Nelson Emílio
26 -
48 do total de 48 pensamentos de Nelson Emílio
Onde há fome, não há comida, mas nem sempre onde há pessoa há dinheiro.
[...] em África nos foi imposto o conceito de um Deus Europeu, uma versão do Deus Africano que, na verdade, não é o Deus Africano, mas sim o próprio Deus Europeu em expansão.
A espiritualidade africana foi mal interpretada, embora muitos a achem bem compreendida.
[...] o solismo defende a ideia de que a verdade é também uma experiência, não somente um conhecimento teórico-científico.
A tradução da frase de uma língua para outra exige interpretação do significado original, além de participação e aprovação do país de origem da palavra.
África é apologista da espiritualidade e jamais da igrejalidade.
Ler é liberdade, mas conservar livros é a liberdade própria do leitor.
A nova geração, muitas vezes, desconhece as formas de diversão das gerações passadas. Se a brincadeira fosse resgatada, muitas desconfianças e medos entre as pessoas poderiam ser evitados.
A brincadeira das crianças une a família e faz famílias.
O solismo é a lâmpada que todo homem perdido no escuro precisa.
O livro de autoajuda é uma dopamina. Não ajuda o leitor, mas ajuda o autor. O leitor que acha que ele ajuda ainda não acordou.
Homem sem disciplina é homem oco. Mulher sem princípio é mulher fútil.
A nação parte da família. Uma nação sem educação resulta em corrupção.
A deseducação é a pior estrada esburacada do homem.
É preciso ser educado antes de educar uma criança.
A deficiência é una. Somos, unanimemente, todos deficientes.
Se um bebé é deseducado, um jovem é deseducado e um velho é educado, o que somos?
O dia em que eu morrer, não chore, apenas ria. Não sorria, ria-se de mim.
O amor ficou tão mórbido.
O amor já não conquista tudo; agora racha e adoece tudo. Tudo o que é adoecido torna-se mórbido.
Se ainda há amor, é porque ele é um grão raro.
Por estarmos em uma sociedade totalmente mórbida e capitalista, o conceito de amor vai deixando de ser amor para se transformar em dinheiro.
O dinheiro agora está quase a substituir o amor; o amor, por sua vez, está quase a se transformar em dinheiro.