Às Vezes
Homenagem neta Gabriela Sanglard
Poemeto
Quantas vezes, vejo- te como divina, no
teclado, balé, na oração, sono, acordada,
são muitos os momentos, talvez, em todos de tua vida!
Cintilas quando dormindo!
Solange Malosto
Sobre a convivência
Às vezes a outra parte não quer. Outras vezes, somos nós que não queremos. E tudo bem se tiver que ser assim. Apesar de não ser o objetivo maior de estarmos todos transitando nesta esfera azul. Por outro lado, há tanta gente falsa, golpista, malandrinha demais, egoísta, arbitrária, covarde, mascarada e do mal que realmente não vale à pena manter por perto.
A afinidade não é uma obrigação humana. É uma benção, quando ela acontece espontaneamente.
Nada, no contexto do trato com os nossos semelhantes, é perfeito. Não somos perfeitos. Nem sempre agimos perfeitamente, diante de todas as experiências as quais compõem o nosso processo de aprendizado, frente ao nosso aprimoramento, na condição de indivíduos.
Contudo, o que mais frustra é quando as partes querem, se afinam de cabeça, alma e coração, mas não superam os desafios para se manterem próximas a fim de usufruírem da alegria da convivência. Para multiplicarem os bons momentos, sinceros, que passam quando têm a chance de estarem juntas. E esta proximidade não significa, exclusivamente, física, já que as relações virtuais são uma nova realidade.
O que enfraquece é a prioridade ao desperdício de oportunidades que são capazes de proporcionar prazer às partes que se querem bem. O que desanima é perceber que a pauta, em muitas convivências, é o esforço, quase que generalizado, pela manutenção das relações incompatíveis, interesseiras, doentias, hipócritas, manipuladoras e desgastadas, porque, de alguma forma, elas se tornaram uma zona de conforto.
Mudar, recomeçar, se libertar, investir naquilo que realmente nos faz bem, incluindo pessoas que estão distantes, em geral, mexe com o nosso tempo e com o orgulho, que são valores os quais não gostamos de sacrificar. Não gostamos de abrir mão. Mudar, às vezes, dá medo e/ou insegurança e/ou preguiça. Sem falar que em algumas situações de mudanças não há a garantia imediata de que teremos supridas algumas das nossas necessidades mais concretas. Mais palpáveis. Então é melhor continuar como está. Mesmo que as partes fiquem emocionalmente frágeis e virem prisioneiras da saudade.
Até que um dia...
A certeza de que estamos no térreo, com prazo de validade, muda muito pouco ou nada.
Porém, até a falta de conscientização efetiva das consequências sentimentais, nas perdas definitivas, fazem parte do universo complexo da alma humana. Nos adaptamos a tudo.
Ser gente, muitas vezes, é, também, agir como animal acuado.
Preste atenção que em muitas das vezes, pensamos que a pessoa errou, nos machucou e nos decepcionou. Quando, na verdade, apenas não temos a simplicidade de reconhecer que falhamos em alguma coisa por ser achar o certo. É porque quando Deus te escolhe; não pediu autorização e nem opinião a ninguém, E se dependesse deles nem de pé você estaria hoje.
Quando acabamos
Quando a gente encerrou
Nos despedimos muita vezes
Mas nosso amor não acabou
Foi um adeus demorado
Foi um adeus dolorido
Para o encontro do adeus
Nesse eu nao queria ter ido
Eu não queria seguir outro caminho
Eu não queria outro alguém encontrar
Eu só queria ter você
Que me permitisse te amar
Não dói saber que tem outro
Não me dói te ver casar
Me machuca não poder te ver
Me destrói não mais te achar
Te caço em minhas lembranças
Reservei tua imagem em meu olhar
As vezes te vejo nos meus sonhos
As vezes sem nem precisar sonhar
Teus sons guardados em minha memória
Hoje já não consigo mais ouvir
Já faz um tempo que não te ouço
Já faz um tempo que eu não sei o que é te sentir
Sentimento e desejo sufocado
Presos por um crime cometer
E a condenação só tem uma
É por amar demais você
Desaperta e nos liberta
Volta e vem com a absolvição
Ser feliz ao seu lado
Esse é o desejo do meu coração
Muita das vezes julgávamos que tudo o que vivemos seria para sempre, mas não é bem assim, pois precisamos plantar árvores frutíferas para que desta forma a nossa futura geração possa se alimentar dos frutos que deixaremos para eles.
