.
Entre o dia e a noite.
Entre o dentro e o fora.
Entre o coração e a razão.
Entre o homem e a mulher.