Northon Salomao

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As religiões transformam ilusões coletivas em regras para anestesiar o medo humano diante do desconhecido.

O dogma religioso é um atraso de berço da nossa inteligência que sobrevive explorando o pavor do desconhecido.

Ter fé dogmática é recusar de propósito a encarar a verdade dos fatos.

O dogma religioso é igual a vaga-lume: só brilha porque está na escuridão da ignorância.

A religião sobrevive à base de dogmas porque dá respostas fáceis para desejos infantis de proteção.

O medo do que a gente não conhece é a base do dogma, que transforma a simples dúvida em pecado.

Prometer um paraíso depois da morte é o jeito perfeito de anestesiar a luta por justiça aqui e agora.

A moral e a religião dogmática perderam qualquer conexão com a realidade da vida.

A superstição e o fanatismo crescem exatamente onde o medo toma o lugar do pensamento crítico.

A dúvida é o primeiro passo em direção à verdade.

Do fanatismo à barbárie, às vezes, existe apenas um argumento não questionado.

O conhecimento humano avança quando transforma a curiosidade em método.

A razão deve examinar até aquilo que a tradição considera intocável.

A ciência progride quando a hipótese aceita o risco de ser refutada.

Nenhuma autoridade substitui a necessidade de demonstrar

O poder começa a ameaçar a liberdade quando deixa de aceitar limites.

Para impedir o abuso do poder, é preciso que o poder encontre outro poder capaz de contê-lo.

A liberdade jurídica começa onde a arbitrariedade termina.

Uma lei não se torna justa apenas porque foi promulgada.

As leis devem nascer das circunstâncias reais da sociedade, não de abstrações impostas a ela.

Quando quem cria a regra também concentra o poder de executá-la e julgá-la, a liberdade fica vulnerável.

O poder sem controle transforma a legalidade em instrumento de dominação.

A liberdade política não é fazer tudo o que se deseja, mas viver sem o arbítrio de outro.

Toda ordem jurídica precisa de limites para não transformar autoridade em tirania.

O poder que não aceita freios começa a confundir sua vontade com a própria lei.