Arrancar do meu Peito
Vou esquecer o sabor
dos teus beijos,
te deletar de vez
do peito mesmo
que eu não durma
mais direito.
Não quero um amor
perfeito,
apenas alguém
que venha pra ficar
em meu peito
que não vá embora
quando conhecer
meus defeitos.
Nos olhos rios de águas
Na boca sorrisos engasgados, amarrotados...
No peito a dor do desprezo, da ironia
Sentimentos que guardo
Amor que disfarço, paixão que escondo.
Todos os sonhos serão guardados
Eu, apenas eu saberei de mim.
Mais uma vez, aqui vamos nós, amor.
Mais uma vez que eu tive o dia apertando o estômago
e o peito
e nem sabia o motivo
Nos desencontramos tanto
que agora parecemos velhos amantes
que são novos, por ironia.
Eu torci para o mundo
e para qualquer deus que pudesse ouvir
para que nós não perdêssemos o amor
e não perdemos
ele está sentado aqui nesse sofá, nos olhando
Me abrace firme
Me beije como quiser
e da forma mais bonita que conseguires
eu não consigo amar outra mulher
nem sou louco, ao ponto de querer
Te esperei, hoje
como espero em todos os intervalos
dos piscares de olhos
Te esperei hoje, para que pudéssemos nos ver
de novo
com os mesmos olhos que se amam
A saudade levou minha fome
e trouxe de volta as minhas orações antes de dormir
Sim, eu rezo.
Eu rezo por meus pais
eu rezo por ti, todos os dias
Pois não há travesseiro
nem ocupação
que me faça ficar tranquilo
sem me preocupar que o mundo te machuque
quanto me machucou
Mas tome teu tempo
meu quarto ainda é teu
minha gata ainda mia como antes
a saudade ainda é só tua
meus braços, também
Nem que não entendam minha dor
eu sempre convivi
e só acharei sossego
nos braços teus
Pois não é na esquina que se encontra o amor
nem sonha em casamento
nem cria os filhos
É no peito
é no cultivo
é na saudade
é nesse sofá
e nos meus poemas - que são pedaços dolorosamente verdadeiros de mim
Eu te amo
e só sei o que traz, isso
não peça que eu explique.
Eu te amo
segure firme
eu já plantei minhas raízes
eu já construí a nossa casa
Eu te amo
fique como quiser
os tijolos do meu peito
foram feitos
com o fogo da tua presença.
Natal Nordestino.
Que a chuva seja um presente
que a terra fique encharcada
que a dor no peito da gente
possa enfim ser descartada
que o Nordeste siga em frente
que o Natal traga a semente
de uma vida abençoada.
Ás vezes, fico triste, tenho vontade de chorar, chega dar uma dor fina no peito, garganta seca, uma lágrima ameaça rolar.
Mas ai, respiro fundo, respiro de novo, engulo a saliva, arregalo os olhos exercitando-os com todas as minhas forças,flexiono o maxilar, acredito que tudo será diferente no amanhecer.
Me permito um sorriso, me acalmo...
E ai o amor chegou
Veio em canções, ventos.
Me fez viajar em ondas
Bateu no peito.
Acordei sonhando
Em maresias
Viajei,
Cair na chuva
Agarrei teus olhos
E sair,
Amando !
Há feridas que são abertas no peito de quem sofre, e tempos depois, mesmo que perdoe ou finja esquecer, a cicatriz sempre estará lá pra te lembrar de quem te fez sofrer.
TERRA QUENTE FRIA
Estas fragas da serra que eu tanto amo
Estas estevas que me aquecem o peito
Este ar que os meus pulmões respiram
Esta terra que vive agarrada a minha pele
Ei, psiu!
Você mesmo que diz ter um AMIGO DO PEITO... aqueeeele que muito te escuta quando você quer sempre dividir alegrias e grilos. Aquele que quando você está solitário pensa logo nele.
Aquele que se preocupa até quando você demora pra ligar, aí vem o pensamento positivista e ele logo diz: ele não me ligou porque deve ta feliz.
Aquele que você procura pra tomar 'umas' e ele vai todo alegre só por gostar de sua companhia. Por mais que esse amigo esteja com problemas, sempre escuta os seus.
Aquele que cuida de você. Te protege. Dá na sua cara se for preciso, só pra não te ver fazendo burrada.
Você sabe o que está se passando na vida dele?
Você ja ligou pra ele sem nenhum motivo?
Você alguma vez perguntou como ele está, ou já disse a ele o quanto ele é importante em sua vida?
Não estranhe quando você procurar por ele e não o encontrar.
O ser humano só dar valor quando perde.
Cative quem te ama. Quem cuida de você mesmo de longe. Cuide de quem gosta de VOCÊ de graça.
Corre e me abraça
Me beije de ternura
me ame de paixão
Acalenta-me em seu peito
Deixe-me molhar sua camisa com minhas lágrimas
Diz "Shhh pequena vai dar tudo certo"
Mostra que me entende
Deixa eu deitar em seu peito e dormir
Me acorde com seus beijos
Diga "Eu te protejo"
E por favor volta pra mim!
