Aprendi que Nao Importa
E num segundo escuro sentei e chorei, não que houvesse dor, não que houvesse mágoa, não que houvesse culpa ou qualquer outra desculpa manjada, mas não que não houvesse nada..
Eu chorei por tudo que não muda e pelo que muda e eu queria manter, chorei por tudo que custa e o que não dura também..
Eu chorei pela margarida murcha, pelo relógio em marcha, pelo tempo que eu deixei, chorei pela saudade alvura, por essa nossa loucura, por essa sanidade segura..
Eu chorei pelo que falei, pelo que ouvi e pelo que calei, chorei pelas chances desperdiçadas, pelas lágrimas disfarçadas, pelas alegrias forjadas..
Eu chorei por quem não vive, por quem morre e se levanta toda manhã, por quem anda entre a gente sem estar presente..
Eu chorei pela manchete do jornal, pela realidade das minhas janelas, pelos gritos de alerta que não soam, chorei por um pouco de humildade, um pouco de simplicidade, um pouco de integridade.
Eu chorei pelo que não mudei, pelo que evitei, porque não acordei, chorei por quem pode e não muda, por quem ouve e não escuta, por quem acorda e não luta..
Eu chorei por defeitos e erros, por passados e medos, por memórias que não eram minhas, e pelas minhas também, chorei pela distância de duas pessoas lado a lado, pelas mentiras que viraram hábito, pelos sentimentos alarmados, sem intensidade, sem verdade..
Eu chorei por crianças que matam, por crianças que trabalham, por crianças que geram crianças, chorei por adultos que brincam, por adultos que se omitem, por adultos que não pensam..
Eu chorei pelos valores que eu não aceito, por uma justiça que não tem nada de direito, por uma vida que eu não quero, chorei por quem não merece e sofre, por quem não quer e morre, por quem não aceita e é mudo, por não ter essa crença de um mundo futuro..
Eu chorei e não faz diferença e talvez escreva e dê na mesma, chorei porque aqui sorrir é coisa de gente boba, porque sorrir não dá grana, porque sorrir é pra quem tem dinheiro, um corpo perfeito, e um padrão de vida.. que eu não quero.
Talvez você não consiga mais me entender como antes. Mas, não se preocupe, isso não é exatamente um problema. Algo que talvez devêssemos conversar, mas não hoje, um dia. O que eu quero te dizer, é algo sobre o que eu não tenho certeza, algo que eu ainda não entendo. Não é novidade alguma para você o fato de eu não entender o que eu sinto, você mais do que ninguém nesse mundo sabe disso. Não quero ter que mentir, então irei direto ao assunto. Talvez você nunca mais escute isso de alguém, talvez ninguém sinta isso, ou pelo menos tenha coragem suficiente para dizer. Pois eu tenho e digo. Eu te odeio. Uma parte de mim não consegue aceitar seus defeitos. É idiota, mas é o que eu sinto. Suas atitudes as vezes me decepcionam, e muito. As coisas não são perfeitas quanto pareciam ser. Você sabe, antes tudo era mágia, você era exatamente o que eu queria. Pois agora, acho que a mágia se escondeu de mim. Mas isso não quer dizer que eu não eu te ame, eu te amo. Mas não te amo sempre, só às vezes. Quando você me abraça e eu sinto seu perfume no ar, quando você sorri e quando você me beija lentamente, quase parando. Isso é amar, não é? Se não for é algo bem parecido. Não quero que você mude, até porque sei que não funcionaria. Quero apenas te dizer a verdade, pois eu não consigo mais viver com mentiras. Depois da última vez, eu prometi que nunca mais iria fechar os olhos e deixar acontecer, assim a angústia só cresce. E eu não quero que dessa vez as coisas aconteçam como sempre. Preciso terminar essa carta, te lembrando que isso não é um adeus, nem um até logo. É apenas um: Eu continuarei aqui para sempre. Te amando e te odiando
Extragaláctico
Não diga que sabe, porque você não sabe.
As coisas sempre foram mais complicadas para mim, eu nunca dei sorte. Sou daquelas que não parece ser o que sente, e sente não parecer o que é. E saiba, é sempre assim, eu me entrego de vez. Eu sei que isso definitivamente não é bom, das vezes que me interessei por alguém, me ferrei - desculpe pelo vocabulário, mas é que eu não encontrei verbo melhor - e as vezes tenho o pressentimento que isso vai acontecer de novo, agora com você. Não quero, de novo não.
Você surgiu do nada e se tornou tudo. E por mais que eu saiba de cor todas as frases prontas do mundo, eu nunca consigo dizer, não para garotos como você. Eu não está por perto. Você me trava, e me anestesia. Não consigo parar de sorrir, é idiota mas eu não consigo. E você ainda tem coragem de dizer que eu não estou nem aí para você? Não inventa. Você sabe que o que eu sinto é amor, mesmo que eu não grite por aí e repita sempre, é amor. Daquele que engana o estomago, eu sei que não é fome. Daquele que não deixa dormir, também não é insônia. E não importa o que as pessoas digam sobre nós, ninguém consegue enxergar aqui dentro, onde você se esconde. Então suponho que nada que digam seja certo. Não se preocupe com isso meu bem, nosso amor é do tipo extragaláctico. Dois mundos diferentes e uma única língua, o amor.
