Manuel Santos
A doença…
É a chaga, que em todos nós cairá;
Contra a qual, mui teremos que lutar;
Por ser ela que nos apanhará;
Por ser ela que nos irá matar!
Matar, a este tão cá nosso viver;
Que após findo, a nós jamais voltará;
Por tal, façamos tudo pra a inverter;
Porque ela, pra nós a correr; vem já!
Cuidemos, do ser em que habitamos;
Mesmo sabendo que ele irá morrer;
No dia, em a morte foi destinada!...
Porque essa má que nem imaginamos;
Por caminhar pra nós, a tão correr;
Só com cuidado, será atrasada.
Com prudência;
A saúde…
Que felizardos somos, em tal ter;
Neste morrer, onde é tal tão rara;
Mesmo apesar de tal não parecer;
Quando vemos em nós saudável cara!
Que pena ela faltar a tanta gente;
Por nesta morte haver tanto Viver;
Que a nós, por cá a todos Põe contente;
Por a tal, ser o adiar de um morrer.
Quem dera que ela em nós muito durasse;
Por pra nós tal, ser a maior riqueza;
Que por cá poderemos encontrar!...
Pois talvez outra vida despertasse;
Que nos levasse a matar a pobreza;
Que existe em nosso tão pobre habitar.
Com profunda tristeza;
A depressão…
É mal que em nós entra, pra nos matar;
Devido a nos tirar todo o querer;
De deste lindo viver desfrutar;
Por do belo nos fazer esquecer!
Do belo, que existe pra ser vivido;
Neste nosso tão rápido passar;
Que um dia foi a todos oferecido;
Para dele podermos desfrutar!
Por isso afasta tal mal de teu ser;
E começa a viver a tua vida;
Da forma que quem te criou tão quer!...
Porque ninguém irá em teu morrer;
Gostar de ver tua vida perdida;
Enquanto tanta vida em tal houver.
Com esperança, de que reconsideres;
A angústia…
É mágoa que em nós entra, pra ferir;
A mais ínfima das nossas memórias;
Devido a nela haver um distrair;
Que não nos deixa ver, nossas vitórias!
Por isso afastemos de nosso ver;
Esse não ver, que nos faz mal julgar;
O tão bom que ainda todos vamos ter;
Se a tal, conseguirmos ultrapassar!
Por que esta vida, não é para os fracos;
Por só sorrir, pra quem souber lutar;
Teremos que em nós forças inventar!...
Para destruir tal e a outros velhacos;
Que nos tentem com tal, aniquilar;
Este viver cheio de bom gostar.
Com esperança;
A solidão…
É mágoa que em nós entra, pra iludir;
Nossas memórias do belo prazer;
Por só servir para nos distrair;
Do bom pensar que nos vinha entreter!
Vem distrair, o em nós bom alegrar;
Fazendo-nos achar, que estamos sós;
Numa vida em que há tanto para achar;
Se a essa má sacana, não dermos vós!
Por isso, vamos acordar pra a vida;
Mandando essa malvada aquela parte;
Que pra nós tem o bem fazer de um alho!...
Porque alimentarmos essa perdida;
Será desperdiçarmos, aquela arte;
Que pra isto sermos, deu tanto trabalho.
Com prazer;
A Alegria…
É o nosso querer, mais procurado;
Mas também o mais fácil de encontrar;
Por só em nós poder ser encontrado;
Havendo a vontade de em nós o achar!
Pra acharmos a alegria desta vida;
Bastar-nos-á observar com bom ver;
A sorte que cá temos nesta tida;
Por cá, um tal viver podermos ter!
Por isso vamos aproveitar bem;
Cada dia que cá virmos nascer;
Pois por muito poucos vamos passar!...
Pra gozarmos o bom que a mesma tem;
Pois por um dia termos que ir morrer;
A essa tal, bem temos que aproveitar.
Com subtileza;
Amar…
Amar, é o por querer, ser submisso;
Por em Tal, submeter, caber não ter;
Porque onde houver tal fazer, já não há isso;
Mas sim um enganar a um outro ser!
Amar, é por querer, jamais tentar;
Sequer mandar na tal pessoa Amada:
Por em quem Ama, haver em si só dar;
Por em quem Ama, haver só dar; mais nada!
Por isso, quem cá passa a vida a dar;
Muito irá ter por tal, pra receber;
Na hora, de colher o seu semear!...
