Às Vezes

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⁠Agradeço

Agradeço por ter tido a coragem de me dizer tudo que disse.
Às vezes a gente só se lembra de partes que a gente também é quando alguém aponta.
E eu já tinha me esquecido de algumas versões minhas que gosto de ser.

Contradições

Sou contraditório.
Às vezes acho que sou um escritor “bom”.
Quando releio o que escrevi e sinto algo real.
Como se as palavras fossem minhas cicatrizes com nome.
Outrora, vejo que sou apenas um iniciante.
Perdido entre ideias soltas,
com medo de nunca ter algo original pra dizer.

Me sinto vazio por dentro.
Como se tivessem me secado aos poucos,
sem que eu percebesse.
Mas transbordo nos meus textos quando ninguém tá olhando.
Textos de puro sentimento.
Intensos demais.
Quase vergonhosos.
Quase como se alguém estivesse me lendo por dentro.
É um excesso disfarçado de ausência,
uma sobrecarga emocional
camuflada de silêncio.

Duvido do meu valor.
Todos os dias.
Nos detalhes, nos silêncios, nas comparações que faço com os outros.
Mas luto pra tentar demonstrar.
Escrevo, continuo, me exponho.
Mesmo com medo de não ser suficiente.
Mesmo tremendo.
Porque cada palavra é
a prova viva de que eu ainda sinto algo.
E enquanto escrevo,
ainda resiste em mim uma parte que sobrevive.

Acredito que ninguém virá me ajudar.
Porque aprendi a não esperar.
Aprendi que ajuda demais decepciona.
Mas escrevo como quem espera ser encontrado.
Como quem joga garrafas no mar.
Esperando, secretamente, que alguém leia as entrelinhas.
Mesmo negando, ainda há em mim um farol aceso.

Me recuso a sonhar.
Como se sonhar fosse um luxo que não me pertence mais.
Como se já tivesse sonhado o suficiente por uma vida inteira.
Mas sonho todos os dias.
Com vidas que não vivi.
Com amores que só existem no papel.
Com finais felizes que nascem só na minha cabeça.
É a forma que encontrei de viver sem me iludir...
mas também de não desistir por completo.

Temo eu não ser mais eu.
Como se, aos poucos, partes de mim tivessem sido arrancadas.
Trocadas.
Desgastadas.
Como o navio de Teseu —
onde já não sei mais quais partes ainda me pertencem.
Mas tento me reconstruir todos os dias.
Com pedaços de ontem.
Com fragmentos de silêncio.
Com a coragem frágil de continuar escrevendo.
Porque escrever ainda é a única maneira que conheço
de tentar voltar pra casa.

Me enxergo em tudo que faço.
Mesmo que não percebam.
Mesmo que ninguém veja.
Mas precisei de uma segunda opinião
pra me ver nas contradições.

Doeu escrever tudo isso.
Mas sinto que essa dor faz parte
da “cura” que nunca virá.

Os Leões da Família
Por Aline Caira Gomes
© Todos os direitos reservados

Muitas vezes, aqueles que são rotulados como as "ovelhas negras" da família são, na verdade, os verdadeiros leões da linhagem. São indivíduos que carregam dentro de si uma força ancestral e uma coragem inata, despertando cedo para a missão de romper ciclos antigos, curar feridas silenciosas e ressignificar o futuro de sua árvore genealógica.

Essas pessoas não se encaixam simplesmente porque vieram para expandir e transformar. Não repetem padrões, pois nasceram para inovar. Apesar de frequentemente serem incompreendidos, rejeitados ou até marginalizados, eles assumem uma responsabilidade profunda e silenciosa: libertar as gerações futuras das amarras invisíveis que restringiram seus antecessores.

Mesmo diante das adversidades e do isolamento, escolhem florescer onde antes havia estagnação. Renovam raízes, fortalecem troncos e abrem novos ramos com amor, coragem e resistência.

Essa postura que pode parecer rebeldia é, na verdade, um processo de cura. A persistência que muitos chamam de teimosia é, na realidade, uma demonstração de força e resiliência. A singularidade desses indivíduos é o elemento que gera renovação e transformação.

Sua rebeldia é um terreno fértil para o crescimento. Sua sensibilidade, um rio que purifica e revitaliza. Sua ousadia, o vento que traz o novo. E sua paixão, o fogo sagrado que reacende o espírito dos ancestrais.

Valorize essa singularidade como quem protege a flor mais rara da sua árvore genealógica. Você representa a resposta a uma prece antiga, o sonho audacioso que seus antepassados não puderam concretizar.

