Giovane Silva Santos
Este meu jeito leviano causa dano
Eu grito aqui nesse terreiro, também aprisionado no porão, muitas questões por dinheiro e por isso a escuridão.
De fato me vejo um sujeito perverso, jeito de retrocesso, romântico e amante da vaidade, um orgulho desenfreado, traduz um pobre coitado e de lá pra cá, de cá para acolá, fugindo do céu que me chama, ignorando a redenção que emana e aderindo um perigoso perfil, uma teia que dá calafrio.
Uma espiada na malícia, um mergulho no atrito, ferindo meu alheio, e de novo a repetição, que faz vã a oração, estou tentando acertar, é fato, mas continuo errando e este meu jeito leviano causa dano.
Giovane Silva Santos
Elas não tem coragem de ficarem nuas
Sim, as pessoas andam vestidas com roupas duvidosas, mascaradas com medonho gestos que o oculto aprecia, o caráter é sucumbido pela aurora das circunstâncias, habitam suas vozes em um telhado frágil e quando a verdade cobra uma posição vem tal revelação, vagando pelos escombros e vielas, avenidas e ruas, elas não tem coragem de ficarem nuas.
Mas um bordão que até a bíblia diz, tudo que se declara na escuridão é apresentado nas esquinas da vida, e o jeito peculiar que se implica, na mais sagaz astúcia adquirida, no mais profundo que causa ferida, a vida apresenta se essa multidão, surpresa com as calças na mão, revelando se a intimidade, toda máscara oculta, toda maneira fajuta, gritar aos ventos, a justiça da vida apresenta, toda vaidade, vem à tona, a loucura da verdade.
Giovane Silva Santos
Quando ela se despiu causou dor.
Ela vivia enclausurada numa roupa intrigante.
Vestes de paixão avassaladora.
Dedicação exuberante.
Mas se via um estrela amadora.
Suas percatas toavam as pisadas da fidelidade.
Uma blusa humilde e dizia que não iria romper.
Uma jardineira marrom, tom de verdade.
Admirada veste que aquele caráter venha tecer.
Puro engano aqueles trajes momentâneos.
Mas a envergadura das cifras a cobriu.
A vaidade que a vida maior que conterrâneos.
A covardia e ingratidão a cobriu.
E um suspiro a misericórdia pediu lhe tuas vestes de outrora.
Ela disse que aquela roupa lhe foi a fora.
Agora se acha forte e valente vestindo se de furor.
Foi quando ela se despiu causou dor.
Foi joana aquela paixão.
Trocou a roupa do amor pela ingratidão.
Giovane Silva Santos
Diagnóstico da saúde política
De uma maneira peculiar, pode se verificar as lacunas no preâmbulo social, a maneira governamental e logo diria, todo cidadão que sente, que visualiza o caos de toda gente, este é capaz de avaliar, diagnosticar a saúde da política brasileira, e sob efeito, faria até direito o antídoto de todo esse mal feito.
Porém precisamos reconhecer, que essa capacidade, esse dom que deveria prevalecer, é uma teia, que incendeia, pois esse rebento rebelde, ou não, a covardia então, ou não, propriamente dito, algo mais esquisito, a ignorância, esse peso sob a balança contamina mais a classe, pois essa saúde política precária, é fonte ordinária da peste maldita, que estas palavras minta, queria, mas não, o agir torto do povo é uma doença de ruim proliferação.
Giovane Silva Santos
Enquanto isso
O trem passa, os pássaros vagueiam, Batman e Robin encantam, é vírus sobre vírus, a Bíblia que não é entendida, a morte cada vez mais amiga, a ruptura com os bens leais, cada vez mais, mais longe da arquitetura divina e enquanto isso.
Enquanto isso simplesmente o homem poderia dar milho aos pombos, mas ele anda ocupado, fazendo armadilhas para o semelhante, ateando os aos escombros.
Enquanto chove no sul, e o sol ferve no norte, enquanto a pátria está a Deus dará e a diretriz a própria sorte, os homens não mais estuda para efetivar a diferença, simplesmente a grandeza, uns tostões a mais, um bocadinho para estes tiranos rapazes, que eu não seja preconceito, as moças do mesmo jeito.
Enquanto isso eu aqui na poesia, meio fantasia e tanta parede, muralha e obstáculo que também piso no freio, mas eu sei, que existem outros que não aceita cabresto e nem arreio.
Enquanto isso acreditar, mudar, eu creio.
Que tempo é hoje
Dada as circunstâncias, influências e momentos, oportunidades para cada seguimento, devido a experiências logo a necessidade de aprofundar no que exatamente nos convence, devidos caminhos variados, ora dor, fervor, alívio e o entendimento quem sabe de amor.
