Às Vezes
Sofremos por muitas razões:
Por nossos próprios erros , ás vezes pelos erros dos outros , ou pela injustiça
Desistir não é sinônimo de fracasso e as vezes temos que desistir de coisas que só nos fazem infelizes.
Às vezes fico tão imerso em pensamento que esqueço que também preciso viver até porque pensar é diferente de agir.
Não é medo de recomeçar e, sim, sentir todo o processo doloroso.
Já recomecei tantas vezes, já levantei tantas vezes que paro e me pergunto -De novo tudo isso, será que aguento?!- e quando se vê, já foi.
"Às vezes é necessário dizer adeus àqueles que atravancam os nossos caminhos. Nem sempre dá para caminhar ao lado de quem amamos. Algumas despedidas são necessárias para que os nossos caminhos fluam. O amor que temos pelos outros não deve, em hipótese alguma, ser maior que o respeito que temos por nós mesmos".
Pâmela Marques
O que nos impulsiona não são as vezes que vamos falhar, mas sim as vezes que vamos tentar sabendo que não vamos conseguir. É no soltar que vamos conseguir.
Se deixar de fazer o necessário hoje, no amanhã terá duas vezes mais a fazer e assim sucessivamente; até que tudo pareça impossível ou pesado.
Às vezes, o amor parece uma dança entre luz e sombra. Na euforia dos primeiros momentos, os sorrisos são garantia de felicidade, mas com o tempo, as tempestades se tornam inevitáveis.
É nesse espaço impreciso que encontramos a tristeza, como um lembrete sutil de que cada relacionamento é um reflexo de quem somos.
Às vezes a gente complica demais o amor, tentando plantar flores em solo seco, insistindo em conquistar corações que não batem na mesma sintonia que o nosso. Mas a verdade é simples: é muito mais fácil se apaixonar por quem já gosta da gente. Porque quando existe reciprocidade, tudo flui sem esforço. O olhar encontra abrigo, o sorriso ganha sentido e o coração aprende que amar não é luta, é encontro. O amor verdadeiro não nasce da insistência em quem não nos quer, mas da leveza de ser bem-vindo no coração de alguém que já nos escolheu.
Às vezes sou só silêncio tentando respirar entre lembranças. O pôr do sol me entende — ele também se despede bonito, mesmo doendo.
Às vezes, uma tristeza tão penetrante
Invade e arrebata minha alma,
Levando-a para um lugar desconhecido,
Onde me perco e não me encontro,
Onde não existem portas nem janelas,
Apenas uma estrada longa rumo ao mistério da vida.
Inseguro, volto minha atenção para trás,
Com os olhos sobre os ombros,
E o peso das minhas decisões sobre as costas,
Tropeço nas minhas incertezas.
Rendido, me entrego ao chão,
Derramo-me sobre a cama e inicio um novo dia nessa velha rotina.
E mesmo quando acordado, eu converso comigo mesmo, tenho o hábito de conversar sozinho.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto.
Eu penso demais, e a minha cabeça pesa toneladas.
Lembro de coisas que gostaria de ter esquecido e imagino coisas que gostaria que não tivessem acontecido.
Deus, com sua ironia, me amaldiçoou com o pensamento, e me fez inquieto, inquisitivo.
Há um certo prazer até no cansaço que isto me dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Desapegar
Às vezes é preciso largar…
deixar ir o que já foi cais,
mas hoje só âncora pesa.
Romper os laços do ontem,
fechar as portas sem pressa.
Caminhar pela ponte antiga,
mesmo que rota, esquecida
com os pés firmes no presente
e o coração livre da ferida.
O que antes foi abrigo,
agora é muro, é prisão.
O afeto que já curou,
hoje machuca em vão.
Então, agradecer em silêncio,
o que um dia foi abrigo e flor,
mas que agora é folha seca,
sem perfume, sem cor.
Despedir-se com ternura
dos nomes, dos sonhos, da ilusão,
e lançar-se no novo que chama
com verdade e direção.
Sorrir para a luz que nasce,
acolher o que faz sentido,
tornar-se mais leve e inteiro,
mais gentil consigo mesmo,
mais vivo, mais decidido.
Porque viver é, sobretudo,
saber que o tempo transforma,
e que é preciso soltar o velho
para que o novo se forme e se informe
com liberdade, com alma, com forma.
