Asas
Não posso ser aquilo que eu não sou
Não posso ver o caminho se eu não souber por onde ir
Não posso ter aquilo que eu não vi
Da terra sagrada eu olho pro céu
Procuro conexão
Eu quero pra sempre
Eu quero mais longe
Eu quero mais alto
Alcançar as estrelas e todo o infinito
Eu quero sentir o vento em minhas asas
A vida é tão frágil, o tempo é tão curto
Eu quero tudo.
#FÊNIX
Ainda tenho a chama...
Guardada no peito...
Que mantém viva minha alma...
Vagando no tempo...
Nos dias que seguem...
Teimo em renascer...
No eclipse da lua...
Ou na explosão do sol...
Sempre renovando...
De ontem...
Nunca igual...
Espírito flamejante...
Cujas asas não se prende...
Da alvorada ao poente...
Tempo se vai...
E nem sente...
Mentiras e vaidades...
De medos e verdades...
Na taça o veneno...
Sorvendo...
Lentamente...
Possuído entre deuses...
Em um mundo que gira sem parar...
Vem...
E me chama...
A hora tarda...
Não é cedo para amar...
Não me engane agora...
Com suas novas da boa fortuna...
Não faça de minha vontade...
Em sua coleção...
Apenas mais uma...
Na forma que se cavalga dragões...
Uniremos nossos corações...
Ritmo único e compassado...
Nesse tempo...
Mal contado...
Inocência perdida...
Esperança franzina...
Paixões perdidas...
Triste sina...
Só o amor é nobre...
Não está em prateleiras...
Não se encontra em noites vagas...
Nas sarjetas...
E nem nas sujeiras...
E isso não mudará...
Por mais que tente me calar...
Só sei que é assim que penso...
Nem desejo mudar...
A vida é uma dança...
Venha comigo bailar...
Diga a verdade, me compreenda...
Vem e me chama...
O fênix renasce...
Para lhe amar...
Sandro Paschoal Nogueira
E agora ?
Assim perguntava a menina para a sua mãe. Isso era rotina, a qualquer problema ou dúvida, ela corria para a saia da progenitora, pedindo ajuda, mesmo que fosse apenas um sorriso de aquiescência ou pela graça do fato. Nem sempre obtinha respostas, mas tentava, sem saber que a cansada mãe não sabia tudo. Cresceu e aprendeu muita coisa por conta própria, experiências boas e ruins a fizeram entende melhor a vida. Este é o caminho - abrir as asas e voar sozinha - enfrentando tombos e sequelas, mas tendo o porto seguro na hora do pouso: o colo da mãe.
Saudade da minha que foi embora há pouco tempo, está em paz e sei que se eu tiver tropeços, ela ainda tem um sorriso maroto como a dizer: filha, bem que avisei...
Direitos reservados
Ler, induz a voar.
Ler, faz passear por lugares que podem ainda não ter sido descobertos.
Ler, conduz a um outro universo de acontecimentos.
Ler, gera conhecimentos, dá asas à rica imaginação, revela utopias, alegrias em um tão sonhar acordado e intensa leitura, de um alguém com a mente aberta para um aprender contínuo.
Leituras sábias são proveitosas para um despertar de curiosidades, que gera um novo olhar, um abrir dos olhos que leva à mente um jeito diferente de admirar e observar o universo real!
E todas as vezes que nos afastamos, eu mergulho nas profundezas do Inferno e permaneço lá até criar asas para voar novamente. E quando não consigo sair, fico dias adormecido em meu próprio limbo, até que eu finjo estar bem, e digo a mim mesmo que estou disposto a morrer por você novamente. Tem dias que me sinto um anjo caído, e quando me levanto, já não possuo mais asas. Desculpe, eu não posso mais voar.
Ladeira ou Abismo
Em um momento
De angústia e aflição
onde você se encontra
em um espaço de linha tenue
entre a ladeira ou abismo,
é aí que você encontra
em plena reflexão
o verdadeiro sentido
este que por sua vez
enobrece teu ser
ou padece você.
Acalma-te tua alma
feito brisa leve quando vem
Não desesperes, mantenha calma
És a chance que tu tens
Use com saber suas asas
Sinta o cheiro da chuva que vem
não voe por essas estradas
não gostará de asas molhadas
espere pelo arco-íris
e o Sol que irá nascer também.
Sabe, às vezes os anjos não estão em alguma dimensão celeste distante como acreditamos, não são dotados com formidáveis poderes divinos, e por vezes não possuem majestosas asas capazes de os fazerem voar entre as estrelas.