Pela cruz que ninguém enfrenta, pois a coragem foi de um perfeito e daquele jeito ninguém tenta, se disponibilizar do amor é um ato, fato de conhecimento profundo, tal qual esquecer o mundo não é alcançado nessa esfera carnal, pois o homem com essa natureza mal, oh conhece na maioria das vezes o que é letal.
Que tempo é hoje?
Hoje o canal é aberto, de longe e perto, estão os conselhos e estatutos, estão as armadilhas dos fajutos, o bem e o mal que sempre foi sinal, a indecisão, a ocasião de cada cidadão, mas o fato é que tudo se faz novo, oportunidades e quebra cabeça, o tempo de hoje são as peças sobre a mesa, mas o jogo continua e vencer, perder é a parte de uma sociedade indefesa.
Giovane Silva Santos
As vozes
É que ouço vozes, ferozes e algozes.
Um grita ouro, outro prata e no oculto a justiça lateja.
Dizem até que deliro, que sou um idiota quebra nozes.
Mas é no oculto que minha mente deseja.
Ouvi um senhor dizer que faz.
Ouvi um doutor ditando regras.
Na internet uma febre viril.
Cheio de astuto e imbecil.
Enfim dos ventos e tentos.
Sopro ao relento.
Vozes que ditam a razão.
Mas repito esse elemento.
A voz oculta ainda verão.
Giovane Silva Santos
O meu povo que vive em mim
Meu pensamento viaja pelos terreiros.
Pardais, águias, montanhas e poleiros.
No brio, no sio, assim uma viagem desigual.
Gente de toda maneira, fiéis e hospedeiros.
Gente que luta, sonha, briga e poucos são ouvidos.
Aquela parcela que na bagatela da manobra vai estabelecendo.
Uma sociedade que faz de uma colheita sórdida.
A mais pura ignorância relação que vai tecendo.
Quando começo a escrever as letras se ocupam de razão.
Mas bem sei eu que a raiz desastrosa é de um caráter singular.
O homem complexo, perplexo da feroz escuridão.
E eu que sou tão diferente, igual aparente secular.
Onde estará a explicação, a resposta deste vinho que o povo vive em saborear.
Sou eu que vivo nesse povo assim;
O meu povo que vive em mim.
Giovane Silva Santos
O preâmbulo da minha constituição.
Seria uma ousadia.
Uma loucura todavia.
Eu sei que jamais aceita seria.
Uma limpeza geral.
De congresso a carnaval.
O futebol seria mais bonito.
Todo mundo jogaria aflito.
No estado de guerra brutal.
Sou paz, sou sim, por isso peço guerra.
Para que o povo desenterra.
A vontade, a disposição de viver.
Coragem, virilidade que chega a aborrecer.
Aborrecer a ferrugem que o ouro consome.
O pulsar da ganância sentisse a fome.
Fome e desejo de arrancar a podridão.
É muito mais que essas pequenas linhas querem falar.
O preâmbulo da minha constituição.
Giovane Silva Santos
Apresento ti ao brasil e suas caras.
No mais profundo berço do oxigênio está o delírio.
Nossa Amazônia, o ouro, a ganância que dispensa colírio.
Meu futebol, um tapinha na bola e tal.
Muito dinheiro em pouco embornal.
Mineradoras, pré-sal, subsolo diamante.
Corrupção, um paraíso dos amantes.
Comércio, empresário e tributação.
Taxas que não são aceitas, reclamação.
Bundinha de fora, saia abaixada e perereca na mão.
É a cavalaria, cachorraria e falta estruturação.
Crianças sofrendo e bolsa família socorrendo.
Muitas faces, um povo inteligente, só que não.
Aborrecendo e falta educação.
Nos leitos e nos pleitos a política mostra a mão.
Uma terra de leite e mel que propaga destruição.
Sei mais não, se Deus esquecer o estuprador cria tara.
Apresento ti ao Brasil e suas caras.
Ainda assim, é uma terra rara.
Giovane Silva Santos
Ela existe em algum lugar
Simplesmente encanta pela verdade e coragem.
Coragem de enfrentar os defeitos.
Entende esse planeta dos imperfeitos.
Ela lava, cozinha e passa.
Mas gosta do seu dia de rainha.
Um dia talvez de fantasia.
Rainha não, princesa fada.
Mas ela bem sabe que não é retardada.
Sabe fazer autocrítica das limitações.
Sim, estes imbecis varões.
Mas minha amada é frenética e ama por dois,
Não se cansa de cozinhar arroz.
Mas ela sabe que tudo faz parte da beleza.
Ainda que seu cavalo não reconheça.
