Aprende que Nao Importa o quanto Vc se Importe
Perceba o quanto antes, onde não é bem vindo, tratado como um alguém nada importante, assim, não permaneça ao lado de quem não quer estar de fato contigo, não se humilhe, não force a barra, não cobre o que deve ser recíproco e prestado espontaneamente através de um entrosamento genuíno,
não seja uma pessoa inconveniente, não aceite menos do mínimo saudável, já que não é necessário muito para se fazer presente, ainda que haja muita distância, alguns desentendimentos e encontros pouco frequentes, só não pode haver o triste descaso, um total desinteresse, que traz apenas desagrados, males evidentes.
E não se trata de viver de um jeito amargo e cheio de frieza e sim de compreender que tudo é temporário, que, portanto, não vale a pena desperdiçar o nosso tempo, sendo uma das coisas que temos de mais valiosas com fingimentos, convivências forçadas, tendo uma falta de respeito com a própria existência, um agir inadequado.
"Não basta achar que ela sabe quanto você a ama. Ela precisa ouvir isso. Porque palavras têm força, e um 'eu te amo' diário pode transformar qualquer dia."
Mickelve Santana
A liberdade não consiste em fazer tudo quanto se deseja, mas em não depender do arbítrio de quem pode impedir aquilo que a lei permite.
“Os anos dizem há quanto tempo existimos. Não necessariamente revelam há quanto tempo começamos a compreender a existência.”
“Quanto mais você precisa provar quem é, mais precisa perguntar por que ainda não consegue simplesmente SER.”
POR QUE SABER MAIS PODE NOS FAZER PERCEBER O QUANTO NÃO SABEMOS?
Existe uma ideia intuitiva de conhecimento segundo a qual aprender significa reduzir dúvidas.
Muitas vezes acontece o contrário.
Quanto mais profundamente conhecemos determinado assunto, mais percebemos suas exceções, limites, controvérsias e perguntas ainda abertas.
A ignorância pode ser confortável porque simplifica.
O conhecimento frequentemente complica.
Isso não é defeito. É maturidade epistemológica.
Quem conhece pouco pode enxergar duas alternativas. Quem conhece mais talvez perceba vinte.
Quem conhece pouco pode exigir certeza. Quem conhece profundamente talvez saiba exatamente por que determinada certeza não é possível.
Por isso, confiança e conhecimento não caminham necessariamente na mesma proporção.
Existe uma competência importante em conseguir calibrar aquilo que sabemos com aquilo que acreditamos saber.
Essa capacidade é fundamental para discernimento.
Não basta acumular conhecimento. Precisamos reconhecer seus limites.
A frase “não sei” pode representar ignorância.
Mas também pode representar uma das formas mais sofisticadas de conhecimento.
Há pessoas que não sabem porque não aprenderam.
E há pessoas que sabem o suficiente para reconhecer aquilo que ainda não podem afirmar.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
Não somos livres porque pensamos; somos mais livres quando conseguimos decidir quanto poder conceder ao que pensamos.
Carlos Eduardo Balcarse
O problema não é acreditar em tudo. É não saber quanto acreditar em cada coisa
Nunca tivemos acesso a tanta informação / desinformação. E talvez nunca tenha sido tão difícil decidir o que fazer com ela.
Uma notícia chega pelo celular. Um vídeo apresenta uma explicação aparentemente convincente. Alguém compartilha uma denúncia. Um especialista afirma determinada coisa. Outro especialista afirma o contrário. Uma imagem parece comprovar um acontecimento. Uma inteligência artificial responde com segurança. Milhares de pessoas repetem a mesma versão.
Em poucos minutos, não estamos apenas diante de informações.
Estamos diante de disputas pela nossa confiança.
É comum imaginar que o grande problema da desinformação seja acreditar no que é falso. Evidentemente, isso faz parte do problema. Fake news, golpes digitais, conteúdos manipulados e informações deliberadamente enganosas dependem, em alguma medida, da capacidade de obter credibilidade.
Mas existe uma dificuldade anterior e mais profunda.
Mesmo quando uma informação é verdadeira, ainda precisamos decidir quanto peso ela merece.
Verdade e relevância não são a mesma coisa
Uma informação pode ser verdadeira e irrelevante para determinada decisão.
Outra pode ser verdadeira, relevante, mas insuficiente.
Uma terceira pode estar parcialmente correta e conduzir a uma conclusão equivocada porque omite elementos essenciais.
Isso significa que verificar se algo é verdadeiro constitui apenas uma parte do problema.
A pergunta seguinte é:
O que essa informação me autoriza a concluir?
Essa distinção parece simples, mas altera profundamente a maneira como pensamos a alfabetização midiática, o pensamento crítico e o combate à desinformação.
Não basta separar verdadeiro de falso.
Precisamos aprender a distinguir evidência de conclusão, informação de decisão e presença de um argumento do peso que concedemos a ele.
O perigo daquilo que confirma o que já pensamos
Há ainda outra dificuldade.
Não recebemos informações como recipientes vazios.
Interpretamos aquilo que encontramos a partir de expectativas, experiências anteriores, emoções, crenças, interesses e referências sociais. Uma informação que confirma aquilo em que já acreditamos tende a encontrar menos resistência do que outra que ameaça nossas convicções.
É por isso que combater fake news apenas oferecendo mais informação pode não ser suficiente.
Às vezes, o problema não está na ausência de dados.
Está na maneira como atribuímos autoridade aos dados que recebemos.
Duas pessoas podem acessar a mesma informação e conceder a ela pesos completamente diferentes. E uma mesma pessoa pode exigir provas rigorosas para aquilo de que discorda e aceitar evidências frágeis quando elas confirmam aquilo em que deseja acreditar.
