As Pessoas Sao como Ondas
São as preocupações, as intervenções e o auxilio fortuito as mais frágeis criaturas, que fortalecem pouco a pouco, nossa identidade humana a favor da vida. Quando cuidamos dos pequenos, por vezes abandonados e indefesos, nos tornamos melhores seres em comunhão com todo universo.
Doutrinariamente as gravuras artesanais nas artes plásticas tradicionais são três a xilogravura, a gravura em metal e a litografia. A xilogravura é considerada a mais antiga delas, pois era usada desde o inicio da idade media, para anunciar os eventos itinerantes, originário do termo italiano "I Musicanti", que eram peças de teatro musical infantil, tem por base desenhar no taco de madeira por goivas metálicas. A seguir temos a gravura em metal que tem como matriz uma placa de metal geralmente em cobre, por ser mais macio. A imagem é encavada no metal, de diferentes maneiras por objetos com pontas duras ou ácidos. Por fim a litografia que é a técnica de gravura em que se usa a pedra como matriz. A pedra litográfica geralmente é feita com um calcário especial que é desbastado por meio de um tratamento químico na pedra.
Os mais celebres feriados brasileiros, são três o primeiro, o dia de Jesus crucificado. O segundo, o dia de Tiradentes enforcado e por terceiro, e mais triste, o dia do Trabalhador endividado.
Confesso impunimente que as melhores conversas que tenho são comigo mesmo e sempre oro incansavelmente para que todos na humanidade encontrem o melhor dialogo franco e verdadeiro consigo mesmo. Pois não existe divindade maior nesta dimensão para a transformação eficaz, feliz, justa e perfeita do que seu Deus Interior, que tanto lhe conhece e tudo sabe.
As primeiras obras de todos os artistas na história das belas-artes universais sempre são as mais valiosas e cobiçadas pelos mais exigentes museus e colecionadores. Quando o artista, inicia uma produção a alma e o espírito da arte propriamente dita, se esvai pouco a pouco, por conseguinte dentro da continuidade.
Todos os dias celebro em uma grande festa a vida e meus convidados, são todos, vestindo múltiplas cores, entre dores e amores pelos caminhos.
Os valores espirituais da liberdade, são sempre inegociáveis quando verdadeiros mas a companhia automática, sim, caminhamos entre os diferentes, para temporariamente existir.
O fanatismo esportivo, politico e religioso são bem mais prósperos aos menos letrados, recalcados e imbecis.
Infelizmente hoje as boas e aceleradas soluções processuais advocatícias brasileiras, são muito mais politicas do que jurídicas. Todo legado adquirido com os Doutores Sobral Pinto, Alyrio Cavaliere, Marcelo Caetano e tantos outros mestres da ciência do Direito, ficaram engavetados frente a indicação e a vontade politica decisória de um vereador, deputado ou governador pré analfabeto.
Salve 26 de Setembro, dia de São Cosme e São Damiao, protejam todas as crianças do mundo, contra estas novas aberrações estéticas dos escravos da beleza eterna, pois a aparecia transitória do tempo não pode prevalecer sobre a eterna juventude do espirito puro.
" Uma" história de Natal "
Cintilantes são as luzes que marcam a chegada do Natal que já se faz passear, numa azáfama de querer comprar tudo, desde amor a ideias, percorrendo por entre ruas e vielas desta agitada cidade que não dorme, mas entre elas lá está o “Mendigo” e quando se pensa nesta palavra, vem logo ao pensamento alguém pobre, sujo, descalço, enfim, alguém que está na miséria. Há dias que marcam os dias da gente e hoje foi dia de ficar com uma imagem diferente de ti “Mendigo”, não foi por acaso, que essa imagem irá ficar para sempre tatuada no meu ser.
