Árvores
Ninguém sabe o que as pedras compõem, mas o vento sussurra, as árvores ouvem, as folhas dançam e as nuvens choram.
Em cada cinco anos, as árvores pensam que o machado é um dos seus porque tem um cabo feito de madeira e ignoram o facto de que durante quatro anos, elas escolhiam tristemente.
As Árvores da Minha Cidade
As árvores da minha cidade
São belas de se ver
Verdes e amarelas
Jacarandás e Ipês
Algumas são bem antigas
E outras bem novinhas
Mas o importante é a intenção
De preservar as arvorezinhas
O homem está destruindo
O que nossa Terra plantou
Com machados, foices e serras
Tudo tudo ele derrubou
Por isso venho pedir
Com toda simplicidade
Vamos procurar proteger
As árvores da minha cidade
©2025-Rafael Jesuino da Silva
"As árvores derrubadas ontem na praça do Fórum em Ituiutaba deixam uma triste sensação de perda e nos faz refletir sobre a necessidade de conservar e proteger o meio ambiente."
Cada um a seu nível, o homem erige monumentos, entalha frases em árvores, imprime sua pegada no cimento ou até escreve nas portas dos banheiros. Mas
o ponto comum é que todos buscam, de alguma forma, deixar a marca de sua passagem. O maior de todos os crimes é se omitir.
Em campos onde o silêncio se estende,
o lobo caminha entre árvores,
alma selvagem em paz, até que mãos rudes
rejubilam no aço, no fogo da agressão.Provocam-no com o veneno do medo,
arrancam-lhe a calma, rasgam o seu manto,
e quando a fera solta o uivo da dor,
rotulam-no de mau, titãs do juízo cego.Não veem o açoite que partiu seu chão,
não ouvem o grito sufocado em seus olhos,
só julgam o rugido que brota da dor,
escondendo a origem, negando a razão.Assim, o lobo é julgado pela reação,
mas quem planta o tormento colhe a tempestade,
e no eco da defesa, nasce a verdade:
a fera não escolhe ser, é feita pela opressão.
Eu te vejo nas coisas belas, no farfalhar das folhas das árvores ao serem surpreendidas por uma brisa fresca, que sopra suave e serena, no por do sol devagar do verão, no canto de um pássaro pela manhã de um domingo, na bondade, no puro, no Amor. Te vejo sem te ver. Te amo sem querer. Te espero para ver, as coisas bonitas que me lembram você.
“Nesta tarde dourada, o tempo repousa no silêncio das árvores, e cada raio de sol sussurra que a beleza vive em quem sabe enxergar com os morfemas do coração.” ©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 13/12/2025.
Quando o machado entra na floresta, as árvores acreditam que o cabo, feito da mesma madeira, irá defendê-las.
Mas a dor vem justamente daí: nem sempre quem está ao nosso lado está, de fato, do nosso lado.
Nos Salmos encontramos uma pérola que diz assim:
As pessoas justas são como árvores que crescem na beira de um riacho (estão sempre úmidas - alimentadas) elas dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham (Salmo 1.3). É isso mesmo, quem é justo não desiste, não murcha, não volta para trás
Andando em meio à sombra das árvores, vou vivendo sentindo a brisa da manhã. Isso é como um sopro de vida. Aproveito cada momento, não sei como meu dia pode terminar. Hoje sou mais feliz do que ontem. Tenho conquistado aos pouco tudo que desejo, nunca saindo do caminho certo, nunca troco o certo pelo duvidoso. Sei que um dia terei conquistado a liberdade do coração, isso é o que falta para tudo se concretizar. Será q estou sendo otimista demais ou será só um devaneio? O que estou pensando? Ainda estou aqui preso nesse quarto branco com essa camisa de força, acho que o efeito dos remédios já passou.
O amor não cresce em árvores, nem é comprado no mercado. Mas, se alguém quer ser amado, primeiro deve saber amar de modo incondicional.
Lembre sempre que as árvores secam, ficam sem vida no outono, porém renascem cheia, de flores e vida, na primavera.
Pequeno Pintor
Uma tela pintada de azul,
Com árvores murchas e frutos azedos,
Os quais não conseguem ser segurados nem pelos dedos,
Um lugar que quem viu mentiu.
Uma moça com olhos cor do âmbar adentrou,
E, no cenário, tudo revirou
E, para a sua surpresa, nada de bom encontrou.
Olhando tristonha aos arredores,
Onde secos eram os rios,
Onde nada tinha fantasia,
Muito menos alegria.
Surpreendeu-se ao ver um jovem pintor segurando o coração
E começou a pensar sobre o que fazer nessa situação.
Carregando toda a meiguice, deu-lhe a mão
Onde o rapaz depositou todas as suas esperanças.
Tirou do peito aquilo que segurava e entregou-lha.
Nesse instante, era ela a sua crença.
A dama indagou-lhe: “Meu pintor, quem te magoou?”
Relutante, devolveu: “Como a notícia te chegou?”
Com simpatia, respondeu-lhe: “No momento em que me entregaste as tuas
crenças, havia proclamado também que desacreditaste da paixão.”
O pintor apenas suspirou: “Oh, não...”.
Os dias se sucederam;
Os pigmentos azulados se perderam.
Desde a chegada da jovem, o Sol tornou a ficar amarelado;
Depois de ele por ela ser amado.
Os luares, agora, teciam a sua felicidade;
Os risos abertos e barulhentos compunham parte do seu dia,
Enquanto, de perto, a via.
A esta altura, já estava familiarizado com a nova realidade.
A sege desenhada os levava perdidamente.
Ambos não tinham lugar destinado.
Finalmente, soltou-lhe aquilo de diferente.
A amada, moldada pela alegria, disse que, por ela, era amado.
No dia seguinte, encostou-se no Pintor
E tirou-lhe a dor.
Para ela, o mundo prosseguiu,
Enquanto, para ele, parou.
Acordado, encontrava-se sem a deusa da sua benção.
Próximo ao chão, chorava as lágrimas de Adão.
Arrastando-se, tentou pegar-lhe o pé,
Mas, dela, só recebeu um pontapé.
Berrando, clamou pelo vulto do espírito;
Porém deste já estava restrito.
Pobre coitado.
O azul reapareceu;
Sua amada desapareceu,
E ele, por ninguém mais, era amado.
