Anna Flávia Schmitt

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No teatro da Humanidade
a sereia do Rio Reno canta
seja para expurgar a tragédia
ou para atrair para as profundezas
os muitos senhores da guerra.


[[[A razão é poeta e profeta]]].

Braço Espiral de Perseu
recebe e envolve como
a tua Nebulosa da Carina,
Começamos a encontrar
tudo o que magnetiza
e por inteiro nos reinicia.


[Seduzidos pela sinergia.]

O baile que vale a pena
sempre será onde por
nada a gente se contenha.
O nosso baile é maya,
ao ritmo de Son Chapín,
onde a alma fica leve e serena.


Nas tuas mãos sou
a tua marimba favorita;
no silêncio, a curva
do Rio Motagua que só
você navega e a alma decifra.
A minha existência
povoa toda a sua fantasia.


Com as flores mais lindas
da Árvore de Ochote,
serei muito mais do que sorte.
Tu haverá de ser o meu norte,
que os passos envolvem
neste amor sublime que fascina.

Dá para divergir sem odiar, e quando não der, não tens o dever de insistir que o outro de escute e nem a obrigação de ter opinião sobre tudo. A sua tranquilidade é um bem precioso. Deixe a vida se encarregar de quem não quer conversar de forma madura e civilizada.

O discurso de ódio na maioria das vezes é imaturidade e falta de repertório intelectual de pessoas que não conseguem articular um pensamento e acham que podem ganhar um debate calando o outro.

Quando as pessoas estão disponíveis a não mais se expressarem com ódio e angariam o poder para as palavras a comunicação fica mais fácil. As pessoas precisam ser sensibilizadas para esta abertura.

Nada limite beijar-me.
Quero venerar-te.
Desejo render-me.

O véu para preservar.
Você para revolucionar.

Quando uma militância cruza a linha do respeito individual, já não é militância, e sim patrulha de opinião. Ninguém precisa de patrulheiros de opinião. As pessoas precisam de companhia para conversar.

Eu nunca fui militante, mas como observadora da cena, compreendo que ser militante não é espantar as pessoas, e sim atrair as pessoas, e penso que o divergente que não cruza a linha da falta de respeito pode se tornar um aliado, e até mesmo um amigo.

Chama acesa.
Você me acessa.
Intenção rendida.

És chama
Poema na mesa.


Contigo, certeza!

Minha chama.
Não engana.
Minh'alma te ama.

Chama acesa.
Carta na mesa.
Vem, poema!

Você quer saber por quê?
Ele sabe a resposta.
Eu só tenho uma história
para compartilhar
como tudo aconteceu.


Talvez eu nem nunca mais
irei tomar conhecimento.
Uma inteligência espetacular
que tem dominado
até hoje o meu pensamento.


Uma capacidade de dialogar,
que me deixou mais balançada
do que quando a tempestade
sopra o sino dos ventos feito de Ágata.


[Deixo aqui a confissão mais desarmada]

Lado a lado na Via Láctea:
a Nebulosa do Coração
com a Nebulosa da Alma
em sidérea sedução.


Enquanto um pulsa o outro
profundamente levita,
Talvez isso explique muita
sobre o que nos destina.

Estrelas de bário
dançando na Via Láctea:


Somos o poemário.

Discos de Debris
nas nossas cinturas,
intenções febris
e doces ternuras.


Par na imensidão...

Masers de água interestelar
para lavar e nos purificar
sob medida para pôr o que
é de amor no seu lugar.


[Nada irá nos parar.]

Eclipse solar
na Via Láctea
e no espaço de amar.

Eclipse lunar
no espaço de amar
da Via Láctea.

Seja na eclipse solar
ou na eclipse lunar:
vamos nos amar.

Perene
Amor
Imenso.

Povoar-me das tuas estrelas
de alta velocidade de runaway,
Deixar que entre com a sua grei,
e o amor entre nós se faça lei.

Estrelas hipervelozes
que não são contidas
passando perto do buraco negro,
as duas escapam vivas
e por nada são detidas.


[[Pelo amor permitem ser rendidas]].