Desabafava eu para com os meus botões, caminhando sobre a vida, dirigindo-me para casa da minha mãe, para mais uma vez sentir o conforto da sua casa, o aconchego e calor do seu lar, quando mesmo à sua porta surgiste. Esticando a mão, disseste em tom de voz sacrificada pela vida e um olhar de fome que mendiga : “ Uma ajudinha, por favor ”. Reparei em ti, na tua pobreza, e subitamente sou invadido por uma enorme vontade de chorar, mas não foi isso que guardei em mim! Nós passamos por ti tantas vezes e na pobreza do nosso espírito, pensamos que carregamos todos os problemas do mundo, levantamos a cabeça, mas a mesma permanece serrada no chão sobre os problemas que nós próprios criámos e questionei-me: o que é que te aconteceu para estares aqui!! Apesar de todo o teu sofrimento, tu disseste: “Obrigado”. Foi aí que tocaste no mais íntimo do meu ser, um turbilhão de sentimentos e pensamentos começaram a invadir-me e até comentei para comigo mesmo: “Não te dei nada e ainda assim na humildade do teu ser, agradeceste-me”. Não consegui ficar indiferente e fiz-te chegar a minha “ajuda”, tal como tu havias pedido, com um ar humilde, e olhar penetrante, sorriste, dizendo: “Obrigado ”.
A partir desse preciso momento, comecei a fazer introspeções acerca da vida, para onde caminhamos e tirei até uma grande lição…
Quantos mendigos não existem por aí, mendigos esses com bom aspecto, que não lhes falta nada, andam pela rua com o seu ar imponente e que sobretudo não se tocam, nem se deixam tocar pelo Amor. Tu não, tu não és “Mendigo”.
Porque se não tens nada, não deixaste de ser humilde, não deixaste de te alegrar com o pouco e com muito, não deixaste de sorrir, não deixaste de caminhar e de acreditar.
“ Mas, quantos de nós poderão dizer o mesmo, ainda que tenhamos o suficiente.”
Quantos não são os que neste Natal andam numa correria desenfreada, de superfície em superfície comercial à procura de prendas? Eu sei, eu também gosto de receber prendas, acho que todos nós gostamos mas o Natal é muito mais que uma prenda, é muito mais que luzes e enfeites, é muito mais que tudo. E sentimos no âmago do nosso ser quando começam a faltar pessoas na mesa para a ceia de Natal, deixando-o assim mais pobre.
O Natal é uma quadra em que é tempo de percorrer um caminho de PAZ, HARMONIA, PARTILHA.
Pois o verdadeiro “Mendigo” é todo aquele que deixa de AMAR, AGRADECER, SORRIR, RESPEITAR e não todo aquele que foi privado das dádivas da vida.
✍ Miguel De Campos
" Sentimentos "
São eles que falam mais alto em nossos corações...
Se os sentimentos pudessem ser compreendidos...
Ah!!
Se os sentimentos pudessem ser compreendidos...
Já não sei se vividos...
Talvez emoções inquietas, meio perdidas...
Num tempo tão distante, tão distante como o tempo...
Ofuscadas pelo sentir, o não entendido sentir...
Dor do sentir, do viver, do querer...
Se pudesse entender o que tudo quer dizer...
Mas que já não se entende...
Se é Alma Gêmea, se é ser, se é viver, ou...
Apenas outro sonho que começa...
Acalento que meu peito implora a tempos...
Grito em silêncio, jamais ouvido, tão pouco sentido...
Se o mundo ao menos pudesse entender e o tempo pudesse ouvir...
Talvez...
Quem sabe...
Viver o que se sonha...
Ou o que pensar, sonhar...
Se pudesse entrar neste mundo e gritar...
Se eu...
Mas ...
Ninguém me vai ouvir...
Talvez um dia ninguém me vai ouvir...
Quando o viver, será apenas viver...
Sem sentir...
A querer, a buscar, a entender...
O que não se explica...
E entre gritos e devaneios...
Quando gritar, já não me reserva o direito de amar nem de viver...
Levando tudo a pequenos fragmentos, nada mais que fragmentos...
De um nada que não sei o que vai dar... "
✍ Miguel De Campos
Aprendemos a ser amor
com as correntes do mar,
Elas são ora quentes e ora frias,
E mesmo assim não deixam
de se encontrar;
Somos dois eternos amantes
- a se [amar].
Não importa se está
nublado ou se está sol,
As noites ao teu lado
são de luar,
E o teu corpo estelar:
é a constelação
a nos iluminar.
Aprendemos ser amor
no dia a dia,
Até Salinas se torna
um rio de água doce,
Na sua boa companhia,
Somos dois eternos
amantes da [poesia].