Porque quem cá passar, a vida a Amar;
Por nesse Amar, ter tanto bem-querer;
Tal querer, em alguém, há-de encontrar.
Com Carinho;
Amarmos a nossa Família…
Que sorte tão grande a nós, cá foi dada;
Por termos sido brindados com UMA;
Nesta vida que para nós é nada;
Por ser efémera, como uma pluma!
Por tal ser, irá fugir-nos um dia;
Como a pena morta foge a um falcão;
Mas nela ficará a nossa via;
Por TAL, ser nossa continuação!
Por isso Amarmos A nossa FAMÍLIA;
É feito que por sorte nos foi dado;
Neste viver tão breve; e pra morrer!...
Pois NELA, haver de nós qualquer quezília;
Será fazer pra nós, um triste fado;
Será de cá morrer, sem ver viver.
Com Carinho;
Destruirmos uma FAMÍLIA…
Se por nós, há mal fazer nesta vida;
Este sem qualquer dúvida, é tal;
Que por tão mau fazer, ter pra tal tida;
Nos torna, num muito fraco animal!
Fraco, por ter em si tanta burrice;
Maior que tão vista em burro teimoso;
Por ter o afligir, da má sacanice;
Tão tida, em seu mau gesto, tão tinhoso!
Que pena haver em nós, tão mau prazer;
Por tal prazer, só ter má destruição;
Tal como, ser o de nós inverter;
Do nosso, desta vida, bom fazer;
Como da nossa continuação!...
Do nosso; de cá, mais rico valer.
Com profunda mágoa, por tal;
A Ternura…
Por ser a linda irmã, da em nós, meiguice;
Tem em si o bom sabor, da BOA gente;
Devido a em tal, não haver a malandrice;
Por mal, na tal; se encontrar sempre ausente!
Tem da boa Mãe todo o perceber;
Tal como de um bom Pai, ou de um bom irmão;
Devido a nela ter, todo o saber;
Que a esses tais, dá toda a consolação!
Que bom, sentir o fluir dela em nós;
Quer seja a dar, quer seja a receber;
Por tanto nos consolar, seu sentir!...
Sentir, que nos faz ver, que o estarmos sós;
Só entrará, em nosso merecer;
Se não soubermos deixá-la fluir.
Com a vontade da mesma;
O papagaio-mor, do reino Português…
O papagaio-mor do reino, nosso;
Foi sabedor de uma mui grave asneira;
Tão grave que citá-la aqui não posso;
Por essa mesma estar na justiceira!
Justiceira, que existe em meu país;
Mas que mui mal em rico funciona;
Devido a cá faltar do bom juiz;
Que o do rico sabor, tal não suborna!
Por isso, o nosso papagaio-mor;
De nada, cá irá ser acusado;
Devido à nossa boa justiça!...
Só ser forte para o pobre senhor;
Logo, para esse tão rico; coitado!...
Tal ir ficar cheiinha de preguiça.
Com o carinho do humor;
A violência doméstica…
Não é um ato admissível em gente;
Que um dia se juntou, por se gostar;
Devido a seu mau tratar delinquente;
Implicar, no outro um tão querer mandar!
Mandar, por a tal, já não respeitar;
Mandar, por não lhe ter qualquer amor;
Mandar, por não conseguir se importar;
Mandar por ser sacana, sem ter dor!
Sem ter a dor, por quem talvez ainda ama;
Sem ter dor, por quem um dia tanto amou;
Sem ter dor por quem ainda pode amar!
Talvez por se ter apagado a chama;
Que um dia a esses dois seres se juntou;
Mas por azar, veio alguém separar.
Com profunda mágoa, pois detesto ver casais a separarem-se.
O dinheiro…
Por ser como o respeito o seu mui ter;
deixa em nós um agradável gostar;
daí ser pra nós bom, tal muito ver;
por o tal, vir a todos consolar!
Quanto mais do tal tivermos melhor;
pra nós, mais quem connosco se encontrar;
por em ambos haver o bom sabor;
que em tais, existe pra nos contentar.
Por isso trata a todos com respeito;
e pensa que ele é, como o dinheiro;
que nesta vida tão jeito nos faz!...
Porque neste viver, tão passageiro;
será no nosso dar, que o companheiro;
irá um dia a de nós ir atrás.
Com carinho;
O planeta Terra e o homem…
Vamos tratar de ter muito cuidado;
com o nosso fazer, pelo planeta;
devido a tal se encontrar atulhado;
com nosso maltratar, como a valeta!