Às vezes estes seres angelicais estão mais próximos do que as nuvens que percorrem os céus, são de carne e osso, mas são constituídos de verdade por sentimentos, nos deixam bem em qualquer situação difícil que estivermos, e fazem isso com simples e sinceros olhares sorridentes, ou com curtos, mas não menos importantes abraços amorosos, eles tem muitos outros dons extraordinários de nos fazerem felizes... Eles nos erguem, e ensinam-nos a dançar mesmo no centro das maiores tempestades que há tempos nos deixam no chão, fazem-nos apagar com facilidade toda tristeza que insiste em tentar devorar o nosso pequeno e frágil coração, e não precisam de palavras para conseguirem estas proezas, só precisam usarem o amor, sim o amor, eles são repletos dele, e ao dividir conosco este fantástico sentimento, parece que asas desprendem-se da gente, e por um momento toma conta de nós uma incrivelmente sensação mágica de que estamos voando no mais sublime e belo dos céus, e esta, é a melhor sensação que alguém pode ter!
Sei que de tempos em tempos nos deparamos com eles, não porque procurávamos, mas sim porque o destino permite este encontro, e após conhecê-los nossa vida muda, para sempre!
O que o vento trouxe só o vento há de levar,
as chamas já perderam o controle,
nem mesmo a água pode as parar;
a água que congelava agora ferve
em meio a essa luta solitária que empata e logo perde
e essas mãos trêmulas que se esforçam para se segurar;
uma mente em delírio se encontra e se perde
em conjunto a essas asas que lutam para não mais falhar.
Traga me o espelho da alma,
traga me paz,
traga me calma,
pois essas asas, ainda encharcadas pela água
são pequenas demais para voar.
Ah moço, muito dizem que quem muito quer acaba se machucando, e foi assim com ela.
Queria voar mas não tinha asas. Criou o mundo de fantasia e, intorpecida, imaginou o jardim tanto queria.
Subiu degrau por degrau e chegou no topo do seu mundinho.
De lá viu a cidade movimentada e resolveu chegar à luz da lua.
Um, dois, três passos na ponta e com lágrimas de dor deu seu último sorriso.
Todos viram seu pulo. E por um segundo, viram asas lindas e um sorriso cheio de alma.
Quem era ela? Ah, apenas uma figurante que era protagonista da própria dor.
Quer liberdade? Tome coragem! Você não vai conseguir voar enquanto não alçar o seu primeiro voo sozinho.
A poesia está presente em cada canto, os pássaros voam alegres e cantam sem parar, nem notam que é inverno e seguem seu destino. Alço um voo junto a eles, em imaginação, com asas que coloco para saber o que há além do horizonte. Se chegarei lá, ainda não sei, mas algo atrai e sigo sem receio, desviando de obstáculos, até onde possa abraçar o azul do céu.
“O processo da metamorfose acontece primeiro de dentro para fora. É no casulo do deserto e da fraqueza que nascem asas belas e fortes, que alçarão vôos mais altos, rumo a eternidade.”
Os olhos só alcançam o visível, porém o coração vê o invisível, pois voa além da nossa imaginação, dando assim asas e vida as emoções.
Um homem para o depois de amanhã, que por incontáveis gerações será abraçado, geralmente é, em seu próprio tempo, negligenciado. Este homem é único, não pode ser uma uniformidade, e por isso a uniformidade (sociedade) tem por ele, quase sempre, repulsa! Ele não é reconhecível, não é um semelhante... Tal homem revela, em palavras e atos, mesmo sem intenção, as mazelas da sociedade! A "grande massa", então, "amassa este valioso fragmento do Universo...". Para que _como "estranha criatura alada" que é_ sobreviva entre todos os "seres rastejantes", é preciso que os "híbridos", aqueles que, embora "rastejem", anseiam por "ganhar asas", reunidos protejam-no. Só essa "estranha criatura alada" _o filósofo_ que causa repulsa ainda maior em quase todos os professores de Filosofia, é capaz de fazer que a "penugem das criaturas híbridas se tornem asas"! Ele procura as "criaturas híbridas"...pois também foi uma "criatura híbrida".
O casulo é só uma fase, um estágio de desenvolvimento, um local de concentração onde a borboleta fortalece as asas e se prepara para o vôo.
Nos dias cinzentos ouso sonhar e voar mais alto que as nuvens de tempestade. Para além do raio e do trovão, vejo o sol e sinto o calor. Lembro-me de Ícaro e espero que as minhas asas não derretam. Como é bom flutuar nos braços do sol.
Os dias cinzentos são um manto pesado que cobre a alma, mas na minha imaginação, as nuvens abrem-se. Subo, subo sempre, até encontrar o fulgor do sol escondido. O coração bate mais forte, e os medos dissipam-se como névoa ao amanhecer.
A cada batida de asa, uma lembrança de Ícaro. Não com a sua temeridade, mas com a esperança de quem deseja apenas sentir o calor que dá vida. Como é bom flutuar nos braços do sol, onde cada raio é um afago e cada sombra, uma memória desvanecida.
No voo, encontro a liberdade. Na luz, descubro o caminho. As tempestades podem rugir, mas eu, feito de sonho e coragem, atravesso-as com a certeza de que, além delas, há sempre um sol à espera.
Voa, voa bem alto! Desbrava o céu, esquece o passado, e não esquece de esquecer os que cortaram as tuas asas.
