Árvores
O homem nunca aceitou descender dos macacos não por sua capacidade de subir em árvores, mas por sua incapacidade de dominar o próprio ego.
Ou eu encontro um caminho ou abrirei um.Pensando e afiando o meu machado. Quando me levantar árvores irão cair.
Pequeno Pintor
Uma tela pintada de azul,
Com árvores murchas e frutos azedos,
Os quais não conseguem ser segurados nem pelos dedos,
Um lugar que quem viu mentiu.
Uma moça com olhos cor do âmbar adentrou,
E, no cenário, tudo revirou
E, para a sua surpresa, nada de bom encontrou.
Olhando tristonha aos arredores,
Onde secos eram os rios,
Onde nada tinha fantasia,
Muito menos alegria.
Surpreendeu-se ao ver um jovem pintor segurando o coração
E começou a pensar sobre o que fazer nessa situação.
Carregando toda a meiguice, deu-lhe a mão
Onde o rapaz depositou todas as suas esperanças.
Tirou do peito aquilo que segurava e entregou-lha.
Nesse instante, era ela a sua crença.
A dama indagou-lhe: “Meu pintor, quem te magoou?”
Relutante, devolveu: “Como a notícia te chegou?”
Com simpatia, respondeu-lhe: “No momento em que me entregaste as tuas
crenças, havia proclamado também que desacreditaste da paixão.”
O pintor apenas suspirou: “Oh, não...”.
Os dias se sucederam;
Os pigmentos azulados se perderam.
Desde a chegada da jovem, o Sol tornou a ficar amarelado;
Depois de ele por ela ser amado.
Os luares, agora, teciam a sua felicidade;
Os risos abertos e barulhentos compunham parte do seu dia,
Enquanto, de perto, a via.
A esta altura, já estava familiarizado com a nova realidade.
A sege desenhada os levava perdidamente.
Ambos não tinham lugar destinado.
Finalmente, soltou-lhe aquilo de diferente.
A amada, moldada pela alegria, disse que, por ela, era amado.
No dia seguinte, encostou-se no Pintor
E tirou-lhe a dor.
Para ela, o mundo prosseguiu,
Enquanto, para ele, parou.
Acordado, encontrava-se sem a deusa da sua benção.
Próximo ao chão, chorava as lágrimas de Adão.
Arrastando-se, tentou pegar-lhe o pé,
Mas, dela, só recebeu um pontapé.
Berrando, clamou pelo vulto do espírito;
Porém deste já estava restrito.
Pobre coitado.
O azul reapareceu;
Sua amada desapareceu,
E ele, por ninguém mais, era amado.
Trilha fechada
Sou trilha no meio da mata fechada.
No labirinto vivo de árvores busco reviver...
No desespero da solidão me disperso
Na seiva que corre nos velhos troncos
Há um tipo de vida que não consigo mais em mim reconhecer.
Medo.
Crepúsculo envolto em segredos.
Ninguém me avisou que depois do fundo do poço havia um abismo.
Tento no silêncio da mata me refugiar.
Barulhos estranhos... distantes.
Tragédia total do meu ser. Cataclismo.
Meu diamante!
Vi uma rosa vindo na minha direção flutuando entre as árvores, parecia que tinha asas, parecia até mesmo com uma fadinha,
ao pousar em minhas mãos ela se transformou imediatamente num diamante,
surpreso e sem entender, comecei a sorrir alegremente sem parar,
então, ao levantar o belo diamante em direção a luz do sol pude ver todo o seu brilho e o seu poder iluminado logo tomou conta de mim,
foi ai que olhei para dentro do diamante e enxerguei profundamente no seu reflexo os traços perfeitos do meu destino.
Convencido! Percebi o quanto você é o meu amor é o meu diamante.
Neve quente
As árvores estavam cobertas, carregadas,
a estrada estava intransitável,
o telhado ao mesmo tempo que explorava a fumaça da chaminé a todo vapor também segurava o peso da neve densa que caia impiedosamente aquela noite,
Do frio foram extraídos goles incansáveis de vinho,
da lareira foi consumido o calor sussurrante em cima do tapete de tecido grosso,
dos sorrisos foram arrancados o doce mel do frescor daquela noite,
Já é madrugada,
a neve continua a cair densamente,
a lareira ferve impenitente,
da janela apenas o suor é exposto descaradamente.
Meio ambiente
As árvores choram,
Os rios sentem,
Os animais observam,
Os ventos pedem ,
Os humanos vão chorar.
Floresta amazônica
Árvores que se comunicam como sociedade protetora,
Carregamentos aéreos com nutrientes vindos do deserto do Saara,
Fauna dos comuns, dos exóticos e dos desconhecidos,
Tribos e cachoeiras escondidas,
Mistérios profundos, ponte de elos, de mitos e lendas, o Curupira e o Boto que o digam,
Desprotegida, desrespeitada, pulmão ferido,
Amada pelo sol, aplaudida pela lua,
Símbolo de sabedoria, de riqueza e do que é sagrado.
