Arte
A festa, o espetáculo, a arte e a cultura em prol do turismo sustentável que é, sempre foi e será o caminho mais prospero na principal vocação politica, social e econômica da cidade do Rio de Janeiro.
A arte e a anti-arte em confronto nos caminhos oblíquos da chamada arte contemporânea. A matéria criativa e a anti-matéria destrutiva, evolução e involução perante as novas técnicas, plataformas, olhares e modalidades digitais tecnológicas. O artista como modus operandi propulsor da inquietação e o espectador como um isolado condutor do que quer ver e foi por ele intimamente criado. Artista e espectador em dialogo constante sobre a insólita realidade e a arte como instrumento de comunicação sensorial inventiva geradora de múltiplas perguntas e respostas, por infinitas possibilidades.
Uma opção bem difícil para mim mas ninguém me disse que seria fácil, viver de politicas de arte e culturais heterogêneas sem o apoio da maquina publica por não ter e não ser filiado a partido politico menor algum. Meu partido é atemporal por convicção e trabalhos, o meu Brasil e todo o nosso povo brasileiro, sua identidade, sua diversidade e cada vez mais sua soberania e cidadania cultural enquanto nação continental livre pelas diferenças.
Não consigo ver a arte contemporânea fora de seu papel institucional construtor na linguagem prospera de ponte, atmosfera, instrução e interlocução da cultura, o tempo e a educação.
A verdadeira vocação econômica e social da cidade do Rio de Janeiro é e sempre foi a Arte, a Cultura, a Festa, o Jogo, o Espetáculo e o Turismo. Distante disto só permanentes e equivocados projetos mirabolantes de partidos políticos.
As feiras de arte no Brasil, se equivocam muito a algum tempo quando neglicenciam o mercado versátil primário, diante de um mercado de arte brasileiro tão diversificado por uma gigantesca diversidade produtiva ação artística de obras com varias vertentes criativas, vigorosas e personalíssimas de muitos artistas vivos que na sua grande maioria das vezes são totalmente desconhecidos do setor e batem na mesma tecla do insipiente mercado secundário. Sendo assim, o que ocorre repetidamente em cada nova versão destas feiras, são pequenos escândalos suprimidos por pouco tato, diante de obras duvidosas, pouco características e improprias de grandes nomes consagrados expostas induzindo ao erro ao frágil mercado consumidor e colecionador, que por meio de alguns vendedores pouco profissionais ofertam sem qualquer escrúpulo gatos a preços de oportunidade sem perceberem que são toscas lebres, de artistas mortos que muitas das vezes não tem como aferir de forma simples e direta a justa autenticidade. O mais grave de tudo isto, ainda é a errada mania de grandiosidade aos olhos das instituições privadas e governamentais, que chancelam em parceria e fundos estas feiras meramente comerciais e nunca dispõem de politicas publicas e privadas para invetivarem a arte, a cultura e as atividades artísticas dos pequenos artistas e dos novos talentos com valores empreendedores diferenciados que caminham solitários e órfãos de oportunidades perante o verdadeiro setor cultural brasileiro.
A boa arte é atemporal, comunica se em um dialogo mudo com o espectador infinitamente e de uma forma diferente, toda vez que ele com novos olhos, a vê.
Sem investimentos na educação, na arte e na cultura, mata se a verdadeira liberdade e a soberania das escolhas, ficando bem mais fácil a dominação por qualquer um para qualquer direção, sem incomodas resistências.
Gosto de arte como beleza, gosto de arte como vocação, expressão, como profissão, como educação, como cultura, como fé, como decoração, até como terapia ou como curtição mas não gosto de arte que pensa que é só aplicação, investimento, bonificação tributária, acervo financeiro, garantias, doações pervertidas, instrumentos de poder e corrupção.
O sentido social e político da arte está como ferramenta e plataforma para Educação e o incentivo sustentável do exercício da Cidadania Cultural ajustando, adaptando e preparando o individuo político cidadão-ser social para as novas realidades selvagemente impostas ao meio pela vida em grupo.
