As Coisas Nao Acontecem por Acaso
Seu amor por mim não o motivou para que atingisse seu pleno potencial. Seu ódio, por outro lado, tornava-o capaz de tudo.
A gente sempre pode ser melhor. Mas não deixe isso te impedir de se portar como uma campeã. Se você não acredita que é a melhor, ninguém vai acreditar.
"QUERO PAZ"
Não vem com lero-lero, patacoada,
com fita, nhe-nhe-nhem, com choradeira
que eu, hoje, não estou pra brincadeira
e sem paciência pra prosa fiada!
A calma já se foi pela ladeira
e não vou atender a tua chamada
se vais continuar co'a palhaçada
e despejar-me a trama costumeira.
Acorda! Vire o disco! Mude a faixa
que essa canção ruim já não se encaixa
com todo o resto desta ladainha…
Esqueça a patacoada, o lero-lero,
a reza, o terço, a missa junto ao clero
que eu hoje quero paz nessa alma minha!
Não precisa ser minha pra me despertar ciúmes, e quando desperta, ainda vem acompanhado de uma raiva danada.
O pobre de direita não sonha em mudar de classe, ele sonha em ser aceito pela classe que o despreza.
Acredita no mérito, mas não percebe que largou na corrida sem tênis, sem pista e com uma mochila nas costas.
Enquanto defende o patrão, esquece que se for demitido hoje, não tem nem quem pague o aluguel amanhã.
Ela se foi...
E não, isso não é algo ruim.
As vivências nos moldam.
Sinto falta daquela que fui,
Mas hoje carrego em mim outras versões, mais inteiras, mais reais,
mais minhas.
A antiga eu?
Saudades...
Mas aprecio quem me
Tornei.
– J.
Não precisa provar nada para os demais, ou de casa já sabe quem você é, se fosse para provar seria para quem te ama, mas eles já conhece quem o seu eu é, do alcance que seu brilho vai chegar, além do mas, Deus fez você para ser a pessoa que você é, e não para agradar os demais.
Não me velou em vida.
Não me venha agora com flores póstumas de memórias mortas. Não me traga fúnebres lembranças de amores velados em desesperança. Diga-me, acaso foste tu, a luz nos meus dias sombrios? Ou fostes apenas o frio cálido das minhas noites infindas, perdido no teu ser? Se não velastes o meu mórbido desespero, não me traga cores primaveris como afagos solitários no meu leito eterno de descanso vazio.
A corrupção, qual veneno que escorre pelos poros do poder, não nasce do nada. É ensinada, legitimada, assimilada — como quem aprende uma profissão, uma rotina, um idioma. Nesse campo fértil, a teoria da associação diferencial encontra terreno propício: onde há convivência com o ilícito, floresce a propensão ao crime. O Brasil, mergulhado num oceano de desmandos, precisa de uma assepsia ética urgente. A limpeza não será fácil, nem indolor. Mas é necessária. Urge construir um novo pacto social, onde o interesse público se sobreponha às vaidades privadas, e onde os não contaminados — aqueles que não se rendem às tentações do desvio — deixem de ser alijados, para ocupar os espaços de decisão. É tempo de erguermos, com sangue limpo e alma reta, os alicerces de um Brasil que volte a respirar a pureza da honestidade. Que do caos surja um novo horizonte. Que da lama se levante a flor da justiça. E que o povo, cansado de ser traído, reencontre o caminho da esperança.
