Aprendi com Relacionamento

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"(...) Aprendi que a vida é
o melhor presente de Deus.
Que o perdão, é o melhor
remédio do coração, que
as Lágrimas as vezes são
necessárias para se decidir
mudar, que a felicidade esta
mais perto que se imagina.
Aprendi que não se escolhe
a quem amar, e que se não
cuidar o amor pode acabar.
Aprendi que não custa nada
dar um sorriso. E bom dia
pode mudar o dia de alguém.
Aprendi que a dor faz parte da
vida, mais o sofrimento só
fica se eu permitir. E aprendi
que não preciso depender de
ninguém para ser feliz, mais
gostaria fazer parte da sua
felicidade.

Vou aprendendo com os erros que vivi, vou crescendo com a verdade que aprendi.

“Entre o escuro e o silêncio, aprendi a transformar melancolia em beleza.”

Sou essa mistura de rocha com folha ao vento,
Metade indo, metade ficando.
Aprendi que a direção é mais importante que a velocidade,
Mas nesse exato momento nem sei se estou em movimento
Muito menos se estou indo para algum lugar...

Nunca me arrependi e pedi perdão pelos meus erros, chorei, sofri muito! Mudei, aprendi.

Com a minha experiência aprendi pelo menos isto: que se uma pessoa avançar confiantemente na direção de seus sonhos, e se esforçar por viver a vida que imaginou, há de se encontrar com um sucesso inesperado nas horas rotineiras.

Aprendi com Nietzsche, em
"Ecce Homo", o Amor Fati,
amor à vida, o que passa
em seu decorrer e aceitação.

⁠Não me ensinaram muitas coisas. Aprendi a me manter de pé pela falta de opção.

⁠Aprendi que devemos dizer toda a verdade. Tudo que sentimos. O que aconteceu e porque aconteceu. Dessa forma não haverá mal entendido e nem brecha para o outro pensar coisas que nunca existiram.

A Geografia dos Que Não Sabem Viver


Nunca aprendi a viver.


Talvez ninguém tenha aprendido.


Talvez chamemos de existência
a longa repetição de gestos
que fazemos antes de descobrir
que não levam a lugar algum.


Nasci tarde demais para a esperança
e cedo demais para o esquecimento.


Desde então,
habito uma espécie de intervalo.


Não pertenço às ruas,
mas também não pertenço ao silêncio.


Sou hóspede de lugares
que desaparecem quando alguém acende a luz.


É ali que resido:


entre o eco de uma voz
e a voz que já não existe,
entre a sombra de um corpo
e o corpo que partiu,
entre aquilo que desejei
e aquilo que tive medo de desejar.


Há uma crueldade particular
em continuar vivo
quando já não se espera nada da vida.


A esperança, quando envelhece,
não se transforma necessariamente em desespero.


Às vezes transforma-se em hábito.


E há hábitos mais difíceis de matar
do que qualquer esperança.


Carrego dentro de mim
uma cidade construída sobre ruínas.


Cada rua conduz a uma ausência.


Cada janela dá para alguém
que não voltou.


Cada quarto conserva o cheiro
de uma coisa que terminou
sem jamais ter começado.


É estranho perceber
que podemos sentir saudade
daquilo que nunca tivemos.


Talvez seja essa
a forma mais pura da melancolia:


sentir falta
de uma vida que nunca nos pertenceu.


Meus desejos também envelheceram.


Já não gritam.


Já não imploram.


Permanecem no fundo de mim
como moedas enferrujadas
no bolso de um homem morto.


Ainda posso tocá-los.


Ainda posso senti-los.


Mas já não consigo gastá-los.


Desejo o amor
como um condenado deseja a liberdade:


não porque saiba o que faria com ela,
mas porque precisa acreditar
que existe uma porta.


E talvez não exista.


Talvez todas as portas sejam apenas
formas arquitetónicas da nossa ilusão.


Talvez a liberdade seja
o nome elegante que damos
ao intervalo entre duas prisões.


Por isso permaneço.


Não por coragem.


Não por fé.


Permaneço porque até o abandono
exige uma certa perseverança.


A noite me conhece pelo nome.


As sombras já não me assustam.


Elas aprenderam a conviver comigo.


Às vezes sentam-se ao meu lado
e não dizem absolutamente nada.


É a conversa mais honesta
que já tive.


Então penso:


e se a vida nunca tivesse sido feita
para ser compreendida?


E se compreender fosse apenas
mais uma maneira de destruir
o pouco mistério que nos mantém respirando?


Talvez eu não esteja perdido.


Talvez não exista lugar algum
para onde voltar.


Talvez esta sensação de estar ausente
seja a única forma de presença
que me foi concedida.


A madrugada chega.


O mundo começa novamente
a fingir que amanhã importa.


Eu permaneço diante da janela.


Lá fora, alguém ri.


Um carro desaparece na esquina.


Uma mulher fecha as cortinas.


Um homem acende um cigarro.


