Árvores
Dia de primavera
É começo de primavera, as árvores estão amarelas e enfeitando toda a cidade. Os olhares continuam atentos ao ambiente incrivelmente impecável na sua pura beleza.
O rio passa tranquilo, as capivaras caminham rumo a mata fechada, o jacaré permanece de papo pro alto tomando seu banho de sol escaldante.
Na mesa, a água de coco é degustada com aquele prazer divino na espera do precioso pastel de carne.
No entorno, os pássaros se divertem e as borboletas colorem a paisagem divertindo as flores.
E lá vem ela, sorrindo com o seu caminhar elegante e seus cabelos longos perfumados.
É fundamental receber a paz de quem está chegando e oferecer além dos aplausos, também uma boa dose de segurança cercada de paixão.
Árvores de outono
No outono, há mudança de cores das folhas,
Para o amarelo, laranja ou vermelho,
Depois as perdem sem muita escolha
Caem, colorindo o chão como espelho.
É uma forma de guardar a própria vida
Do frio e da escassez que o vento traz.
Na terra, a raiz se abriga recolhida,
E as folhas caem num ritmo que as satisfaz.
Os dias se tornam mais curtos e frios,
A luz do sol diminui sobre as folhas.
As plantas param de produzir clorofila,
Revelando outros pigmentos em tons vibrantes.
É a temporada do nascimento de flores e frutos
E já desabrocham nas pontas dos galhos.
A natureza exibindo os seus atributos,
Num ritmo constante e sem atalhos.
É a estação das flores e dos frutos,
Que nas pontas dos galhos vão se abrir.
A natureza mostra seus atributos,
Num ritmo que não pode resistir.
Raimundo Nonato Ferreira
Agosto/2026
A matança das queimadas
Com tantas árvores derrubadas
As nossas florestas vão se acabando
A fauna e a flora se matando
Tudo é destruído com as queimadas
Em deserto pode ser transformada
Com o tempo a água vai secando
Os rios e nascentes vão enterrando
A natureza sem água é um nada
Mas o homem é muito ganancioso
Só deseja com a mãe terra lucrar
Esquecendo que tudo pode ter fim
O destino do homem é sentencioso
Se não souber mesmo se programar
O que será do futuro, da vida, assim?
Em cada cinco anos, as árvores pensam que o machado é um dos seus porque tem um cabo feito de madeira e ignoram o facto de que durante quatro anos, elas escolhiam tristemente.
Se todos os esquilos da floresta delatassem o lenhador, as árvores sofreriam menos ao queimar na lareira.
O Direito ambiental não protege apenas árvores, rios e oceanos; protege a possibilidade de haver alguém amanhã para exercer direitos.
Eu não vejo o vento;
Mas sinto o seu sussurro como um lamento;
Quando as árvores se balançam e suas folhas se arrancam;
Observo queno vento é potente, é forte e raivoso;
De repente se acalma;
Se torna suave, balança meus cabelos, me refresca.
Este vento!
Que balança o mar e movem os barcos;
O vento que assusta e ao mesmo tempo encanta.
O vento que afugenta;
O vento que trás catástrofes é o mesmo vento que nos acalma.
Vem do oeste a leste.
Atravessam os trópicos da Terra;
Nos traz frio, nos traz a brisa.
O vento carrega coisas e nos trás a brisa.
O vento carrega coisas e nos trás a chuva, que nos limpa, nos renova.
O vento nos seca;
Ao mesmo tempo ele é vida, é riqueza.
É o ar que sopra onde quer.
Fico sem saber da onde vem, ou para onde vai.
Passei por entre algumas árvores bem verdes e frondosas, a porta para uma terra mágica, cuja a flora é incomparável e abriga várias criaturas, onde a lógica tem pouco efeito,
Foi uma viagem fantasiosa ou talvez um lapso do tempo, seja o que tenha sido, não importa, esse passeio foi mesmo incrível e o trago na memória por tamanho realismo
E agora, aquele lindo lugar não existe apenas na minha mente, mas também nestes versos, assim, quando quiser, poderei viajar para lá novamente, lendo e recordando ou sonhando revivendo.
Quero morar na floresta ou em uma ilha paradisíaca, entre árvores e silêncios, e nunca mais me curvar às exigências do mundo.
Casa comigo!
Sem anel, sem religião.
Sem juras, nem promessas.
Casa comigo,
como as árvores que
casam seguras e livres.
Casa comigo
até aos ossos,
até despirmos os corpos
e ficarmos alma com alma.
E no fim, não haverá fim
porque não morreremos
seremos músicas,
brisas outonais,
beijos de inverno,
biodiversidade primaveril,
estiva dos poentes
e imortais poemas
nos corações
do mundo.
Rani que era muito habilidosa com as mãos, fazia suas próprias sandálias com ramas de árvores e arbustos, bem trançados e alinhavados. Depois pintava com tintas que ela mesma preparava e sempre mantinha pelo menos uns três pares de sandálias novas em seu armário.
Eram lindas suas sandálias, mas por não serem feitas pelo sapateiro credenciado e nem de couro de jumento chancelado, não podiam ser usados para caminhar pelo vilarejo durante o dia, mas a noite Rani colocava eles nos pés e saía. Ela adorava caminhar pelas ruas e vielas do vilarejo e principalmente ir até a padaria. No caminho ela era acompanhada por um curiango que cantava melancólicas melodias e Rani sorria e cantava junto com ele transformando todas elas em canções de amor, e por isso o curiango a seguia, pois ele cantava triste a noite inteirinha com saudades da sua amada, mas Rani o animava com suas cantorias de menina pela vida apaixonada.
Assim como só havia um sapateiro no vilarejo, também tinha só uma padaria e Backer, um jovem forte e corpulento era o ajundante de padeiro e era com ele que Rani adorava passar tempo conversando durante uma fornada e outra de pão sem fermento.
"Atitudes culturais, cuja as crenças provam as ideologias. Desespero pelas árvores e as pedras, que fornecem o fanatismo. Então lembraram de Adão e Eva nos proscritos, mas se prenderam pela própria capacidade emotiva. Gerações que vivenciaram estranhas atitudes, onde à escravidão era exclusiva."
"Construir um império de valor incomensurável exige a paciência de plantar árvores cujos frutos você jamais provará, mas cuja sombra abrigará o mundo inteiro."
