amauri valim
En la vida clandestina se busca vivir como un fantasma. En la ciudad prohibida es la vida clandestina. Como um condenado lleva el dolor de caminar solo y corre sin destino com su coração perdido y condenado.
Seguir livre de toda a opressão do amém e do que parecer glorioso. Desvirtuado de toda a forma cristã que já condenou a minha alma.
Uma brisa leve e fria que com capricho leva meus pensamentos impuros. A noite tenebrosa como um clássico de Nietzsche, já não me interessa mais o passado
Abandonei a vida de solteiro, de cachaceiro, ontem. Deixei os copos manchados de batons e as madrugadas nos barzinhos. Ontem eu morri!
A independência é egoísmo humano, geradora dos conflitos do amor, tão necessária é a dependência para a sobrevivência e felicidade comum. A dependência é algo indispensável para os vínculos e para a moral do amor.
Um novo perfume recende entre um novo abraço. Aconchego e colo. Ela trocou a essência, agora ela tem gosto de cheiro e cheiro de gosto.
Alguém mata alguém morre (Cristo) e isso é divino. Logo Deus é bom na razão insana pela morte que permitiu. Tão fácil é para o crente conviver com a ideia de que alguém morreu por ele, e isso também foi bom.
Os poderes divino e diabólico não se confrontam. Esses poderes caminham paralelamente equilibrando-se e dependendo um do outro na formação de deuses e demônios.
O cenário da fé religiosa depende de todos os tipos de desgraças para a sua sobrevivência e dos ideais da religiosidade.
O meu primo irmão é primo irmão do meu irmão.
Os dois têm o mesmo nome e sobrenome.
Os pais deles são irmãos, filhos do mesmo pai.
As mães deles são irmãs, filhas da mesma mãe.
A mãe de um deles é minha mãe também.
A tia de um deles é minha tia também.
Os pais do meu irmão são tios do meu primo irmão.
Os meus pais são irmãos dos pais do meu primo.
Os pais do meu primo irmão são tios do meu irmão.
Os dois primos irmãos moram na mesma cidade.
Os dois trabalham no mesmo local dia e horário.
Um é meu irmão, outro é meu primo irmão.
Quem são eles?
Pode isso?
O silêncio como resposta é uma voz fúnebre, essência da ignorância em seres com incapacidade de diálogo.