Valeta, cheia de tanta sujeira;
devido ao nosso desmazelar;
pelo passar da nossa vida inteira;
a nossa bola tanto conspurcar.
Vamos tentar voar, sem avião;
Vamos tentar andar sem automóvel;
Vamos boa energia procurar!...
Para que o bom respirar, possa então;
Como o papa andar cá sem papamóvel;
Por a sujeira em nós, não se encontrar.
Com esperança;
Quando os olhares se encontram e se encantam!...
Quando olhares se unem e se gostam;
deixam em nós um gostoso sentir;
diferente, dos que se desgostam;
por nos fazerem um sapo engolir!...
Que pena que isso se tenha que dar;
devido a seu desgostoso prazer;
que teima a vir connosco se encontrar;
levando-nos a tal; para Inglês ver!
Assim é nossa vida e nossa sorte;
neste morrer, pra não ficarmos mal;
que cá destes fintares, tão nos prega!...
Obrigando-nos a encarar a morte;
disfarçando, não estamos a ver tal;
pelo triste deixar, que a tal carrega.
Com paciência;
Perdoar; segundo JESUS Cristo!...
Setenta vezes sete, foi a resposta;
por JESUS, ditada; pra perdoar!...
quando um dia, a ELE, pessoa interposta;
O interpelou, pra isto LHE perguntar:
Quantas vezes perdoar, Mestre, eu devo;
a quem me ofender e mui magoar?...
sendo a SUA resposta, a que relevo;
neste meu, para todos recitar!
Por isso perdoarmos, todo o ser;
Que neste triste andar, nos ofender;
Talvez, não vá, tal número alcançar!...
Mas de nós, para ELE, terá O Ver;
De um perdoar, tão Lindo em nosso ter;
Tão Puro, que um dia a nós; vai salvar!
Com indescritível alegria;
Ficares triste, por não veres “gostos”, nas tuas partilhas da rede social!! ou aqui no site "o pensador"... porquê???????!!!!!!!!!!!
Jamais, fiques na rede, por tal triste;
Devido a tais não ter, teu partillhar;
Pois por trás desse ver, quem tais não viste;
Existe o teu tão lindo trabalhar;
Por isso alegra-te e partilha sempre;
Todo o gostar que tens em teu gostar;
Pois tal irá ser visto por mais gente;
Que esse teu importar, possa imaginar!
Importa, é o que de ti partilhas;
Importa, é que estejas entretid@;
Importa, é que te sintas feliz!...
Importa, é que deixes maravilhas;
Importa, é o belo em ti contido;
Importa, não é o do povo bis!!!!!!!!!!!
Com o carinho desse importar;
Pores o teu “gosto”, em tudo o que aqui na rede gostes!… porque não?
Que bonito, é ter tal atitude;
por a tal, ser forma de incentivar;
a quem, cá pela rede, anda amiúde;
a tão partilhar pra nos animar!
Que bonito é nosso “gosto” darmos;
a quem, nosso gostar, anima tanto;
por ser: dizer em tal dar, que gostamos;
por ser: darmos em tal, o nosso encanto!
Bem-hajas, tu quem ti, tens tal agrado;
Bem-hajas, tu que gostas de animar;
Bem-hajas , tu que és agradecido!...
A quem estando aqui, sempre a teu lado;
a tudo de si dar, a teu gostar;
vê esse gostar ser reconhecido.
Com o carinho; que por assim seres, de mim mereces;
Milionários… milhões esbanjar… FOME… morte prematura, por falta de (…)
Que pena, quem por cá, ganha milhões;
Passando a ser o dono desses tais;
Se esqueça de quem só ganha tostões;
Se esqueça desses tais; e todos mais!
Que pena tal não veja, que por sorte;
Muito aliada, a seu bom trabalhar;
Não sinta, o em outrem, apanhar da morte;
Num muito mais que o dele labutar!
Não veja, que com o tanto que aufere;
Daria para a vida equilibrar;
A milhões de irmãos que estão a perecer!...
Enquanto o tal, pra diversão transfere;
A sorte, que devia partilhar;
Para a este mau FLAGELAR, inverter!!!!!!!!!
Com profunda mágoa;
O ódio… o odiar… em mim!...
É um sentir que em, NUNCA existiu;
Muito embora o detestar, cá esteja;
Mas, NÃO PERDOAR, nunca em mim viu;
Nem mesmo aquele que tanto me inveja!
