Arte
A expectativa de perfeição é o que esconde o artista. A verdadeira beleza da arte não está no acabamento impecável, mas na coragem de tirá-la do papel e entregá-la ao mundo.
"Isso é arte, uma melodia que se ouve, uma poesia que se conta, uma pintura a qual nos inspiramos e uma fotografia que nos marca em algum momento."
Nunca fui dividido entre arte e ciência. Sempre as vi como margens distintas do mesmo rio que atravessa a minha alma: uma contempla o infinito; a outra ousa decifrá-lo.
A solidão é revigorante para um coração, hoje, intolerante na arte de amar. Estive ofegante, pedindo a Deus a todo instante, me faça parar de chorar. Da desilusão e angústia, só eu sei o quanto me custa, ñ pensar nessa paixão. Estou aqui sozinho, seguindo meu caminho vivendo em oração.
Hoje eu quero a arte verdadeira, faço arte não pra ser passageira.
Trecho da música arte verdadeira.
Nem toda dor vira arte,
nem todo peito sabe lapidar;
mas quem encara o próprio abismo
aprende a se reinventar.
A arte da Paula não se limita à pele, ela atravessa.
Cada traço que ela desenha carrega intenção, história e uma precisão quase ritualística. Não é só tatuagem, é linguagem ancestral sendo reescrita em carne viva.
A tattoo maori exige mais do que técnica. Exige respeito. E Paula entende isso como poucos. Ela não copia, ela interpreta. Ela não marca, ela traduz.
O que ela fez em mim não foi apenas estética. Foi identidade. Foi força. Foi um símbolo que agora respira comigo.
Existe artista… e existe quem transforma pele em narrativa.
Paula é dessas.
E eu carrego isso comigo agora. Permanente. Como tem que ser.
Eu me moldo na arte, me visto, invento,
crio mil formas, me reinvento.
De todas que posso ser, eu deixo uma morrer,
pra outra versão mais forte nascer.
Sou mutação, sou mudança no vento,
meus passos marcam meu sentimento.
Quebro a corrente, refaço o caminho,
mesmo sangrando, não ando sozinha.
Recrio na dor, floresço no peito,
cada derrota me ensina o jeito.
Eu sou mil, mas nunca me perco,
matei uma parte, agora renasço inteira.
“A temperança é a arte de segurar o leme quando os impulsos querem transformar a vida em naufrágio.”
Do livro Tempestade Serena, de Nina Lee Magalhães de Sá.