Pensar criticamente, portanto, também exige aprender a desconfiar da facilidade com que concordamos conosco mesmos.
Nem acreditar, nem desacreditar automaticamente
Existe uma falsa alternativa que frequentemente empobrece esse debate.
De um lado estaria a credulidade: acreditar em tudo.
Do outro estaria a desconfiança: não acreditar em nada.
Nenhuma das duas produz necessariamente autonomia.
Quem acredita automaticamente terceiriza o julgamento para aquilo que recebe.
Quem desacredita automaticamente pode continuar igualmente determinado pelo conteúdo recebido, apenas invertendo o sinal da resposta.
A questão mais importante talvez esteja entre essas duas posições:
quanto de autoridade esta informação merece receber de mim, nesta situação, diante das evidências disponíveis?
Essa pergunta desloca o problema.
Em vez de apenas aceitar ou rejeitar, passamos a calibrar.
Da informação ao discernimento
É nesse ponto que a discussão encontra o eixo das pesquisas que venho desenvolvendo sobre discernimento.
Tenho trabalhado com a possibilidade de compreender o discernimento não apenas como virtude abstrata, prudência ou expressão do chamado bom senso, mas como uma capacidade que possa ser descrita operacionalmente, examinada e submetida à investigação empírica.
Entre os conceitos explorados nesses trabalhos está a calibração discernitiva.
Em termos simples, não se trata apenas de perguntar se determinada pista, informação ou argumento está presente. Trata-se de investigar se o peso concedido a esse elemento é compatível com sua utilidade para o julgamento que está sendo realizado.
Essa diferença é fundamental.
Uma informação não deveria governar uma decisão simplesmente porque apareceu.
Uma afirmação não se torna mais verdadeira porque foi repetida milhares de vezes.
Uma fonte não se torna infalível porque possui autoridade.
Uma emoção não transforma automaticamente uma interpretação em fato.
E aquilo que confirma nossas convicções não recebe, por isso, maior valor probatório.
O desafio está justamente em aprender a ponderar sem simplesmente obedecer.
Educação contra a desinformação
Talvez por isso a educação para o enfrentamento da desinformação precise ultrapassar a orientação tradicional de “verificar a fonte”.
Verificar fontes continua sendo indispensável.
Mas podemos avançar.
O estudante pode aprender a perguntar:
Qual é a evidência?
O que essa evidência efetivamente demonstra?
Que conclusão estou acrescentando por conta própria?
Estou atribuindo peso excessivo a uma informação apenas porque ela confirma aquilo que eu já pensava?
Que informação seria capaz de me fazer mudar de posição?
Estou avaliando a qualidade da evidência ou apenas a intensidade da minha reação diante dela?
Essas perguntas deslocam a educação do conteúdo para a operação cognitiva realizada sobre o conteúdo.
É nessa direção que a Pedagogia do Discernimento, a Alfabetização do Discernimento Consciente e outros constructos que venho investigando procuram abrir uma agenda de pesquisa: não oferecer às pessoas uma lista definitiva daquilo em que devem acreditar, mas investigar maneiras de desenvolver melhores condições para que consigam avaliar quanto peso cada influência merece.
A autonomia começa onde termina o automatismo
Fake news são perigosas.
Deepfakes são perigosos.
Golpes digitais são perigosos.
Algoritmos capazes de selecionar aquilo que vemos também merecem atenção.
Mas existe um elemento comum atravessando todos esses fenômenos: Em algum momento, algo externo encontra um sistema humano que precisa interpretar, avaliar, ponderar e decidir.
É nesse encontro que a autonomia pode ser preservada ou perdida.
Por isso, talvez o enfrentamento da desinformação não dependa somente de produzir informações melhores.
Dependa também de formar pessoas capazes de não transformar automaticamente informação em convicção, convicção em certeza e certeza em ação.
Porque discernir não é simplesmente acreditar menos.
Também não é duvidar de tudo.
Discernir é aprender a decidir quanto peso aquilo que nos influencia merece ter sobre aquilo que decidiremos.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Autor e Pesquisador
O que define a cascata não é quanto se perde, mas quanto se perderia a menos se os filtros fossem independentes.
“Quando você triunfar na vida, para mim não será nenhuma surpresa, porque sei o quanto você lutou e sei do que você é capaz.”
A maldade de quem não aceita ideias mirabolantes é tão previsível quanto a falsidade dos elogios que essa mesma gente tecerá quando o seu projeto finalmente der certo apesar de todos os obstáculos.
A verdadeira fé não se mede pelo quanto decoramos as Escrituras, mas pelo quanto tratamos as pessoas com dignidade.
"O valor de uma pessoa não está no quanto ela não precisa dos outros, mas no quanto ela se dispõe a ser útil para o próximo."
"A nobreza de um ser humano não se mede pelo quanto ele zomba, mas pelo respeito com que trata os que andam na verdade."
"O valor de uma pessoa não está no quanto ela consegue arrecadar para os outros, mas em como ela trata os mais humildes quando ninguém está aplaudindo."
A arte que o Pedro Malazartes fazia não era tão interessante quanto a arte dos alunos iniciantes do projeto profissionalizante, a união constante que é tão desconcertante, que o observante ante as perspectantes iniciativas de formas não invasiva insentiva a massa ativa de maneira progressiva a ação definitiva.
Autor: (B.J)
Ter muitos relacionamentos não é sinônimo de felicidade ou experiência bem-sucedida. Quanto mais relações são vividas sem propósito, responsabilidade e maturidade, maiores podem ser as frustrações, decepções e marcas emocionais. No amor, quantidade não significa qualidade. Às vezes, viver menos histórias, mas construir relações verdadeiras, pode valer muito mais do que colecionar pessoas e decepções. Andrew Kust.
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