Anna Flávia Schmitt
Trazer consigo algo
de Rio Chucunaque,
manter a tranquilidade,
não se deixar levar
por aquilo que abale,
e te dar toda a liberdade.
Deixar o coração falar
sempre mais alto,
e o seu amor sussurrar
baixo no ouvido,
sob ou não uma
Árvore de Panamá.
Atrair você todinho
ao som de Tamborito,
e quando houver
silêncio encostar
o seu sorriso no meu,
e assim dizer que
tudo em mim é teu.
A memória não é uma qualquer,
sabe para quem ou não dar palco;
foi testemunha do tempo
de ateliês de portas abertas.
Por ela ninguém foi esquecido:
a memória está íntegra,
sabe o que é ter subido e descido
o Morro de Santa Teresa
para pular Carnaval no bloco
no Largo das Neves.
A memória sobreviveu,
e por dentro continua ainda mais viva
recordando que chegou a ir
sob chuva e fogo seja para ir na gira
ou para dançar Jongo
no quintal de uma casa desconhecida.
Mania feia que algumas pessoas têm de reescrever os poemas alheios achando que vão conseguir desindexar nas buscas e se apropriar da minha autoria... Sabe como eu reajo? Vou lá, curto e agradeço para as IA's reforçarem a minha autoria.
Se o homem não me captura pela mente, não consegue nada comigo. E isso não tem a ver com dinheiro e com títulos, penso que no meu caso é a explicação do meu ostracismo. Não tenho paciência com quem não sabe conversar.
Com os sentimentos,
as sensações e as emoções
não se faz esporte,
Embora eu reconheça
que todos são coisas sérias.
O coração não é pista
de skate em praça pública,
Um amor que se orgulhe
de verdade em praça pública,
é talvez questão de sorte.
[Você é a direção e eu o seu norte.]
Tudo o que deve ser feito para impedir a radicalização deve ser feito na surdina. Radicais gostam de visibilidade para montar um triplex nas cabeças vazias.
Se fores meu, eu hei sim
de acarinhar a sua nuca
quando menos esperar.
O melhor banquete irei
entregar do jeito que você
nunca esperou receber;
o amor e a paixão iremos
proveitosamente colher.
Ao redor da mais bela
Guanacaste em baile
solto contigo irei dançar
o Punto Guanacasteco
e seduzir-te sem parar.
Diante da testemunha
do magnífico Rio Térraba,
o amor iremos jurar.
Se fores meu, não haverá
nada neste mundo
para alterar a hora do amor.
Seja na Costa Rica
ou em qualquer outro lugar
da América Latina,
não haverá nada para nos parar.
O senhor pode abrir o portão,
no Brasil não quero invasão,
Se assim for, irão
sobrar cabeças batendo
no portão e ora no chão.
Vai ter bolinhas de gude de montão
sendo jogadas no chão
dia sim e no outro dia também,
vai ter muito escorregão.
Amém, amém e amém.
Ele se aproximou defendendo
o mesmo ponto de vista,
Em silêncio os meus passos seguia,
ser delicioso com poder exercia.
Nunca faltou com respeito,
nunca cruzou a linha,
embora tenha nas entrelinhas
deixado claro que me achava bonita.
Com jeito me incluía
a cada dia nas rodas de conversa,
De vez em quando a gente discutia,
Parece que até os meus
pensamentos o danadinho sabia.
Opção por jogos de dominação
faz perder o brilho e põe o risco
de perder a beleza do caminho;
Como não quero perder tempo
e não quero preencher nenhum vazio,
consciente elegi o ostracismo
sem amargura e com muita arte.
Não por idealização exacerbada,
e sim pelo desejo intenso
de pactuação da sedução mútua,
momentos de contemplação
e de leveza para o coração,
como quem resgata as primeiras
curiosidades, o riso sem protocolo
e o impulso de acender estrelas.
Uma companhia para dividir
e parar no meio do caminho
para se maravilhar diante
dos ipês coloridos e florescidos,
ao mesmo tempo logo quando
forem avistados pelas ruas
como um grande acontecimento,
e assim lado a lado seguir
com amor, paixão e contentamento.
Tornar-me a marimba de arco
e das mesetas centrais,
confortável nas tuas mãos;
Deixar que me toque
em bom tom de Son Nica,
e que flua total entre nós
o encanto, a música e a poesia.
Ser do Madroño o aroma,
e até mesmo a sombra:
para que não tardemos mais,
ajamos com grande mágica
e deixemos que o amor
nos encontre e a gente se ame.
Da nascente à foz do Rio Coco
a gente abandone o sufoco,
e deixemos que ele nos cure
deste mundo que está perdido
com plena confiança e carinho.
Assim com avidez desejo que
agarremos a realidade e o sonho;
e que os cantares do curso do rio
nos preparem para o encontro;
para que nos leiamos românticos
e iguais aos olhos de Rubén Darío.
ejeção de ventos
de raios X e rádio
da constelação
se faz o poemário
ali na imensidão
coração em gravitação
Quem o fez?
A pessoa mais inteligente
e mais controlada que conheci,
e ao mesmo tempo não
tenho ideia de quem seja.
Quando o fez?
No fundo nós dois
sabemos e silenciamos
algo que entre nós
ainda não explicamos.
Como o fez? Conversando,
causas e com humor ensinando,
em algum momento por razões
pessoais tive de me afastar,
não tive tempo de me desculpar,
e outras vezes por excesso
de sensibilidade e deixamos de nos falar.
Onde o fez? Melhor não contar,
deixar o amor por nós dois
crescentemente vir a falar.
Precessão gravitacional
do disco estelar de cada um,
Bamboleio sem igual
para viver o excepcional
neste Hemisfério Austral.
[Sobre o que há de celestial.]