E se algum dia forem chamar você de diferente, rebelde ou incompreendido, respire fundo, mantenha a serenidade e declare com convicção:
“Sou o elo de libertação e transformação da minha linhagem.”

⁠Às vezes, não é o que você tem que incomoda. É quem você é. É a sua luz, o bem que você espalha, o jeito como trata as pessoas. A paz que você leva para os lugares. É esse tipo de coisa que o dinheiro não compra e que ninguém pode tirar de você. 🙏🏻

Na escada da vida só almejamos sucesso, mas também encontraremos obstáculos que as vezes nos estimulam a fraquejar e desistirmos das lutas... Só os fortes percorrerão todos os degraus e chegará no pódio da vitória.

As pessoas dizem que eu sou poeta; às vezes eu acredito.
Mas aí olho para a minha escrita e duvido.
Ela é simples e direta, sem a beleza dos grandes poetas, daqueles textos que despertam até inveja.
A minha escrita tem rima, tem honestidade — é a minha verdade, nua e crua.
São versos cheios de sentimento, alguns bons, outros ruins.
É arte de rua: sem frescura.

Às vezes,
é preciso silenciar
para que nossa palavra
não interfira
nas respostas que
que esperamos do universo.
Confiar com Fé
na Lei do retorno
e deixar a vida seguir
seu curso,
não abrigará a angústia no peito.
Temos nosso merecimento
muito mais
por nossas ações,
do que pelas pregações!
Assim sendo,
desconstruo em mim,
todos os dias,
o verbo que rebaterá
julgamentos.
E me reconstruo
numa Paz
que me faz inteira!

19/11/2015

E é no silêncio
das palavras trancadas,
apertadas no peito,
guardadas,
que muitas vezes
se grita respostas
que sequer
foram perguntadas!

14/11/2015

A mentira fere mais a verdade muitas vezes cura a dor de uma mentira!

Acho que sou uma eterna sonhadora.
Mesmo às vezes mergulhada na dor ...
Eu consigo enxergar a vida
com a cor
da fé ,
da paz ,
da esperança ,
do amor...

A sociedade é tida como culpada, porque a culpa muitas das vezes cae em cima dos oprimidos e não dos opressores.

Quando vem a tristeza, a gente muitas das vezes fica sem ação, quem sabe a tristeza seja o descanso da felicidade.

Muitas das vezes somos preconceituosos, dizendo não sermos. Mate o preconceito dentro de si...

Já fui contestado muitas vezes, por ligar a literatura ao artesanato, a arte e a cultura. Mas, o que será mesmo a literatura, senão a história do seu povo, e de tudo que circula por sua volta?

Passei a vida tentando unir pessoas, me sinto fracassado muitas vezes. Deus me dá força para não desistir!

Um lindo dia quem faz
somos nós.
Às vezes o sol nasce quadrado
e a gente acorda pelo avesso
Ou caímos da cama
Ou a insônia nos pegou de jeito
Sei bem como é acordar com a cabeça quente...preocupada
Com o coração cansado, magoado,exausto de tanta dor.
E tem dias que a gente acorda com o corpo dolorido ,febre , dor de cabeça ,os pés cansados e os olhos sem cor.
Mas pra mim...
Basta apenas olhar o céu
Um banho e um café quentinho
Me olhar no espelho
Sentir a presença divina e simplesmente Respirar...
Ahhh....
Já são suficientes pra para ter fé de que o sol já já vai brilhar .
Eu nunca desistirei de viver e continuar!

Às vezes nos deparamos a imaginar: “se fosse me dada a chance de viver mais uma vez, faria tudo bem diferente”. Não esperemos para fazer diferente em outras vidas. Façamos nesta, e que possamos curtir a emoção de simplesmente viver. Viver com alegria e entusiasmo, fazendo o que gostamos e realizando nossos sonhos.

Posso ter defeitos, viver ansiosa, ser inconsequente algumas vezes, ficar irritada e ter os meus medos, mas não esqueço que a vida é o maior presente de Deus e que vale a pena viver.

Na vida as coisas às vezes andam devagar, mas é importante continuar acreditando em dias melhores, o importante é não parar no meio do caminho. É preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a formado nosso corpo, e trilhar novos caminhos, deixando para trás os que nos levam sempre aos mesmos lugares.

A vida é maravilhosa, às vezes só é preciso soprar a poeira que escurece os nossos dias e que deixa o nosso olhar triste e sombrio. E mesmo em meio aos altos e baixos da vida, descobrir que a felicidade que procurávamos sempre esteve ali, bem perto de nós ou dentro do nosso coração.
Profª Lourdes Duarte