A arte contemporânea do século XXI cada vez mais se afasta das possibilidades de ser uma plataforma artística madura expressada por uma técnica ao rigor da técnica, primorosa de execução aliada ao equilíbrio de bom gosto e passa a ser uma instalação mecânica quase pré-fabricada por sucatas como uma brincadeira de mau gosto, dentro do conceito ideia de humor negro, uma piada sem graça quando não avança no desrespeito da cultura, da fé e da filosofia dos outros.Espelho próprio de um período crítico de nossa atual sociedade, doente, individualista, egoísta, perversa, compulsiva, competitiva, fundamentalista, exclusivista, enlouquecida e selvagem.
Toda vez que ouvir uma opinião taxativa muito exata sobre uma obra de arte, muito cuidado, pois todo aquele que assim o faz deve ter muito mais interesses de cunho matemáticos e financeiros que principalmente artísticos e históricos sobre a arte.
Difícil encontrar disciplina de produção no processo criativo na arte propriamente dita, existe sim jornadas de montagens de terceiros ajudantes na montagem de uma ideia e instalação como também na produção do artesanato ou nas artes contemporâneas que se utilizam das plataformas das artes de ofício, marcenaria, tapeçaria, tecelagem, cerâmica, gravura, escultura, entre tantas outras criativamente diferenciadas das obras e objetos de produção.Sempre senti uma distância muito grande do artista entre as horas certas, os prazos determinados e o tempo do compromisso.Distância está tão grande que admito ser mais como uma abstração ilustrativa e/ou uma teorização meramente conceitual de ofício.A arte precisa da liberdade e o artista em sua maioria do caos mas não para ordenar o caos mas sim torna lo compreensível e visível a partir de uma nova linguagem e/ou de um novo ponto de vista.
Entre eu e Caio Mourão, o papa da arte joalheira no país tivemos infindáveis embates e furtivas argumentações em plena " Calçada da Fama" em Ipanema no tempo que a Vinícius era a Montenegro. O cenário era sempre o conceito e re-conceito da arte joia no Brasil, distante das velhas escolas copistas de oficial de ourivesaria européia. Eu sempre defendendo meu ponto de vista da gema para o metal e o Caio, meu mestre e parceiro do metal para à gema, ambas estão certas.Mas em um ponto jamais divergirmos, que a maior fonte das inspirações criativas brasileira entre gemas e metais concentra se na nossa diversidade gemológica e biológica, dos minerais, da fauna e de nossa flora, exuberantes e dadivosas.
Das herméticas magias a arte é a mais antiga e a mais sobrevivente, a verdadeira alquimia do transmutar todos os nossos melhores sonhos em realidade. Encontramos ela no desenho que na magia do traço que transforma se em tranquilo oceano e em um suave firmamento, encontramos na música na nota que em conjunto ou pausadamente invade nossa alma por suavidade, encontramos na poesia e na dramaturgia na palavra que transforma se em cena, mais que um ato distante no palco espalha se na quarta parede como um intimo abraço. Afinal encontramos a alquimia da arte em todos os passos da vida e muito além da própria vida quando mortificamos à morte e transmutamos o fim derradeiro em um novo e próspero começo, tempo mágico de recomeçar pois somos magos, artistas, palhaços e alquimistas, do mundo do faz de conta e todos nossos sonhos venceram a verdade, o fatalismo e a tosca realidade.
Toda a arte é hoje as lembranças mais remotas de uma época ou uma idade em que à sociedade humana teve realmente ética, valores familiares, princípios, virtudes, educação, civismo, cidadania, personalidade e moralidade. Atualmente à máquina superou a mão de obra humana e o dinheiro enquanto valor passou a ser divindade, patrono e justificativa para todas às torpes atitudes de baixarias, abusos animalescos e incivilidades.
O gestor cultural é muito menos um especialista da educação, história, arte e cultura de um povo que um competente gerente de negócios e captador de recursos financeiros. Logo os museus, os acervos e os centros culturais na sua grande maioria são bem mais locais rentáveis ou no mínimo autossustentáveis das cadeias produtivas no centro das indústrias criativas.