Ela tem um brilho diferente nos olhos. Carrega no peito, um coração cheio de amor pra dar. Tem dentro de si, uma fé inabalável. Seus gestos são simples, sua vida tem sentido e seus passos, direção. Ela tem doçura no falar. Ela tem a luz de uma estrela. Ela tem DEUS!
"LÍRIOS E ROSAS"
No peito saltam as pétalas de lírios
Sei que secaram o musgo
As trepadeiras
Onde nutrem as palavras desfolhadas
Das carícias do vento
Dos beijos
Feitas, refeitas dos sentidos esquecidos
Perfume das rosas
Plantadas no deserto
Sede que se mata de palavras
Em cada manhã
Estremeço com o teu cheiro
Respiro a tua alma
Na ponta dos meus dedos
Invento as tuas palavras
Como me fazes falta
Quando a solidão me procura à noite
Simples melodia da tua voz
Que encharcaram os ouvidos
No peito saltam pétalas de lírios
Adormeço meu amor
No aconchego de um colo que conheço, o teu.
2015
CALAR A VOZ
SENTIR NO PEITO O AMAR
VER VOCÊ SORRIR
E BRINCAR
VER VOCÊ SORRIR
E ME AMAR
EU AMO VOCÊ
SEI QUE VOCÊ
UM DIA VAI TRILHAR
OS TRILHOS DO AMOR
E SE DESCOBRIRÁ
NÃO DEIXE DE SORRIR
E DE BRINCAR
NÃO DEIXE DE AMAR
VOCÊ ME TEM
EU AMO , VOCÊ !!!
A cabeça se perde em meio as nuvens...
As grades que há em seu peito se preencher de ar rapidamente..
Ela deseja o ser que não se pode ter...
Caminha para onde os pés não querem ir...
Se contém onde não deveria estar...
E se arrepender pelo ato de não tentar...
Se choca com o muro que jamais deveria parar...
Se ensanguenta com o sangue que nem devia tocar...
E se despreza pelo julgar..
HOJE TALVEZ HOJE
Hoje deixa-me apenas
Descansar a cabeça no teu peito
Vou adormecer
Aconchegar-me entre os teus braços
No silêncio da tua voz
Entre os lençóis da nossa cama
Onde percorro cada palavra
Cada letra, cada verso
Como se do teu corpo se tratasse
Para sentir o teu calor
Junto ao meu, perder-me contigo
Ao perder-me de mim
Abraça-me meu amor, com ternura,
Sente-me em cada manhã
Não é pela idade, nem pela distância
Que o nosso amor arrefece
É por não experimentarmos
O grito contra o nosso próprio silêncio
Tantas vezes quietos, sem pensarmos
Não sentimos o coração
Hoje talvez hoje, na certeza meu amor
Adormeça nos teus braços
No silêncio da tua voz
Entre os lençóis da nossa quente cama.
2015
As pessoas que amo trago aconchegadinhas do lado esquerdo do peito, na alegria do sorriso e no pulsar do meu coração.
Eu tenho a idade do amor que tenho a vida
Eu tenho a idade do sorriso que trago no peito
Eu tenho a idade das lembranças do que passei
Eu tenho a idade da saudade dos que se foram
Eu tenho a idade da felicidade que em mim habita
Eu tenho a idade da paixão de adolescente
Eu tenho a idade da lua, do sol
Eu tenho a idade das ondas, do mar...
Eu tenho a idade do meus sonhos,
Eu tenho a idade do poeta, da poesia,
Eu tenho a idade da beleza que vejo nas flores
Eu tenho a idade do jardim que me perfuma
Eu tenho a idade do voo das borboletas
Eu tenho a idade das cores que me retrata
Eu tenho a idade do artista, da arte.
Eu tenho a idade do palhaço que interpreta
Eu tenho a idade do ator que se transforma
Eu tenho a idade do idoso de noventa
Eu tenho a idade da garota de quinze,
Eu tenho a idade da fantasia que me veste
Eu tenho a idade da canção que me toca
Eu tenho a idade do violão que me canta,
Eu tenho a idade do coração que bate,
Eu tenho a idade do sangue que pulsa
Eu tenho a idade das palavras,
Eu tenho a idade do silêncio
Eu tenho a idade da garota
Eu tenho a idade da donzela,
Eu tenho a idade da pureza,
Eu tenho a idade do tempo
Eu tenho a idade da mulher,
Eu tenho a idade da menina
Eu tenho a idade da criança
Eu tenho a idade do que vivo.
ALMA DE PRANTO
Quando a dor não cabe no peito
A alma transborda de solidão
Não conheço, não quero conhecer
Ou talvez conheça a minha escuridão
Como posso lidar com a dos outros
Nas lousas frias, chegam as aflições
Rasgam o sol da escuridão já tão longa
Palavras duras que transbordam
Excessivamente a luxúria na sua ausência.
Solidão morta habitada, reservada e fria
Resignação quando o medo se torna grande
E a liberdade é tantas vezes pequena
Onde se descansa o corpo na cama estreita
A roupa que se veste, na alma é apertada
Cumplicidade que cresce sem asas
Silêncios de deslumbramentos sombrios
Perpétuos olhos feitos, em ousadias comum
Dor transbordada sem contingência solta no peito
Como posso lidar com a escuridão dos outros
Se não conheço a minha própria escuridão.
