Marcelo Rissma
No Brasil, a lei não se dedica a justiça, mas ao contrário, ela é usada de modo irresponsável e discutível. A lei é usada em oposição direta a seu fim; é distorcida e usada para destruir o próprio objetivo, ou seja, para aniquilar a justiça pela qual deveria zelar; para limitar e destruir direitos que deveria respeitar. Seguidamente a lei tem sido colocada à disposição dos inescrupulosos que querem explorar o trabalho de um povo sofrido. Transformaram a espoliação em direito e a legítima defesa em crime.
Muitos inundaram a palavra de Deus de teologia, quando deveriam inundar a teologia da palavra de Deus.
O amor de Deus não anula a Sua disciplina (Pv 3.12). E a disciplina de Deus não anula o Seu amor (Hebreus 12.6).
Pregadores como Wesley, Spurgeon e Ravenhill... quando tomavam o púlpito rugiam como leões, hoje quase não existem mais. Infelizmente os púlpitos modernos foram tomados por pregadores que miam ao invés de rugir; pregadores intimidados pela sociedade, que tentam a todo custo agradar os seus ouvintes.
O simples relato do que Deus fez no avivamento da primeira geração de Metodistas e na Rua Azuza não satisfará esta geração. Essa geração quer experimentar o mover de Deus hoje. O que alimentou e matou a sede das gerações passadas, não alimenta e nem mata a sede dessa geração.
O mesmo capitão de mil é tão importante como o capitão de 10 (Êxodo 18.19-26). Assim como o que tem um dom é tão importante como o que tem cinco (Mateus 25.14-30). Portanto, é um erro gravíssimo comparar o seu ministério com o de outra pessoa. Entenda: a questão não é o tamanho ou a quantidade, a questão é se você está fazendo o que foi chamado para fazer dentro da vocação que Deus te concedeu para fazer, seja capitão de mil ou capitão de cinquenta, seja com um talento ou cinco talentos; nenhuma tarefa é mais importante que outra. Todas foram dadas por Deus e serão igualmente recompensadas e cobradas. Assegure-se de servir a Deus no lugar em que Ele te colocou. Isto tem muito valor para Deus.
O propósito de estudarmos as Escrituras não é prepararmos sermões, não é o acumulo de conhecimento e não é para vencermos debates, mas é para sermos transformados pelo conhecimento delas.
Quem são os que encontram Deus? Jeremias responde: “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com TODO o vosso coração” (Jr 29.13). Ninguém encontrará Deus tendo o coração DIVIDIDO.
A igreja verdadeira não precisa de cobertura de homens, ela precisa do fundamento de Jesus Cristo. 1ª Coríntios 3.11.
Quando um líder diz: “Precisamos atingir certo números de membros até o fim do ano”. Saiba, seu líder virou um empresário da fé e sua denominação uma empresa. Pessoas não são mercadorias, pessoas são vidas para serem amadas.
O excesso de ocupação com as coisas da terra rouba o tempo para buscarmos as coisas do céu (Lucas 10.40-42).
Quando alguém está se movendo no propósito que Deus designou para sua vida, essa pessoa encontrou o significado para sua existência.
Quando você se volta para Deus, Ele sabe como restaurar o tempo que você perdeu quando não conhecia o seu propósito.
O desejo de Deus é que o homem coopere com Ele. A palavra ensina que somos “colaboradores com Ele” (2º Coríntios 6:1) ou “companheiros com Ele”. No grego, “colaboradores” significa aqueles que “cooperam”, que “ajudam”, que “trabalham junto com”. Eu escuto muita gente dizendo: “Estou trabalhando para Deus”... Se você tem uma mentalidade que está trabalhando para Deus, você é apenas um empregado ou alguém no ativismo religioso. Quando você entende o propósito do Reino, então você se torna um colaborador, um companheiro junto com Deus no Seu Reino.
A Palavra escrita é como uma espada (Efésios 6.17; Hebreus 4.12), e a Palavra Viva (João 1.14) tem uma espada (Apocalipse 1.16; Apocalipse 19.15).
Que Deus transforme nossas vidas em resposta de orações feitas por aqueles que se encontram em necessidades.
Uma das características marcantes da Igreja primitiva é que ela juntava pessoas e dividia os bens. Hoje, muitas “igrejas” juntam bens e divide as pessoas (At 4.33-35; 2° Co 9.7-9).
Cautela Com Algumas Reaproximações
É preciso ter cautela e discernimento com algumas reaproximações que as circunstâncias ou Deus afastaram de nossas vidas. Não é falta de perdão ou porque guardarmos ressentimentos dessas pessoas. Em alguns casos é para guardar o coração. Por isso, alguns distanciamentos são imprescindíveis para mantermos a saúde emocional equilibrada.
Abraão e Ló são exemplos disso. Tiveram que se afastar, não foi pessoal, mas, a convivência entre eles já estava sendo afetada por disputas de terra entre seus pastores, mais cedo ou mais tarde isso afetaria definitivamente o relacionamento entre eles, portanto, a proximidade não era mais saudável. Isso não significava que eles não poderiam se ver novamente e continuarem a ter um relacionamento, pelo contrário, Abraão continuava amando o sobrinho, tanto que entrou em uma guerra contra uma confederação de reis, liderada por Quedorlaomer (Gênesis 14) para resgatá-lo, no entanto não o trouxe para o seu cotidiano novamente.
Outro exemplo é de Jacó e Esaú. Afastaram-se por uma disputa familiar pelo direito de primogenitura. Jacó fugiu para casa de seu tio labão, e quando retornou, depois de 20 anos, reencontrou seu irmão Esaú, se abraçaram, se beijaram, coraram juntos e se perdoaram (Gênesis 33.4), mas Jacó seguiu um caminho diferente, mesmo seu irmão Esaú desejando permanecer junto (Gênesis 33.12-18).
Conclusão: Algumas pessoas continuarão no nosso coração e nosso caminho, mas, não mais na nossa mesa, na nossa intimidade.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
