Asas
Anjo
Anjo da escuridão, procura-me pelo jardim de flores mortas...
Pelo tempo que não existe, pelas lagrimas que ainda não foram derramadas.
Anjo da escuridão, derrotado pela solidão, anjo que vive nas sombras.
O anjo que por todo o tempo busca o que nunca encontrou, o que nem sabe o que é...
Veja já não há mais luz na alma que um dia apenas brilhava,
Já não há amor no coração de quem tanto amava.
Perdido no eterno vazio, frio, em seus pensamentos tudo não passa de meras lembranças de uma vida que talvez nunca existiu.
Foge de seus inimigos, mais jamais derrotará a si próprio, guerreiro sem armas, anjo escuro de asas negras.
Paz e guerra de seu próprio mundo.
Sossego e amargura de sua própria alma.
Vive sem remédio, sem cura, mas continua, e busca pelo que nunca encontrou, o que talvez nunca irá encontrar.
Senta, observa os pássaros
Percebe que eles cantam
Percebe que é musica pura.
Mostrando a beleza da vida
No bico e no bater de asas
De uma pequena criatura.
"A humildade que não tenha um nadinda de arrogância torna-se bolarenta e moliqueira. É importante ter asas, mas também importa ter garra.É por causa disso que a águia voa alto."
Por mais injusta
Que seja a justa
Se justa a causa for
Justifica-se a luta
Pois há glória no combate
E honra em quem bate
Em retirada
Como quem bate as asas
De um lugar que não vale a pena estar
Que meus olhos trafeguem livres por entre as imagens mudas e sobre o grito das palavras soltas... E que cada fragmento aqui lapidado tenha cheiro de terra,jeito de arte, gosto de vida e sabor de pólem...Que a saudade seja como as folhas esquecidas que choram no outono...E a tristeza, como um beijo liberto no vazio e levado suavemente no assanhar colorido das asas inquietas das borboletas...
Quero ver o amor pedir licença, quero ver o mundo em silêncio tornando-se sem fim.
Quero beber o futuro no cálice da vida para voar aonde alcançam as asas da imaginação.
Se o pensamento cria a realidade como você ainda não se materializou?
Na ausência do material o imaterial tomou lugar. Meu pensamento criou asas e foi te visitar.
Pensamentos felizes esse é nosso segredo.
O papel é o meu passaporte para o nosso lugar.
No lá... já existimos e o somos o que quisermos. A poesia é o nosso ventre.
Um passarinho na janela
Era uma manhã como tantas outras, quando minha atenção foi capturada por um pequeno pássaro que, com graça e leveza, pousou na janela de minha casa. O passarinho, em sua serena vivacidade, parecia trazer consigo um mundo de reflexões.
Suas asas delicadas tocavam o vidro com a leveza de quem afaga o próprio destino, e seus olhos, dois pontos brilhantes, refletiam a quietude de um espírito livre, como quem tem um céu inteiro dentro de si. A presença daquele pássaro revelou-se como um oráculo silencioso, sugerindo-me que a vida, em sua essência, é uma eterna contemplação do invisível.
Enquanto o passarinho perscrutava o horizonte, pensei nas vezes em que nós, humanos, presos em nossas angústias, deixamos de perceber as belezas simples que nos cercam. Ignorância é acharmos que pássaros, só porque têm asas, não caem ou que nunca descansam nos tapetes de Deus durante o seu percurso. Essa liberdade não tem nada a ver com invencibilidade.
O pássaro, em sua graciosa indiferença, ensinava-me a arte da quietude, a contemplação do instante presente, a sabedoria de viver sem pressa.
E assim, naquele encontro fortuito, compreendi que a janela não era apenas uma barreira física, mas uma metáfora da alma, uma passagem para a introspecção e para o entendimento do nosso lugar no mundo. O passarinho, ao pousar na janela, não apenas a tocava, mas convidava-me a abrir as portas do meu próprio coração para as sutilezas da vida.
