Marcelo Rissma
No deísmo, Deus criou o mundo, mas Ele não se envolve mais com a criação. Assim, não há intervenção divina (milagres) no mundo criado. Os cessacionistas seguem esse mesmo pensamento deísta, portanto, cessacionistas não são teístas (cristãos), mas, uma hibridização de cristianismo com deísmo.
Muitos pensam que um milagre é uma “violação” das leis fixas, mas, não é! O milagre é uma “exceção” a esta regra geral. Assim, a lei natural é um padrão regular dos eventos, mas não um padrão universal ou inalterável. O que os cessacionistas (deístas) e ateus não compreendem é que todos os eventos “naturais” são o modo pelo qual Deus normalmente atua e que os “miraculosos” são o modo pelo qual Ele atua em ocasiões extraordinárias.
Normalmente, quando os cessacionistas (deístas) querem descredibilizar os milagres, eles apelam para a falácia do consensus gentium, que é uma falácia em que acumulam eventos a fim de determinar a verdade. Muitos cessacionistas (deístas) no período da pandemia (COVID) desafiavam quem cria em milagres a ir a hospitais e realizá-los. Mesmo que tenha havido poucos milagres, eles ocorreram, assim, só porque algo teve pouca ocorrência não quer dizer que ele não ocorreu e não ocorra mais!
O calvinismo confunde soberania divina com onicausalidade ou pancausalidade. Por isso, no calvinismo o livre-arbítrio é um tipo de kryptonita contra esse “deus” todo-determinante que eles inventaram.
A verdade da lei moral de Deus só é revelada quando somos ultrajados. Quando acontece com você, o grito de justiça ecoa de dentro de um coração ofendido.
A Matemática de Deus é diferente da Matemática dos homens:
Os felizes são os que choram (Mt 5.4); O que perde ganha (Mt 5.39-42);
O pequeno é grande (Mt 11.11); O último é o primeiro (Mt 20.16);
O líder é servo (Mt 20.26-28); O maior serve o menor (Lc 22.24-26);
O louco que é sábio (1ª Co 1.27); O pobre é rico (2º Co 6.10);
O fraco é forte (2º Co 12.10); Quem nasce uma vez morre duas e quem nasce duas morre uma (João 3.1-7; Ap 2.11).
Quanto à predestinação e o Livre-Arbítrio humano, não existe nenhum paradoxo. O que Deus predeterminou foi aquilo que Ele pré-conheceu na atemporalidade que faríamos livremente!
É interessante notar que pouquíssimos filósofos se aventuraram a demonstrar a impossibilidade dos milagres. Os que se atreveram nesta sandice foram o panteísta Bento Spinoza, o agnóstico David Hume, o ateísta Antony Flew, e agora os calvinistas (cessacionistas).
Infelizmente, boa parte da igreja atual não ensina os temas bíblicos do pecado, do céu e do inferno como as Escrituras ensinam. Em alguns lugares até fazem piadas com esses temas que são cruciais para eternidade.
Que a nossa ansiedade não seja somente pela falta de dinheiro e tribulações da vida, mas também pela falta de testemunho cristão e de santidade de vida.
É verdade que não devemos falar do Amor de Deus sem falar de Sua Justiça! Como também é verdade que nunca devemos falar da Justiça de Deus sem falar de Seu Amor!
No calvinismo fala-se muito da Justiça de Deus, mas pouco de Seu Amor. Por isso, muitos lá dentro têm uma visão míope da Graça de Deus e estão cegos para sua religião arrogante e exclusivista.
A maior glória que um ser humano caído pode alcançar na vida é estar entre os que ouvirão “vinde, benditos do meu Pai...”.
O maior sucesso que um ser humano depravado pode ter nesse mundo caído é ter o seu nome escrito no livro da vida.
Na criação do homem Deus lhe deu a função de diácono da criação, mas a queda tornou o homem um comerciante voraz dela.