É a primeira vez que realmente não sei o que esperar do futuro. Os sonhos simplesmente não parecem existir mais, como se não passassem de uma ilusão infantil cega por desejo de felicidade; as expectativas parecem frágeis e covardes, como se um obstáculo fosse o suficiente para causar sua destruição. Minhas expectativas têm medo de existir, e o que eu posso fazer senão aceitar esse fato? Agora somos apenas eu e minha consciência nesse quarto escuro, frio e imóvel. Não vejo portas para sair desse desespero sem enfrentá-lo, mas vejo paredes, e essas são limites invisíveis que existem apenas por existir, sem lógica, não como escudo, e elas refletem o que eu não quero ver em mim mesmo. Agora eu tenho certeza que, embora nos preparemos durante muito tempo para alguma coisa, essa coisa sempre irá nos afetar, é inevitável. E eu estou apenas preso comigo mesmo, sendo obrigado a encarar meus próprios demônios reais e imaginários… tudo por causa de uma ilusão… ainda me pergunto “por quê?”. Por que você desistiu de mim como se eu fosse um objeto defeituoso que pode ser descartado já que se tem milhões? Por que me tirou essa felicidade relativa? Sei que a realidade é essencial, mas você não poderia ter me deixado viver mais um pouco nesse mundo de ilusão? Sei que algumas pessoas se incomodam por viver em utopias, mas por que eu me incomodaria se essa sensação é tão boa? … Por que você me deixou para mim? … Sei que a vida não é algo que você pause ou espere: ela está sempre ocorrendo. E não há meio termo entre continuar e desistir, você simplesmente tem que ser forte para encarar os frutos das próprias sementes que colhe. Eu não sou contra isso… mas talvez não seja pedir demais pedir que você sempre esteja por perto, como em um tempo passado esteve.
NESTE ANO NÃO DESEJO NADA
Para este Natal e Ano e Novo não desejo saúde, amor, paz, prosperidade e nem dinheiro pra ninguém. Não desejo porque muitos já desejam e isso não muda o curso de ação da vida. Não faz com que as coisas aconteçam. Não significa, quase nada, além de meros desejos que na maioria das vezes não são verdadeiros.
Aos meus amigos não desejo. Eu ofereço. Ofereço companhia para o banho de chuva e para os Domingos à tarde.Não conte com a minha presença nas badalações de sábado à noite, sou da turma que prefere a conversa, o intimo, o contato. Ofereço o meu ouvido atento para mentiras sinceras e telefonemas noturnos. Ofereço-me para parques de diversão, teatro, livrarias, cinemas e shoppings ( Em menor quantidade, bem menor).Ofereço minha casa, meu quarto,minha cama pequena. Ofereço a minha in-ti-mi-da-de.
Ofereço-me ainda para dias de coração e cerveja gelada, mas especialmente para dias de copo e coração vazios; aqueles em que não há o que se fazer nem o que se falar. Ofereço- me como companhia pra luta contra o preconceito e a ignorância. Ofereço-me para todo tipo de erros e brigas, mas entenda quando eu precisar brigar com você, afinal de contas todo mundo precisa de alguém pra brigar de vez em quando. Ofereço-me para a sorveteria, pizzaria e para o cachorro – quente da esquina, ofereço também meu cartão de crédito.
Não ofereço bondade nem fidelidade porque não as tenho. Ofereço a possibilidade de você ser você mesmo em minha companhia. Ofereço a mim mesma - inteira. Não ofereço minha amizade eterna, mas te ofereço o meu amor agora.
DIFERENCIAL.
Todos os dias me deparo com os sonhos que ainda não vivi,
Com os objetivos que ainda não alcancei.
Deparo-me com os sentimentos que ainda não amei....
Vivo uma frenética rotina de desencontros.
Vivo um mito de realizações, e em determinados momentos,
acredito ser tudo trivialidade.
Se não fora o meu eu a gritar!
Se não fora eu lutando contra meus próprios paradigmas,
Eu estaria sujeita a ser mais uma no mundo!
As pessoas devem entender que ser intolerante, não significa ser grosso ou mal educado e sim, não ser otário dos outros...
A vida é mesmo uma montanha russa e depois que se entra no carrinho, não tem mais como fugir. Só nos resta escolher se gritamos de olhos fechados e perdemos essa grande aventura ou se levantamos os braços e curtimos o vento no rosto.
Tenha um pouco de fé...
-O Senhor não se cansa de tentar?
-Deixe-me responder com uma história. Era uma vez um vendedor, certo? E ele bate numa porta. O homem que atende diz: "Hoje não preciso de nada." No dia seguinte, o vendedor retorna. "Fique longe daqui", diz o homem. No outro dia, o vendedor está de volta. O homem grita: "Você de novo! Eu avisei!" O sujeito fica com tanta raiva que cospe na cara do vendedor. O vendedor sorri, enxuga o cuspe com um lenço, depois olha para o céu e diz: "Deve estar chovendo." Mitch, a fé é isso. Se cospem em seu rosto, você diz que deve estar chovendo. Mas mesmo assim, volta no dia seguinte.
De um sermão do Rebbe em 200
- Caros amigos. Estou morrendo.
Não fiquem perturbados. Comecei a morrer em 6 de julho de 1917. Foi o dia em que nasci e, segundo o nosso salmista, "Nós, que nascemos, nascemos para morrer".
Bom, eu ouvi uma história que trata disso. Um ministro visitava uma igreja no campo, e começou o sermão com um alerta estimulante:
"Todo mundo dessa paróquia vai morrer!"
O ministro olhou em volta. Notou um homem no banco da frente dando um largo sorriso.
"porque está achando tão divertido?", perguntou.
"Não sou desta paróquia", disso o homem. "Só vim passar o fim de semana com minha irmã."
Eu sei que você será uma estrela no céu de um outro alguém, mas Por quê? Por quê? Por quê? Não pode ser, não pode ser o meu (céu)?
