Oscar Wilde
O cérebro de um erudito é uma coisa terrível. É como uma loja de velharias, quase todas cobertas de pó e com o preço marcado muito acima de seu valor.”
Em última instância, o combustível de todo companheirismo, seja num casamento ou numa amizade, é a conversa.
Devemos absorver o colorido da vida e não guardar na memória as suas minúcias. As minúcias são sempre vulgares.
(O retrato de Dorian Gray)
Na autoacusação há uma espécie de volúpia. Acusando-nos, sentimos que ninguém mais tem o direito de nos censurar. É a confissão que nos absolve, não o sacerdote.
(O retrato de Dorian Gray)
O prazer é a única coisa merecedora de que se lhe dedique uma teoria. (…) O prazer é o teste da natureza, o seu sinal de aprovação. Quando somos felizes, sempre somos bons; mas, por sermos bons, nem sempre seremos felizes.
(O retrato de Dorian Gray)
O motivo do nosso empenho em julgar bem o próximo é que temos medo de nós mesmos: a base do otimismo é puro receio.
(O retrato de Dorian Gray)
Overdadeiro inconveniente do casamento é que ele extingue em nós o egoísmo. E os seres sem egoísmo são incolores.
(O retrato de Dorian Gray)
Eu agora nunca aprovo ou reprovo nada. Aprovar e reprovar são atitudes absurdas para com a vida. Não viemos ao mundo para dar largas aos nossos preceitos morais.
(O retrato de Dorian Gray)
Mas os poetas medíocres são encantadores. Quanto piores os versos, tanto mais pitoresco é o poeta. O simplesmente fato de haver publicado um livro de sonetos de segunda ordem torna um homem absolutamente irresistível. Ele vive a poesia que não soube escrever. Os outros escrevem a poesia que não conseguem concretizar.
(O retrato de Dorian Gray)
A maioria das pessoas são outras pessoas. Seus pensamentos são opiniões de outra pessoa, suas vidas uma imitação, suas paixões uma citação.
Depois de um bom jantar somos capazes de perdoar qualquer um, até um parente.
A moralidade é simplesmente a atitude que adotamos em relação às pessoas de quem pessoalmente não gostamos.
