Às Vezes
Sorrio para mim mesmo todas as vezes que me atropelo pelo otimismo diante das palavras mudas egoístas que a vida por suas jornadas difíceis, não vai me dizer.
Aprendo mil vezes mais com os humildes, simples e ignorantes do que com os falsos eruditos de internet, dissimulados e arrogantes.
Algumas vezes amanhece e o incomodo perante todas as injustiças e as cobiças humanas sem sentido por uma existência tão tênue e passageira, não permitem invadir minha alma de fé nas prosperas mudanças, vida mais calma, e dormir.
Fui rondonista pelo " Projeto Rondon", por quatro vezes, e iria mais quantas vezes fossem necessárias.Brasilidades na pele e na alma em campo muito alem do papinho da praia no final de semana.
A harmonia do abstrato vence a milimetra do concreto por um milhão de vezes, a espontaneidade no erro que surge o acerto. Assim como a emoção vence a razão por muitas vezes pois do que nos valem a regras para todos se não temos a liberdade de muda las diante de um antigo erro.
As vezes eu sinto muita pena de, eu ser eu pois me interessaria e enamorava fácil, fácil por mim mesmo.
Deus é fiel e a natureza prodigiosa pelo supremo amor a Ele, que muitas das vezes silenciosamente opera as correções da vida humana por fatalidades.
Recorro as minhas fontes passadas de felicidades com muita gratidão, para muitas vezes perdoar o mundo, pelas injustiças e por suas infelicidades, distantes da união sem fronteiras mesmo sem entende las.
A pobreza original na maioria das vezes não se relaciona com a crise moral muito pelo contrario mas quando existe uma desaceleração de consumo por falta de oportunidades e trabalho frente a um ex habito adquirido, em uma achatada classe media social, a decadência moral é desastroso e inevitável.
Muitas vezes o ser humano civilizado em sua escalada produtiva de ser e ter tem que voltar a condição primaria animal para reconhecer seus instintos selvagens de sobrevivência, entre a auto preservação e a vida em liberdade entre as selvas de pedras do mundo.
Época infantil, sei tão pouco sobre tudo, hoje. Que as vezes me parece que tenho que reaprender tudo de novo.
A depressão muitas vezes pode vir de um ponto camuflado do vazio, que esconde se no tudo, desvia se de todos e permanece desordenado e angustiado, sem objetivo e direção.
Confesso, matei o medo da morte, muitas vezes. Mas foi em legitima defesa da vida. Assim como o mato o medo de ficar sozinho todos os dias, pois amo todos como amo a mim mesmo e na plenitude do amor, não há solidão.
Existo e inexisto dentro de mim mesmo mais de mil vezes pois sei como é infinito as vibrações dentro de meu conciso universo particular.
Na desconcertante modernidade, a loucura muitas vezes faz parte imprescindível, da relativa sanidade em que vivemos.
Nem todos os nossos movimentos são só para este momento, alguns mesmo que muitas vezes imperceptíveis no agora, são para irem além mais, para toda eternidade.
Na maioria das vezes, as historias contadas são muito mais importantes e valiosas que os objetos antigos.
Na maioria das vezes me decepciono com todos os insensíveis e ignorantes, mas não aprisiono, minha latente generosidade espalha se por liberdade, que por amor a vida por vida, está sempre bem acima, de tudo.
