Fabrício Hundou - um autor desconhecido.

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CAPRICA

Capricórnio
De córnea hígida y
Pupilas dilatadas

Nos córneos
A bússola
Aponta sem perder
Foco
Hora

Fabrício Hundou - um autor desconhecido.

BRANCO CAPITAL

"Brasília é da cor do concreto cru; brancos geométricos sob o céu azul. Tem mais satélites do que próprio sistema solar e, porventura, sol não falta. Eis o que torna um solo de gente fria, que se cruza todos os dias e se perde no silêncio das tesourinhas - cujas só cortam nossos juízos."

Fabrício Hundou - um autor desconhecido.
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CEGA

tenho da harmonia
um trilho
aresta
percurso as cegas
cílios que caem (outono)
sotaque da gente que me cerca
peixe elétrico: desfibriladores
crase dando ar à pedra
las dores de un ninho
que sabe fazer casa na distância
y braço de sofá
em todo um colo
que
rejeita

Fabrício Hundou - um autor desconhecido.

SARAVÁ!

cadeira com encosto
arruda em um dos bolsos
garapa y maracujina
sopro na minha venta
desculpa de maré alcalina
tiros de saco bolha
ou alguma vírgula
pr'eu
respirar

Fabrício Hundou - um autor desconhecido.
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DECISO

vôte
se não lhe faltasse a verdade
nem todos precisassem
saber de ti - ora, só sentir
já é grande sabedoria
filosofias dum redemoinho emocional
dor de siso nascendo pra morder
a língua que se cala
ao beijar
teus
dedos

Fabrício Hundou - um autor desconhecido.
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Sou o poeta que mais fala sobre beijo. E, disso sei, porquê minha boca esboça falta.

Fabrício Hundou - um autor desconhecido.
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EPA!

silêncio não é paz à beça
anjo da guarda tira asa
trabalho (doze) - relógio que pesa
vento que abre a porta
tiro que não se ouve
conversa-trem que descarrila
saudade que sempre urge
ligação que não se completa
Mercúrio: dono dos sopros

Oxalá retrógrado

meu afeto não tem
pressa

Fabrício Hundou - um autor desconhecido.
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AZUL-MUJER

homem que escreve bonito
um céu azul-mujer está limpo
pra tu passar
levar cores na água dum riso
mandar cartão postal
um logradouro dos
teus segredos

Fabrício Hundou - um autor desconhecido.
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