Mas ela vai saltitando para mais uma tarefa.
Com força e sagacidade não perde o tom.
Com uma mão pano de prato e na outra baton.
Quem está de fora acha tudo horror.
Mas todos os dias esse jardim nasce uma flor.
Pelo simples fato dessa humildade saciar o amor.
Giovane Silva Santos
Precisamos Florescer
É que muitos não entendem e lamentam.
De fato não é nosso ato que fermenta.
O bolo da sorte oscila entre o sul e norte.
E quem consegue é aquele que tenta.
Lendo as novidades nesses folhetos.
Jornais que viram cinzas aos gravetos.
É que meu mundo está estampado nas portas dos bordéis.
Tão malandro e fajuto esse jovem viril.
Se perde nas praças dos coronéis.
Não encontra esse medo febril.
Nesse plantio que foi lançado.
Nesse canavial embaraçado.
O tempo que argumenta as poses da elite.
E a classe mais miserável que sofre,
E o decorrer do tempo permite.
Precisamos florescer.
Nascer.
Crescer.
A vida tecer.
Um repleto e completo esperançoso gesto de viver.
Giovane Silva Santos
Eu tenho um plano
Queria fazer um plano e lhe convidar a participar.
Capturar o poder do bloco mundial.
Em um piscar de olhos ver as nações guerrear.
Chamar a paz de uma maneira global.
Eu sei que vou ser internado por uma loucura acumular.
O que diria Jesus no plano.
Se nele tem engano.
Se vai prejudicar fulano.
Ou simplesmente o mundo venha julgar.
O triunfo do imortal.
Depois dos sete selos.
Dos cavalos de justiça.
Na teia apocalíptica.
Meu plano é antecipar.
Provocar a profecia.
Pois nesse terreno.
Tem besta todo dia.
A cruz que ninguém quer carregar.
Se obriga a levar.
E agora, és tu correto ou profano.
Depende de quem, como e onde será esse plano.
Giovane Silva Santos
Meu grito foi assassinado a esperança ressuscitou
O que vou dizer nesta rima, poema e poesia.
Nessa prosa e nesse enredo de fantasia.
Parece ser mesmo um manifesto delirante.
Mas é parte de um conto oculto.
É fato, é ato, é a verdade um predominante.
Quando a loucura surgiu.
O grito bipolar emergiu.
A mente acelerou.
O coração pulsou.
Uma vontade existiu.
Pelo povo e Brasil.
Mas o grito foi assassinado.
Pela sociedade que oprime.
No próprio lar se ganha de presente dilemas.
Um par de algemas.
Um cadeado que reside.
Um ato de depressão.
Uma agulhada de injeção.
Pronto, o doido dorme.
A loucura não fala.
A sociedade nos conforme.
Oh silêncio que fala, pelo que a poesia ditou.
Meu grito assassinado, a esperança ressuscitou.
Giovane Silva Santos
A tristeza provoca guerra
A brisa alerta para o proveito.
Mas a mente miúda ignora.
Será porquê?
Qual a vantagem de cada jeito.
A tristeza provoca guerra.
O pranto que a angústia inclina.
Cadáveres que se enterra.
O rebuliço de sentimentos.
Oscila se a emoção a todo momento.
O sopro do coração gera clima.
Clima de morte e de vida.
Temperamento que se oscila.
A sombra é real.
Mas ninguém quer repousar.
Entre a terra e o céu.
Pelos cantos e roncos.
A natureza da canção.
É choro, é pulsar do infantil coração.
Giovane Silva Santos
42 anos na escola e as folhas estão rabiscadas em branco
É mesmo assim.
O analfabeto que existe em mim.
Saber e sabedoria constrangidas.
Ignorância reprimida.
O ego é a própria opressão.
Em um universo sem dimensão.
Que deveras buscar.
Um sujeito consciente.
Uma mente perfeita.
Conceito de eficiência.
Cantar, cantar.
São vozes toando canções.
Sem rumo e sem razões.
Em um vazio.
Viajando no perigo.
De perder a respiração.
Junto a salvação.
As vezes a poesia é vazia.
Como nesse campo do aprender.
Tecemos a folha em branco.
A escola é um pranto.
Sufoco engano da loucura.
A resposta é clara nesse mundo que tudo é santo.
Giovane Silva Santos
Meu caráter leviano
Não me dou por inocente.
O mundo poderia ser pacífico.
Mas é puro desatino esse ninho de serpente.
O mundo que vivo é mesmo incoerente.
O universo torna se indecente.
Por um covarde como eu.
Que aprisionado nas cadeias do engano.
Propaga um caráter leviano.
Provocando desatino.
No tocante do saber.