Tenho Fé
Por entre as árvores e seus galhos secos, a sombra da sua presença é sentida;
No caminhar, a sensação de que algo está para acontecer a qualquer momento é percebido;
Mais alguns passos mata á dentro sozinho e trêmulo, o desespero toma conta do meu ser;
O medo do inevitável ganha força quando o que era dúvida se torna realidade, o que se apresentava como vulto sai das sombras das árvores e da dois passos lentos com olhar firme e poderoso;
Não adianta correr, gritar, chorar ou reagir, o pesadelo á frente é mais forte, ágil e veloz, o medo é percebido com o bater descontrolado dos dentes e as travas repentinas das pernas;
O dia de sol quente propício para um gostoso piquenique a beira do rio com alguns amigos e familiares parecia chegar ao fim;
O mundo parou naquele momento, as batidas do meu coração faziam barulhos semelhantes a uma bateria de escola de samba, o meu sangue acho que evaporou de tão suado e pálido que fiquei;
Comecei á rezar e implorar a Deus por misericórdia, por um milagre, porque á minha frente estava nada mais, nada menos, que uma onça vigorosa e cheia de maldade no olhar;
Ela ficou parada me olhando por um longo e duradouro minuto, então; respirou forte e sumiu no meio da mata densa;
Acredito que a fé em Deus move montanhas, assim como nos protege e nos da fôlego de vida para continuarmos seguindo em frente...
legado do ser pensante para o parente próximo ao homens das árvores.
Distante do homem racional,
Homem do futuro voltaria ao passado.
Sua primeira premissa seria compreender o passado e suas tecnologias, dentro de tantos paradoxos primeiro seria complexo paradoxo do avô depois disso viria complexo paradoxo dos dois corpos, paradoxo do mundo quântico e suas paralelas, e Homem seria mesmo Homem a mesma mente e a mesma consciência?
E o lapsos de tempo seria contemplado pelas incursões de onda temporal.
Esse volta de ondas temporais mudaria a história assim como conhecemos,
O homem alienado de hoje seria apenas detalhes de um homem rústico que ressoa a existência do homem das cavernas.
E o sistema caótico de alienação intelectual seria observado como algo sem parâmetros da existência
contemporânea.
O Deserto de Dentro
A folha em branco é o corpo de várias árvores
que deram suas vidas para que palavras nascessem sobre o nada.
Ideias nascem e morrem, colocadas no papel:
garranchos para aqueles que querem aprender a ser letrados.
Do espírito lindo, nascem poesias e estrofes de versos.
Um poema corrido, sem pontuação ou exclamação,
que diz: deixem a floresta viver, sejam o espírito da vida.
A essência da existência nasce e procura meios de sobreviver
diante do tempo e do espaço, transcendendo o teu ser.
Embora sejas maravilhoso, repleto no teu existir,
sois cruel, ser humano.
Diante do cosmos complexo, o homem busca e encontra sua essência.
Mas, mesmo olhando para dentro de si, só encontra a escuridão e o silêncio.
No absurdo do universo, há um barulho que ele não compreende.
As vozes ecoam pelo tempo.
Será que um dia sentirá a dor que causou?
Para ter evolução existencial, atravessa a beleza da natureza.
Ainda dá para ver o sangue escorrendo pelo chão,
seus gritos agora silenciados pela motosserra.
Agora temos móveis e um telhado para morar.
"Está frio, vou colocar a lenha no fogo para esquentar."
— "Aproveita e coloca o leite para esquentar, pois está na hora de a bebê jantar."
— "Vou fazer o jantar também e buscar mais lenha; a árvore já está boa para cortar."
O deserto se forma.
O gado pasta onde era floresta.
O mato, para eles, é só mato...
O mato pega fogo.
O ambiente é uma teia no emaranhado da natureza:
tudo faz parte da equação da vida.
Secas e inundações, depois o deserto seco.
O vazio existencial dentro do homem é o que restou no meio ambiente.
Quantas árvores foram cortadas para eternizar suas palavras.
Quantas vidas ceifadas para as ideias virassem papel.
Se perguntou ja quais biomas foram destruídos para ser reconhecido.
Quantas pessoas trabalharam e morreram para tenhas a história descrita.
As árvores são poemas vivos que a natureza escreveu, o homem, por sua vez, os silencia apenas para ter onde registrar os seus.
"A beleza de uma flor, a majestade das árvores e das montanhas, o esplendor das florestas e dos rios, o canto dos pássaros, o sorriso sincero e puro de uma criança, o céu estrelado, a luz da lua, o nascer do sol anunciando um novo dia e até a cura milagrosa de uma grave enfermidade ou de um acidente revelam, em diferentes manifestações da vida, a presença, o poder e a infinita misericórdia de Deus.”
Lembre sempre que as árvores secam, ficam sem vida no outono, porém renascem cheia, de flores e vida, na primavera.
Converso bem com as árvores e as flores, no meio da natureza, onde me recarrego da energia vital da vida e com sorte aprecio o bailar das borboletas. Vibro na mesma sintonia das águas, dos rios, das nascentes e da chuva, fina que umedece o solo e minha alma, com isto me acalma. Não gosto de tempestades, pois me deixam apreensivo e irritado. A abundância de qualquer elemento me incomoda, pois depois do exagero vêm as consequências, que por vezes não são agradáveis. Somos sempre cúmplices serenos do afável, do que não falta e não sobra. Porque a vida é feliz na medida certa e nossa estada prodigiosa no momento exato. Isto é um fato muito além dos ponteiros do relógio.
"Nunca faça o mal, a quem só te faz o bem, Deus deu bons frutos, a boas árvores, as árvores com frutos ruins, só servem para o uso do fogo"
Não são as árvores que se tornam sementes,
Mas sim, pequenas sementes que se tornam grandes árvores,
Deus não faz grande para lhe tornar pequeno,
Mas o pequeno torná-lo grande,
Devemos respeitar o processo, passar em pequenas provações,
Para suportar as grandes bênçãos.
