Northon Salomao

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A arrogância intelectual cresce justamente onde a dúvida deixou de entrar.

A experiência orienta nossas crenças, mas também revela os limites delas.

Nem toda sequência de acontecimentos demonstra uma relação necessária entre eles.

A mente humana frequentemente transforma repetição em certeza e costume em verdade.

A superstição cresce quando o medo ocupa o espaço que a investigação deixou vazio.

A razão pode questionar uma crença sem precisar substituí-la por outra.

Uma sociedade racional não deve transformar o desconhecido em certeza por falta de respostas.

A dúvida não destrói o conhecimento; muitas vezes, é o mecanismo que o protege.

Nenhum testemunho extraordinário deveria dispensar a exigência extraordinária de evidência.

Quando a evidência é insuficiente, a suspensão do juízo pode ser mais racional que a certeza.

A liberdade intelectual começa quando nenhuma crença recebe imunidade contra o questionamento.

O desconhecido não se transforma em conhecido apenas porque desejamos uma resposta.

A razão humana encontra seus próprios limites justamente quando tenta ultrapassar aquilo que pode conhecer.

O pensamento autônomo começa quando o indivíduo ousa utilizar o próprio entendimento.

A maioridade intelectual consiste em não terceirizar o próprio juízo.

Nenhuma autoridade deve pensar definitivamente em nosso lugar.

A razão precisa de liberdade para questionar inclusive os fundamentos que parecem mais seguros.

Pensamentos sem fundamento são vazios; evidências sem interpretação permanecem cegas.

A experiência fornece dados; a razão procura compreender suas relações.

A crítica é o instrumento pelo qual a razão examina os próprios limites.

O ser humano pode formular perguntas que sua própria razão talvez jamais consiga responder definitivamente.

Reconhecer os limites do conhecimento não é abandonar a razão, mas levá-la a sério.

A autonomia intelectual começa quando a dúvida deixa de ser tratada como fraqueza.

A liberdade de pensar é condição para qualquer sociedade verdadeiramente racional.

O ser humano deve ser tratado como finalidade, nunca reduzido a simples instrumento de outro.