Às Vezes
As vezes a dor que se esconde em minha alma chega a minha pele e quero abrir caminho para que ela saia, transborde e se vá. Como gostaria que isso resolvesse, não me incomodaria de colecionar as marcas pelo meu corpo.
(in) certezas.
Ás vezes há perguntas sem respostas,
respostas para qual não há perguntas;
A vida passa, pessoas nascem,
com certeza um dia morrem.
Sentimentos sempre explodem,
ódio, amor, emoção e paixão,
saem diretamente do coração,
e morrem às vezes na ilusão.
No caminho da vida,
dúvidas haverão de surgirem,
cabe a cada um saber o momento
certo de agir, e a sua verdade.
Ou apenas existir!
Pra vencer é preciso fazer valer
a vida, o sonho, a fé a ação,
Não desanimes, diante dos obstáculos.
Sempre é possível mudar,
E as coisas sempre mudarão.
Às vezes por mais que não seja a nossa vontade, por mais que doa, temos que tomar algumas atitudes. Mas não pelo nosso bem, e sim pelo bem dos outros.
Quantas vezes alguém pode se refazer? Quantas vezes ela suporta recolher seus cacos e sozinha recomeçar?
Sinto no andar tranquilo a areia entre meus dedos.
A água, que por vezes, fria, toca meus pés, não me incomoda.
Seu som, ritmado e sereno acalma e encanta,
Por vezes olho no distante e a imensidão do azul me apresenta sua grandeza.
E me revela a insignificância do que somos.
A brisa que toca minha face me liberta todas as minhas aflições
E a cada vez que respiro, sinto-me inebriado pela paz que reina neste recanto do divino
Ninguém pode me alcançar aqui
Este lugar é meu refúgio secreto
Ninguém me trouxe até aqui, eu vim sozinho
E nesta serenidade imensa não há uma chave para a porta que só se abre para mim
As maravilhas que aqui contemplo, ninguém consegue senti-las e isso eu lamento
Aqui sou onipotente, eterno, etéreo...
Aqui não há doença, mal ou ameaça que possa me alcançar
Aqui sou compreendido, aceito e bem recebido, embora não haja ninguém além de mim mesmo
Não há dia ou noite, nem sol nem chuva, nem frio nem calor sem que meu desejo possa permitir
Não há dor que me acompanhe ou fome que me atormente
Minha existência é o alimento para todo a vida e todo o verde que aqui floresce
E a cada olhar deslumbrado sinto minha pele se arrepiar
E minha alma deitar em nuvens
Este é meu verdadeiro lar
E onde quer que eu vá ele estará sempre comigo
Basta fechar os olhos e entrar
“ O silêncio por muitas vezes é a maior defesa de um orador que normalmente têm muita eloquência, principalmente quando não é necessário impor para que um dia a verdade floresça. ”
DEVANEIOS
Quantas vezes, em sonho, as asas da ilusão
Flechado pra onde estás, e fico ali no vazio
Me perdi nos devaneios, e então a solidão
Em um deserto agridoce: de amargor e frio
Angústia, minh’alma voa, quer outra direção
Soluça na treva, triste realidade que arrepia
Sonhos que mais parecem querer confusão
Estirado sob o céu, do cerrado, árida folia
Quantas vezes, a imensidão, assim calada
De cada canto passado, o olhar espantado
Via minhas lembranças no beiral debruçada
Quantas vezes, quantas vezes, a passividade
Da noite, num luar tão sedento e desfolhado
Fez lagrimejar cada versar de uma saudade...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Algumas vezes a sensação de não ser útil à uma comunidade, é mais forte do que a insistência em querer ajudá-la.
"Muitas vezes é necessário fugir para que nos alcancem; mentir para que nos acreditem e calar para que nos ouçam..."
Metáforas surgem na solidão...
lagrimas comprimem o coração,
muitos vezes sinto ouvir o sentimento,
mais que paira longo caminha dos sonhos,
pode ser teu olhar atravesse as janelas dos céus,
enquanto a tinta da arte seca... tudo se reduz...
subitamente se desdem num ar no apogeu...
Nada vai bater tão forte quanto a vida, mas não se trata de quantas vezes você irá cair, mas sim do quanto você é capaz de levantar e apanhar cada vez mais.
As vezes a vida me da o mais triste acorde
Esperando que eu acorde e perceba que não vou ser feliz
Se eu sorrio sem fingir é sorte
A dor aqui dentro é forte, que não da para seguir
Nessa melodia triste
O mundo rima: desiste
Não tem porque insistir
Viver sem existir é triste
A dona morte insiste
Em querer me levar daqui
Mateus 12:27. As vezes ser discípulo de Jesus, é motivo para ser chamado de demônio porque você cura e espalha o evangelho, que a verdade sempre seja dita independente do que falam ou pensam.
Às vezes tenho medo de não suportar tudo aquilo que está dentro de mim
O lógico seria que você me ajudasse a externar tudo isso ou menos escutasse meu desabafo
Mas ao contrário
Você parece adorar minha derrota
Isso me faz querer desistir
Mas aí penso que suportar tudo isso traria duas consequências interessantes, que ultrapassam esse desejo insano
A vontade de me superar e vencer; e ver que você não conseguiu me derrubar
Que seu plano diabólico de me ver cair e permanecer estática não deu certo
Eu vou conseguir, quero conseguir
Por isso persisto
Não só por você
Mas principalmente por mim
Quero experimentar ao menos um pedaço de pura felicidade e paz
Estar de bem comigo mesma e com os outros
E espero estar caminhando para isso
É difícil
Mas persisto
Eu quero
Eu consigo
Talvez não agora nesse exato momento
Mas vou
Eu quero
Eu consigo
Às vezes tudo que precisamos é de tempo.
Tempo para colocar a cabeça no lugar, tempo para si.
Tempo pra organizar os sentimentos,
tempo de mudanças.
Há momentos dos quais o olhar interno é necessário.