Francisco
Você tinha um quê de passarinho.
Não voou, mas havia um céu inteiro
dentro de si.
O céu cabia nos teus bolsos —
um céu de algodão-doce,
de nuvens que sabiam cochichar.
De vez em quando, abria a boca
e soltava um bando de andorinhas:
palavras de um certo Galileu,
um Latino Galileu.
Enquanto o mundo lhe exigia asas,
não precisou sair do chão.
Quem carrega um céu dentro do peito
não precisa provar nada ao vento.
"Dividido entre a alegria e a angústia,
a solução foi oprimir o desejo.
Por medo de quem me tornei, encasulei-me.
Foram longos tempos como lagarta...
O casulo foi meu vazio.
E como vazios são essenciais,
eles foram base de minha
arquitetura emocional.
Por medo de não criar asas,
até hoje resisto à inevitável metamorfose."
Fomos (todos) criados na mentira, na ilusão e depois quando somos jogados no mundo, começamos a entender que não é bem assim e o pior é que quando você volta para pedir explicação lhe silenciam e isso nos torna covardes, nesse ponto temos duas opções ou abaixa a cabeça e segue arrastando as asas ou levanta a cabeça, olha para trás e fala um "vaitomarnocú" (uníssonico) e criamos nossas regras.... Assim, acredito, a Alma cria asas e alça vôos altos....
O pássaro
Ao voar a céu aberto
Onde a ventania parecia não o atingir
Voa o pássaro entre horizontes
Com seu canto fácil de distinguir
Era conhecido como o melhor de todos
Não importasse o que o tempo fosse decidir
Entre chuva e sol
Quem mandava no céu não poderia a terra possuir;
O pássaro viajava absoluto
Seguia envolvido pela decisão
De morar no céu até o ultimo segundo
Contrariando o poder do seu pulmão.
Sabe, que tal deitar-mos nestas nuvens?
Deixando o vento, morosamente, caminhar sobre o majestoso lençol de estrelas, assim seguindo ao horizonte. Podemos até mesmo pedir a lua que cante aquela insigne música novamente. Aquela, que nos lembra o gélido dia de inverno, onde as mãos era a primordial chama. Vou aproveitar e escrever mais um ingênuo poema, para colocar dentre seus gastados sapatos ao amanhecer. Dentro, deixarei a pena do mais venusto pássaro da região, porém, não sei se te fará voar como desejas. Mas não te inquiete, já estou conversando com meu anjo, para que empreste, mesmo que um pouco, suas asas para tí.
Sonhar é um despertar ao contrário, em sonhos se conhece um eu obscuro, desejos abafados, reprimidos, enfraquecidos, que apenas longe dos rótulos e das amarras da sociedade ganham asas.
Fico maravilhada com a inspiração
que abocanha o poeta,
ele é engolido com sua caneta,
e seu coração em pura volúpia,
Cospe versos estupendos
que, parecem asas deltas.
Sonhe, sonhe!
Mas não deixe seus sonhos
aprisionados na gaiola da sua cabeça.
Sonhos engaiolados não saem do lugar.
Sonhos têm asas e, tal como pássaros,
procuram lugares altos para pousar.
Sonhe, sonhe!
Mas não deixe seus sonhos
enterrados no coração.
Sementes só se tornam frutos
até que alguém se levante para semear.
Sonhos só se tornam realidade,
até que você se disponha plantar.
Sonhe, sonhe!
Mas não deixe seus sonhos
morrerem dentro de você.
Precisamos de sonhar para sobreviver.
Quando não conseguimos mais sonhar,
deixamos de viver.
A pessoa que entreguei
meu coração para sempre
foi um anjo.
Depois que me conheceu,
esse anjo não voou mais
para lugar nenhum.
Esse anjo arrancou as penas
de suas asas e fez um ninho
para sempre no meu coração
"Seus sonhos dependem dos seus sapatos."
"Não dá para correr atrás do sonho descalço."
"Cuide dos seus pés; seu destino depende deles."