Não viu, porque em mim não há o odiar;
Não viu, porque não traio o meu AMOR;
Não viu, por em mim O verbo AMAR;
Estar onde O IMPLANTOU, O meu CRIADOR!
Que bom, é tal sentir não ter lugar;
Sequer na carcaça, que irá arder;
Quando eu deste viver, tiver que me ir!...
Por a minha maneira de pensar;
Estar tão aliada ao SEU querer;
Estar tão unida ao SEU preferir.
Com um tão PROFUNDO, sentir de bem-estar;
Odiar…
É um sentir, que só entra em quem não AMA;
Por AMAR, não ser com tal compatível;
Logo odiar, é apagar a chama;
Que torna O lindo AMOR, em nós audível!
É morte, que em nós entra, pra matar;
O Lindo SER que um dia O Criador;
Implantou, no nosso pobre habitar;
Como provou, JESUS nosso Senhor!
Por falta de perdão, que em nós existe;
Alimenta-se em nós esse morrer;
Tão feio que tem o nome: odiar!...
Cuja força, tão nos ilude e insiste;
Em matar o nosso Lindo VIVER;
Que um dia, tanto iriamos gostar.
Com carinho;
ABANDONAR… abandonar… Pai ou Mãe… porquê?!!!!!!!!!!!!!
Abandonarmos, um Pai ou Mãe, num lar;
É algo, que não se faz nem a cão;
É de nós, o maior desconsolar;
Dado a tais, pela nossa ingratidão!
Alegar, que pra tais, tempo não temos;
É esquecer que ele, em nós viveram;
Não com um, mas com quantos cá nascemos;
Com quais, tanto trabalho tiveram!
Que pena haver, tão fraco abandonar;
Que pena haver, tão fraco em nós sentir;
Que pena haver, tão grande ingratidão!...
A quem tudo nos deu, pra nos criar;
Por quem tanto sofreu, sem nos medir;
Em nós, por tal desconsideração.
Com A MAIS profunda MÁGOA, encontrada nos meus sentires;
Envelhecer…
É vermos as estações desta vida;
Correrem, a tão alta velocidade;
Que nos faz querer ver, na em nós cá tida;
O avistar da tão grande eternidade!
É vermos tanto morrer a passar;
Entendendo, e bem, que a nós não viu;
Por tão dentro de nós, tal se encontrar;
Como; o estados, em quem nos pariu!
É começarmos a sentir o frio;
Da última estação deste viver;
A atingir, os nossos tão pobres corpos!...
Por vermos ficar seco o nosso rio;
Por vermos nossa água a tão correr;
Como correram tais, nos rios mortos.
Com a mágoa sentida alegria/mágoa, dos meus já 59;
Rejuvenescer…
Mesmo estando a morrer, em nossos corpos;
Temos em nós, tão grande VIVER na ALMA;
Que cá, só nos iremos sentir mortos;
Se pra TAL ter, cá perdermos a calma!
A calma, com nome de habilidade;
Para enfrentarmos nosso envelhecer;
Bastando-nos, em nós ter a vontade;
De querer, do tal; rejuvenescer!
Por tal, tenhamos em nós, mui cuidado;
Pra nunca vermos velhinha a nova ALMA;
Que nos foi dada, com tanto VIVER!...
Envelhecer em nós, como um coitado;
Envelhece, por em si não haver calma;
Pra conservar, a VIDA; em seu morrer.
Com prudência;
Expulsarmos em vida, A nossa Alma do corpo!…
Expulsarmos A nossa Alma do corpo;
É algo que tantos de nós fazemos;
Daí vermos tão bem, um vivo morto;
Sempre que o “coração”, em tal, já não vemos!
Sempre que em alguém vemos parecer;
Que a ALMA, ou “o coração” em seu corpo, não tem;
Devido ao seu a outrem, tão mal fazer;
Tão bem nos mostrar, que Da TAL, não vem!
Que pena andem tais mortos entre nós;
Disfarçados de vivos, por já terem;
Expulsado a deles, GRAÇA da vida!...
Devido a nesses tais, haver por nós;
Tão desprezar, por nossa ALMA bem verem;
Pós já, terem A tal; deles fugida!
Sempre que te apeteça dizeres de alguém: Fogo, este ser; AO TÃO GRANDE MAL que está a fazer àquele outro, (seja bicho ou seja gente) PARECE NÃO TER CORAÇÃO! (…) destes/nestes [os tais mortos retratados no poema] estarás a falar/pensar!
Com Carinho;