Aprendemos a viver
com as correntes do mar,
Elas são mansas e ora bravias,
e mesmo assim não se deixam jamais;
São correntes que se unem,
e vivem a se [cortejar].
Eu não sei quem é poesia ou quem é fotografia,
Existem poesias que são fotografias,
Existem fotografias que são poesias,
É a arte de amar a Paraíba [solanamente todo dia.
É quase uma arte ariana ver o meu amigo
[Solano pegando o bicho [Sol pela rabeira,
Dá para declamar uma poesia e ouvir ao
mesmo tempo uma música perfeita,
- é uma arte inteira!...
O [Sol já foi dormir,
A alvorada daqui há pouco há de acordar,
Por enquanto vou cantando a Paraíba até
o findar da madrugada
- é o encantamento do porvir...
É de fazer até João Pessoa ressuscitar e sorrir,
A Paraíba é um destino
que todo brasileiro tem a obrigação de ir,
- e seguir até Princesa para o amor
encontrar no paraíso do sertão...
Paraíba, linda joia desenhada em raios
de sol e de saia rendada com a cor
azul do mar,
Por ti rego a tua seca com poesia,
sempre que for preciso.
Entrego à ti o meu amor,
o meu juízo e todo dia invento
um doce feitiço,
- só para te ter
E ver você se eternizar...
Estas linhas eternizadas
São pedaços de nós em fruição.
Por onde andas?... bem sei...
Não tem problema;
Acabarás caindo
Na palma da minha mão.
Olhe para dentro,
Não adianta escapar,
Sou a alazã vontade,
Batendo no teu peito;
Sou o teu maior sentimento,
Não apago nem com o [tempo]...
Sou o teu doce tormento,
A inquietude acariciando,
Você foi embora,
Mas acabará voltando,
Sou o teu absinto,
O mais doce veneno,
Que te coloca em rebento...
Você está brincando de amar,
Cuidado!...
Quem brinca sempre
Acaba machucado,
Amor é como o fogo:
É preciso tomar cuidado.
Cuide bem do meu coração
Por ti apaixonado...
Quero o seu olhar em mim,
Conheço os teus enredos,
Sei que abrigas segredos,
Lindos são os teus dedos,
Quero que venhas, enfim.
Os labirintos da vida fizeram
A gente se encontrar...
Existe um amor e um afeto
Para a gente cuidar...
Vamos nos entregar?...
O amor é o sol que ilumina,
As mais escuras prisões,
E transcende todas as estações...
Conheço os mistérios dos porões,
Que levas nos teus olhos escuros,
Não menos lindos, e tão puros...
Fico silenciosa aguardando por você,
Estou aqui esperando o teu mimo,
Por ti não nego que suspiro,
Imaginar você longe - temo, podes rir!...
Com os olhos abertos quase que deliro...
Chegou a hora de desfrutares do amor,
Com o meu doce sabor de infinito,
O amor mais bonito e mais seguro,
O amor mais inesquecível e fecundo,
Não me esqueço de ti em nenhum segundo.
Longas são as horas
que passam sem
a tua presença,
- a tua essência ficou
nas minhas letras
Entrelaço versos
para que eu
não sinta
a tua ausência,
- para que eu
me faça
arquitetura
decomposta
Entregue e disposta,
- bem saborosa
nas tuas mãos,
Poema.
Castigo e incito
a tua atenção,
Sou o teu verbo vadio,
Que requer cuidado,
Que pede a tua mão,
Entrando devagar
no teu coração...
Nestas horas
que te fazes
esquivo,
- tenho o resquício
do teu corpo aqui
E destas linhas
que relembram
o meu gemido,
- gravo na tua
memória
o meu sorriso,
Foges com o teu
coração remexido,
- os meus poemas
vão junto contigo
Fazendo contigo
tudo o que
fizeste comigo.
Provoco de propósito,
E me vanglorio,
Não te farei remido,
Deixarei-te faminto,
E completamente enlouquecido...
Levaste contigo
os mais amorosos laços,
- és peixe na minha rede
E também pescador nato,
- voltarás depressa
para os meus beijos
E também para os meus abraços,
Já escuto os teus
passos apressados,
- para apoiares a tua
cabeça em meu regaço
Vens trazendo uma safra
de beijos enrodilhada
pelos teus carinhos destilados.
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