Edgar Fonseca
Fechamos o tempo com o sorriso da Graça, mesmo que nos aprisionem dentro do nosso eu, ainda assim, continuaremos a existir no silêncio da nossa honestidade.
A miséria não se combate com meros discursos populistas ou de oposição sem posição digna ou capaz de resolver os problemas reais que afligem o povo.
O que destrói verdadeiramente uma Nação, não é apenas a miséria verificada no modo de vida da população, mas, a miséria intelectual de que dispõem alguns políticos na hora de decidirem em nome do povo.
Para um povo sem condições a melhor via para sorrir é ter um prato de comida à mesa e, não desenvolver o meio em que habita.
Quando um povo confessa os seus pecados aos políticos ao invés de fazê-lo a um sacerdote é porque a sociedade há muito deixou de distiguir que instituição está vocacionada para gerir os seus problemas políticos e sociais e, qual está vocacionada a atender os seus assuntos espirituais.
O normal na vida de um povo é lutar para que a sua Nação prospere, mas, em Nações cujo povo não sabe para quê que vive, luta-se apenas para que as mesas conheçam o pão nosso de cada dia.
Não somos detentores de um sorriso que marca gerações, mas, somos intelectuais que definem as próximas gerações.
Servimos o amor como um verdadeiro comandante de um navio, que por amor ao cumprimento da sua nobre função, prefere naufragar entregue a sua paixão.
Sorrio quando te tenho nos meus braços, não fujo para longe do teu olhar, porque o azul dos teus lindos olhos iluminam o meu viver.
Não vemos o tempo passar, quando o amor nos consome de verdade, apenas lembramos-nos da nossa existência porque somos meros mortais afinal.
Sinto o cheiro da noite grudando o meu corpo, sobre a suavidade do desejo de te ter, suspiro na ressurreição dos dois mundos que compõem o nosso amor e a nossa paixão.
Não fujo o tempo que passa sem ti ao meu lado, apenas sou um guerreiro da paixão em busca do amor escondido no teu peito.
Se tenho um caminho certo para seguir são os olhos da minha filha, que me guiam no silêncio do seu amor e me mostram a maravilha que é ser um pai honrado e babado.
De joelhos na cidade do amor, apenas penso em te dar o meu coração, não sei se te consigo mostrar o quanto te amo, mas, apenas sei que sou o teu pai e que tu és a minha Vidinha, o maior motivo para que esteja vivo a caminhar pelo mundo.
Em frente aos olhos tenho uma imagem que comigo segue pela vida todos os dias, não sei se sou digo do teu amor, mas, apenas tenho a certeza que te amo, por me tornares verdadeiramente o teu pai e um pai como se deve ser, minha Vida e meu mundo, te amar é a melhor forma que tenho para viver.
Calco o chão da vida com os pés descalços, sem nenhum percalço, talvez por apenas um mero humano, mas, que te ama incomensuravelmente minha filha, minha Vidinha e, que vive em ti e para ti.
Sobre o céu que cobre a minha cabeça estará sempre a luz que me conduz, uma luz cujo tempo não apaga, mais que se transforma todos os dias da minha vida, sobre a força que me inspira e me leva a continuar a marcha pelo mundo tenho Deus como meu baluarte seguro.
Conto os sonhos da minha alma para o meu coração e, sem pressa, me lanço entre o tempo e a paixão e, encho-me de beneplácito por estar confortável na inebriante doçura do teu amor.
A fidelidade nem sempre causa bem-estar, às vezes nos torna imbecis em uma relação, sobretudo, quando a destinamos a um pessoa que não se importa com a honestidade.
Nem sempre somos o sabor da terra em que habitamos, às vezes somos a terra usada sobre os pés de alguns terráqueos como base para sua existência.
Viver não é tão belo quanto falamos, apenas pensamos em ser sorriso para não nos perdermos na nostalgia da nossa existência.
O coração torpe se liberdade da ansiedade despudorada de querer ser feliz, mesmo quando a incógnita do prazer nos mostra que a felicidade é a apenas um estado criado pela nossa CONSCIÊNCIA.
Que me leve a morte na sua hora, mesmo que a noite não chegue, que me leve nas labaredas da sua melodia.