Vivo fleches de menino.
Cutuca pra aprender.
Porém mergulha sem aprender.
Resulta em ferir as águas da esperança.
Fabrica se um assassino cruel.
Cada passo na ignorância.
Sou mesmo assim.
Sonhador.
Delirante.
Anseio mudar o mundo.
Loucura de um profano.
Meu caráter é o do mundo.
Meu caráter é leviano.
Giovane Silva Santos
Amar e interpretar
Respondo sempre em vias de conversas.
Alguns questionamentos.
Algumas palestras.
Tipo o amor.
Essa palavra como expoente maior.
Teorias mil sobre.
Teclas que ninguém alcança.
Pelo menos saber interpretar.
Eu sou um réu confesso assassino.
Venho ignorando essa palavra desde menino.
Um madeiro, uma cruz.
Um beijo que seduz.
A mãe, a família, a paixão.
As tragédias do enganoso coração.
Sei não, sei lá.
Tantas formas de amar.
Principalmente a de matar.
Princípios variados.
Jogo jogado.
Todos tentam, experimentam.
Sustentam em efetuar.
Amar é nada, é tudo.
Depende do interpretar.
Giovane Silva Santos
Uma árvore de diamante
Uma pequena loirinha ou morena.
Parda, branquela, amarela ou negra.
Sua raiz ganha vida.
Quando suas folhas resplandecem.
Seus frutos são as respostas das emoções.
Um alimento vigoroso.
Leite afetuoso.
Uma mulher diversifica se como uma árvore.
Uma folha, uma flor, um fruto.
Existe aquele mato rebelde.
O joio propriamente.
Seu fruto é venenoso.
Ah meu amor, minha mulher, meu sonho.
Aquela varoa valente e elegante.
Ela é uma árvore de diamante.
Onde estará?
Endereço sem número.
Nas pastagens do meu Brasil.
Pode estar no meu terreiro.
Meu diamante mil.
Giovane Silva Santos
Rebocando as paredes da vida.
Um construtor ordinário.
Brincou até na casa do vigário.
E por aí foi colocando tijolos.
Pela adolescência e transição.
Levantando a bandeira da emoção.
É o vago coração que vai se enchendo de pinturas.
A junção de massas até parece obras maduras.
Mas na verdade essa obra é fajuta.
A operação tapa buracos.
Ser perfeito é pros fracos.
É que o comportamento de uma velha puta.
Rebocando as paredes da vida.
Recompensando o alicerce fraco.
É o que tinha a oferecer aquele prato.
Ou a cartilha que não foi lida.
Mestre na obra ou carpinteiro.
Pedreiro ou engenheiro.
A praga maior é o dinheiro.
Por conta dessa agonia.
Minha obra continua no estaleiro.
Robusto rio que encanta e atrai crocodilos
Meu berço, meu Brasil.
Nossa cama, um canil.
Um robusto rio que encanta e atrai crocodilos.
Águas que saciam e alimentam bandidos.
Poderia ser refrigério.
Um arsenal, um império.
Uma nação jamais vista.
Uma fábrica de vigorosos artistas.
Mas esse caráter peculiar.
A obra magnifica.
O homem, a cadeia, o espelho do crime.
Preconceito, defeito sem regime.
Oh pai de onde partiu essa sina.
O pecado.
A serpente.
A mulher de olhos famintos.
Foi profundo esse trocadilho.
Em que se criou a terra de crocodilo.
Giovane Silva Santos
Eu vivo a partir de você
Sua semente viva é o que alimenta.
É a doce esperança nesse árido terreno.
Por que sou eu a ardente pimenta.
És tu o bolo que fermenta.
És como minha árvore de diamante.
Robusta mulher valente.
Não é prazer de amante.
É algo maior, que o espírito sente.
A fé talvez, minha cruz eu deduzo.
Pois o amor é misterioso.
Foi prego e madeiro escuso.
Mas o bolo da festa possui adorno.
Embrulhada e esculpida no pecado.
A mulher é esse ouro de tolo.
Por isso prefiro a cruz como consolo.
Não é dela e nem por ela.
Sei que a mulher é sempre bela.
Mas o madeiro, a verdadeira cruz.
Eu vivo a partir de você
Meu eterno Jesus.
Giovane Silva Santos
“A beleza da criação é despida numa guerra silenciosa entre a ignorância e a truculência da soberba dos maestros do poder.”
Giovane Silva Santos
“Os vírus relâmpagos mudaram, hoje matam se mais, e a ignorância não entende o céu.”
Giovane Silva Santos
“Sou eu um dos homens condutores de casos e caos que contam história que não tem fim, as mazelas de um povo afim.”
Giovane Silva Santos