E por alguns segundos
tudo parece absurdamente vivo.


Então percebo uma sombra atrás de mim.


Ela não estava ali antes.


Não me viro.


Porque existe uma pergunta
que passei a vida inteira evitando:


se tudo aquilo que perdi
continua vivendo dentro de mim...


então quem, exatamente,
é que está vivendo
quando eu já não estou?

Na vida aprendi que estamos sempre em constante mudança, vivenciando dias bons e dias ruins, resta-nós suportar e extrair os ensinamentos trazidos pelos dias ruins, usufruir as alegrias dos dias bons e por fim entender que aquilo que colhemos e consequência do que plantamos.

Que tal plantarmos boas sementes!

Aprendi a identificar ausências que não doem e presenças que adoecem. Descobri que saudade não é medidor de afeto, é apenas o eco do que fazia sentido. Algumas pessoas me fazem falta; outras só faziam volume. Foi libertador perceber a diferença.

Fui sombra do que era, hoje sou luz do que aprendi.

No deserto aprendi que um sopro salva, o mínimo, no lugar certo, mantém a vida, nunca subestime o gesto pequeno de ajuda, um sopro fez a diferença entre cair e seguir.

A dor não me define, mas me educa, ela me mostra caminhos que a alegria disfarça, aprendi a respeitar o que me feriu, porque foi através disso que ganhei força, e agora carrego orgulho das cicatrizes que tenho.

Aprendi que o perdão cresce em terreno pedregoso. Não é flor que se planta em rega fácil, é erva resistente. Cresce entre rachaduras, na margem dos dias amargos. Quem perdoa carrega uma pedra a menos no peito. E o corpo, mais leve, volta a ouvir sua própria respiração.

A vida já me virou do avesso tantas vezes, que aprendi a gostar do lado contrário, é nele que mora minha força mais silenciosa, eu sobrevivo porque me reinvento, e me reinvento porque me recuso a desistir.

No terreno estilhaçado onde a minha dor cavou raízes, aprendi que o corpo é um manual de guerras antigas, cada cicatriz uma sentença gravada na pele que o tempo tentou apagar, mas não conseguiu, e é nessa arena interna, entre o sopro de horror e o fio tênue da esperança, que a alma, ferida e incansável, se levanta como chama obstinada na noite, jurando ser mais que sobrevivência, ser prova viva de que o abismo pode engolir um corpo inteiro e, ainda assim, não apagar a luz que insiste em nascer no silêncio entre uma respiração e outra.

Orar sem cessar


Aprendi que a oração não é um lugar para onde vou. É um lugar onde permaneço.


Sim, há momentos em que o silêncio de um quarto fechado se faz necessário. Há dias em que tudo o que preciso é parar, respirar e derramar a alma diante de Deus. Jesus nos ensinou o valor desse encontro íntimo. Mas limitar a oração a esses momentos seria esquecer que Deus caminha comigo também do lado de fora.


Oro enquanto estou viva.


Converso com Deus enquanto trabalho, enquanto cuido da casa, enquanto lavo a louça, enquanto caminho, entre uma fotografia e outra, enquanto observo o mundo através da minha lente. Muitas das minhas orações sequer atravessam os meus lábios. São diálogos silenciosos, profundos, que nascem no pensamento e encontram um Deus que conhece cada palavra antes mesmo que ela seja pronunciada.


É isso que entendo quando a Bíblia nos exorta a "orar sem cessar". Não significa viver ajoelhada o tempo todo, mas viver consciente da presença de Deus o tempo todo.


Orar é transformar a rotina em comunhão.


Também descobri que algumas orações precisam ser escritas. Não porque Deus necessite ler aquilo que já conhece, mas porque eu preciso me lembrar do que entreguei. Escrever é um ato de fé. É registrar o que pesa, o que espero, o que temo e aquilo que ainda não compreendo.


Quando Deus responde, essas palavras deixam de ser apenas orações. Tornam-se testemunhos.


Voltar a elas é perceber que Deus já estava trabalhando quando eu imaginava que apenas escrevia. Cada página se transforma em memória da Sua fidelidade, lembrando-me de que nenhuma oração sincera se perde diante d'Ele.


A oração não é uma obrigação religiosa, nem um conjunto de palavras decoradas. É relacionamento. É abrir o coração sem máscaras, sem discursos elaborados, sabendo que Deus não espera uma eloquência perfeita, mas uma sinceridade inteira.


Por isso, não espero o momento ideal para falar com Ele. Eu O encontro em qualquer lugar, porque Ele está em todos eles. Faço da oração uma conversa contínua, um diálogo que atravessa os meus dias e habita os meus silêncios.


Porque a oração não interrompe a vida.


Ela é a maneira como escolho vivê-la, em constante diálogo com Aquele que nunca deixa de me ouvir.

​"Aprendi que o 'sim' para o mundo é, muitas vezes, um 'não' para a minha alma. Decidi que minha quietude não aceita suborno, nem mesmo em forma de elogio."