Paulo Ricardo Zargolin
Futilidades despertam atenção em cada post, cada toque; e, no deslizar das telas, os olhos passeiam, em busca de um fascínio.
Amor: sentimento vivenciado e perseguido por pessoas e poetas, que, sem sucesso, buscam explicá-lo.
Dia: período cosmológico que permite experimentos de curto prazo, cujo aperfeiçoamento pode ser acumulado a cada crepúsculo.
Estar: um modo, um estilo ou uma conjuntura que implica estabelecer a transitoriedade dos seres e das coisas.
Gente: um pinguinho de poeira das estrelas, perdida nas próprias ideias e sentimentos, que se sente capaz de mudar um universo.
Hoje: o único momento no tempo e espaço em que se pode agir para corrigir eventuais erros do passado ou planejar o futuro que se anseia.
Lado: uma perspectiva, um fragmento do todo, a face que se revela para expandir a compreensão de cada ponto de vista.
Não: o interromper das vontades, a tradução da resistência, delineando limites e demarcando decisões.
Onde: espaço transitório em que cada pessoa encontra oportunidades para, bem ou mal, experimentar sensações, viver e conviver.
Poder: uma força declarada, que precede o início das decisões, abrindo caminhos e transformando intenções.
Qual: a chave para questionamentos que desvelam essências e dissipam dúvidas, permitindo a plena compreensão do mundo.
Sim: a confirmação que transforma planos em realidade, uma aceitação que descortina possibilidades.
Tudo: o que está além do sensível e imaginável, a vastidão que costura a complexidade de cada elemento divisível.
Ver: muito mais do que usar as retinas, o sentido que elucida as percepções sobre o que nos circunda.
Zelo: a atenção oferecida em olhares, gestos e cuidados; a devoção que preserva e valoriza; a capacidade de enxergar tudo como precioso.