Às vezes.. quando penso em você, quando penso em seu olhar fixo em mim.. sinto um arrepio percorrer meu corpo, minhas bochechas esquentam, passando de mornas a extremamente quente, sinto minhas mãos frias, tremendo de nervosismo .. meu batimento cardíaco aumenta... é como se meu peito fosse explodir, ali mesmo.
Eu começo a morder meus lábios, tentando pensar em qualquer coisa que não envolva você, mas parece impossível.. eu não consigo me distrair, não consigo pensar em nada além de você..minha garganta fecha, é difícil respirar. . minha frustração cresce cada vez mais, a única coisa que penso é:
que droga é essa!??
Eu tento falar, mas parece que as palavras foram arrancadas da minha boca. Sinto um calor interior... como se eu estivesse queimando no inferno, chamas com um vermelho profundo e vívido. Chamas que me devoram em segundos. sinto borboletas no estomago..
As. Vezes vivemos nossas vidas como um pássaro. Eles voam alto para o mundo e querem conhecer novos horizontes. Mas depois de tudo isso, eles acabam procurando para se estabelecer, algo diferente, fugindo do mundo, para um lugar protegido e mais alto, onde fará o seu ninho.
Às vezes, na natureza, uma criatura se machuca e não podemos fazer nada para salvá-la. É como se a hora dela tivesse chegado.
Apesar de sua posição privilegiada na criação, muitas vezes, o homem simplesmente se nega a reconhecer o fato mais simples: “Deus criou todas as coisas, inclusive a mim."
sei lá as vezes me sinto estranha, gosto muito, e do nada pego ranço, se pudesse não via nem de longe.
DOZE VEZES VOCÊ
- Eu odeio você! - disse ela, batendo a porta na cara do homem que acabara de quebrar seu coração.
Ele ficou ali, parado, tentando assimilar o que havia acabado de acontecer.
Então, alguém o despertou de seus pensamentos.
- William Pittsburg? - disse uma voz feminina, vinda de muito perto dali.
- Sou eu. A senhorita deseja algo? - respondeu William, buscando a voz.
- Ah, estou aqui atrás. - disse a voz, com uma risadinha calorosa.
William se virou subitamente para trás, assustando-se com a imagem de uma senhora que não aparentava mais do que quarenta anos, apesar dos cabelos quase grisalhos. Parecia familiar.
- O que faz fora de casa a essa hora, meu menino? - perguntou a mulher, levantando uma sobrancelha.
- Ah, não é nada, senhorita... - ele esperou a mulher dizer quem era.
- Whistledown. Amelie Whistledown. Não se lembra de mim, menino? - ela retrucou.
- Perdão, senhorita Whistledown, realmente não me lembro! - choramingou William.
- Não tem problema, William, querido. Você não se lembraria da sua primeira babá, de qualquer jeito. - ela riu.
- Por Deus, então você é a Tia Amy?! - a pergunta havia sido retórica, mas a velha ainda respondeu:
- Sim, sou sim! Agora venha, já passam das dez da noite. Melhor entrar e dormir aqui, querido. - e William não hesitou, como muitos fariam.
Passou a porta do apartamento 312 e, de repente, esquecera porque havia parado na porta do apartamento à frente.
Mas alguém não esquecera, e jamais iria.
Não depois da noite do dia 10 de julho de 1984.
O amor é muito mais sentir do que dizer.. e digo mais! Prefiro mil vezes quem faz do que quem fala ...palavras são só palavras enquanto momentos são lembranças pra una vida toda...
Compreender o quão bom é se sentir bem é tão importante quanto entender que muitas vezes isso é apenas uma questão de escolha.
