Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
Tempo de recomeçar
Todo dia é um novo desafio a vencer.
Desafios que, aos olhos de muitos, podem parecer tão simples e, para outros, tão complexos e insuperáveis.
Inerentes à condição física, idade ou sexo; na verdade, são fases da vida de cada ser humano, que jamais devemos esquecer. Isso nos servirá para não voltarmos insensíveis, frios e desinteressados; isso nos servirá para valorizar a raça e a nossa condição de humanos; aceitar que temos direito a errar, aprender e superar-nos; a não deixar-nos que a luta diária se torne a nossa cadeia perpétua.
Dinheiro não é tudo na vida e nem tudo tem preço.
Não podemos deixar os valores fundamentais morrerem.
É preciso resgatar a família e, de verdade, dedicar o tempo de que precisam nossos filhos, irmãos, esposas, maridos, mães, pais, avós;
Resgatar a verdadeira amizade, essa que não morre nunca, porque não tem compromisso nem laços sanguíneos e surge livre e espontânea, sem pedir nem exigir nada;
Resgatar a confiança das pessoas; acreditar na palavra empenhada e cultivar, praticar e propagar a honestidade;
exigir o que é justo, fazer valer os nossos direitos e respeitar os direitos dos outros.
Nunca foi tão necessário voltar a acreditar; nos tornarmos homens e mulheres de fé, que acreditem num tempo melhor para as novas gerações.
Mas não é só falar: é preciso assumir o compromisso pessoal, nos transformar em agentes de mudança, nos espalhar na sociedade como um vírus na internet e ver se, duma vez por todas, conseguimos uma mudança real para a nossa sociedade e deixamos um Brasil melhor para os filhos dos nossos netos.
Você e eu sabemos que o tempo é curto.
Então é tempo de começar.
REMORSO II (soneto)
Às vezes, um poetar me espera
E os amores e temores infando
Me padecem, doem, até quando?
E assim, em branco vai a quimera
Inspiração, emoção, vou sufocando
N'alma, sem a doce ventura sincera
Oh! Como este gozo no poetar quisera
Mais suspirar, viver e amar trovando!
Ah! Quão dura é a vera realidade
Desespera, ao encarar a vetustez
Te traz remorso e tira a suavidade
Das paixões que deixei por talvez
Da timidez do olhar na oportunidade
E dos versos quererem só a lucidez!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
28/08/2019, 06'55"
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Toda história tem um começo, um meio cheio de brigas, estresse, telefone na parede, xingamento, choro, riso largo, dorme com Deus, te odeio. E quando é pra ser o final, a gente esquece tudo, e volta correndo pro meio. É amor que fala, né?
Ricardo F.
NEBLINA
Somos como neblina
Que aparece,
E logo se extermina...
Um dia estamos
No outro não somos
E logo depois de um tempo
Nem lembram mais quem fomos...
Nossa vida é um instante
Ame agora,
Viva agora,
Por que depois não poderá
Voltar na hora
Muitas vezes quando recomeçamos ficamos sem chão, é como se um lugar seguro nos faltasse. Com um bom coração e uma pitada de sorte somos capazes de nos reconstruir e reinventar uma nova forma de viver e de aprender.
Não podemos culpar alguém para sempre por um ato menos honroso, depois de uma vida de grande integridade, apenas por causa de um momento de fraqueza.
Cheguei a um acordo com o fato de que a incerteza é um corolário inevitável da vida. Uma abundância de mistério é simplesmente parte do negócio - o que não me parece algo a lamentar.
SONETO ALEGRE
Permita-me um momento de ilusão
Onde alegre, na alegria possa crer
E cá no soneto felicidade então ter
Sem sofrê, alegrando a imaginação
Só alegre não basta a alegria querer
Tem que haver um além da emoção
Olhos lacrimejados duma satisfação
Da alegria em tal melodia à florescer
Então, alegremente cá nesta canção
Cantar as alegrias e, louvar o prazer
Ressonando alacridades no coração
E neste horizonte de alegria no ser
Deixar a sofrência só como bordão
Onde na alegria, alegre és o viver!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
MENTIRA DE AMOR
Nosso amor foi um sonho,
Foi só um sonho de amor,
E em pleno meio do sono,
O nosso sonho acabou.
Talvez tenha sido miragem,
Ou ilusão de pensamento,
Mas que se teve coragem,
De acordar-se a tempo.
Não foi amor, foi paixão,
Não foi amar, foi prazer,
Foram loucuras do coração,
Foram momentos de viver,
Foi um amor inocente,
Sem medidas ou razão,
Foi um amor
inconsequente,
Foi uma grande ilusão .
Foi um amor passageiro,
Foi um engano afinal,
Foi como amor de fevereiro,
Como amor de carnaval.
Foi um amor de momento,
Que nem mesmo existiu,
Como uma brisa do vento,
Que pelo ar se esvaiu.
Não foi gostar, foi querer,
Foram momentos de dor,
Que fizera compreender,
Ser uma mentira de amor.
Este longo cansaço se fará maior um dia,
e a alma dirá ao corpo que não quer seguir
arrastando sua massa pela rosada via,
por onde vão os homens, contentes de viver...
Sabermos dar o VALOR, ao bem que estamos!
Por este saber em meu UM, tanto estar;
Par cá andamos sempre mui contentes;
Devido a bom valor, sabermos dar;
Nem que seja, a um não nos doer de dentes!
Não temos manias, de alimentar;
A má tristeza, que cá tanto abunda;
Para nas suas teias transformar;
Alegria, em tristeza tão profunda!
Por isso alerto-vos meus amiguinhos;
Pra que nunca esqueceis, de agradecer;
O tão milagroso acto de acordar!...
Por tal, nos permitir andar juntinhos;
Por cá, neste viver para morrer;
A desta linda vida, desfrutar.
Com a alegria, que me permitiu [por para mais um dia nesta vida, ter acordado] este poema, a tod@s vós recitar;
Teu corpo é um templo onde deveras perdoar
Os pecados da minha insanidade de amar
De amar-te, e se tais delitos merecerem condenação
Meu amor, peço-te que me mate pelos prazeres da paixão.
vai um cafezinho?
há no cerrado um gretado
ali ressequido, árido chão
no verão ele é molhado
no inverno devastação
sem a cor do encantado
mas encanta a fascinação
ele tão pálido, incendiado
insiste em renovação
aguerrido nosso cerrado
dedicado o nosso sertão
hoje todo cafeinado…
põe açúcar ou não?
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
quarta 16/10/2019
Triângulo Mineiro
A FLORISTA
Numa quietude de sonhos,
Com a alma pura e serena,
Um mundo sem dimensões ou tamanhos,
Num infinito campo de alfazemas.
Passeando entre as flores,
Sem pressa tranquila e calma,
Colhendo sonhos de amores,
Perfumes, bálsamo pra alma.
Obra humana e da Natureza,
Um campo que se perde de vista,
Com todo teu charme e beleza,
Vagueia toda e bela a florista.
É a mulher colhendo a flor,
Símbolos do amor e perfeição,
Que Deus criou e pintou,
Com todo amor do coração.
Minha florista querida,
Me traga além dessa flor,
Os sonhos pra minha vida,
E um pouquinho do teu amor.
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