Aprende que Nao Importa o quanto Vc se Importe
Às vezes, “não sei” é intelectualmente mais honesto do que construir uma certeza inteira em cima de uma experiência subjetiva.
Você não passou bilhões de anos sofrendo porque ainda não existia. Simplesmente não havia uma experiência subjetiva daquele período.
A possibilidade pode assustar enquanto estamos vivos porque somos seres conscientes tentando imaginar a ausência da própria consciência. E isso é quase como tentar usar os olhos para enxergar a própria ausência de visão.
Talvez por isso a morte seja um dos maiores mistérios humanos.
Se existir algo depois da morte, nós descobriremos quando chegar a hora.
Se não existir absolutamente nada, não haverá um “eu” decepcionado por não ter encontrado nada.
Enquanto isso, existe uma coisa que nenhuma religião precisa convencer você a fazer:
viver o presente.
Porque seja qual for a resposta final, este instante é o único que você tem nas mãos agora.
E talvez seja justamente essa a pergunta que todas essas religiões, filosofias e tradições estão tentando responder de maneiras diferentes:
se ninguém consegue me garantir o que encontrarei depois que esta vida terminar, quem eu escolho ser enquanto ainda estou aqui?
BOM, eu não tenho religião, nunca me identifiquei com uma! Mas, a religião que conheço sempre diz que a bíblia sagrada, é o único livro confiável que existe, mas existem TROCENTos livros sagrados por aí de OUTRAS religiões pregando as mesmas coisas ou não. Tipo, eu nasci no Brasil, a religião daqui predominante é o Cristianismo, é a que eu conheço e tenho acesso. É normal para mim, porém muito questionável também. Mas, imagina eu ter nascido na Índia, cultuar vários deuses, também seria normal para mim, porque nasci lá e está tudo certo, é o que conheço. BOM, se eu tivesse nascido na Coreia do Norte, por exemplo, não poderia ter nenhuma religião, e sim, está tudo certo, porque é a adaptação que conhecemos desde a infância. Bom, por isso não tenho religião, cada um condena a outra religião por isso e aquilo, e no final, se Deus é Deus, ele criou todos os humanos na terra, independente de religião. Não é porque não sigo tal doutrina, que Deus irá me condenar, como vai condenar, se nunca ouvi falar disso? A fé é individual. Cada um acredita no que acha adequado. Mas, os cristãos que conheço por aqui, querem empurrar goela abaixo "tem que ir para igreja, porque se não não vai ser salvo" bom, eu tenho a minha fé, eu acredito em Deus, eu parei de ir para a igreja porque me julgavam demais e me excluíam de coisas importantes. Quem estava lá no púlpito, fez isso. Então, se era para ter comunhão, não é o que se vê, dentro de um templo, que seria para trocar ideias sobre a vida e a fé. Também vejo gente maldosa, que mata animais, onde está sempre indo pra igreja todos os dias, e faz da sua casa, um inferno, nunca melhoram como pessoas. Eu também não gosto de ficar sempre ouvindo as mesmas coisas e mensagens, e é o que sempre fazem. Eu não quero estar junto de pessoas assim, que fingem ser o que pregam, quando vivem na verdade outra realidade. Bom, se existe Deus, ele vai sempre amar todos, mesmo aqueles que nunca ouviram falar de religião, porque na verdade, não faz sentido, uma pessoa obrigar outra a seguir algo, onde somente ela acha que está correta, e se acha a dona da razão.
UM desabafo! Affs...
Fé não é propriedade privada de nenhuma religião
Se Deus criou seres humanos diferentes, talvez a pergunta mais importante não seja “qual religião você segue?”, mas “que tipo de pessoa você se tornou?”
“Como Deus poderia condenar alguém por não seguir uma doutrina que essa pessoa nunca teve oportunidade de conhecer?”
Essa pergunta existe há séculos dentro da própria filosofia e teologia.
E mesmo dentro do cristianismo não existe uma única interpretação universal sobre isso.
Há cristãos que defendem que a salvação depende explicitamente da fé em Cristo.
Outros entendem que Deus julga cada pessoa considerando aquilo que ela recebeu, compreendeu e como respondeu à consciência e à verdade que teve acesso.
Existem ainda posições universalistas, segundo as quais a misericórdia divina pode alcançar todos de alguma maneira.
Portanto, até entre cristãos existem debates sérios sobre essa questão.
E isso é importante porque alguém dizer:
“Você vai para o inferno porque não frequenta minha igreja”
não transforma automaticamente essa afirmação em uma verdade universal. É uma interpretação teológica específica.
Deixar uma instituição religiosa não significa necessariamente abandonar Deus.
Uma pessoa pode abandonar uma comunidade porque se sentiu julgada, excluída ou ferida e continuar cultivando sua espiritualidade.
Da mesma forma, uma pessoa pode frequentar uma igreja e não possuir uma relação interior profunda com aquilo que professa.
A instituição e a fé não são necessariamente a mesma coisa.
Você pode acreditar em Deus sem querer pertencer a uma denominação.
Pode orar em casa.
Pode conversar com Deus enquanto está sozinha.
Pode ler a Bíblia sem transformar uma instituição em autoridade absoluta sobre sua consciência.
Pode inclusive discordar de determinadas interpretações religiosas e continuar considerando Jesus uma figura espiritualmente importante.
Isso existe.
E não é necessário fingir certeza onde você possui dúvida.
“Acredito em Deus, mas não acredito que uma instituição humana tenha o direito de monopolizar minha relação com Ele.”
Se Deus é realmente Deus, ele não precisa de um ser humano para defendê-lo.
E uma fé que precisa constantemente humilhar outras pessoas para provar que está certa talvez esteja defendendo mais a própria identidade do que o próprio Deus.
No fim, você pode continuar sem religião e ainda assim fazer perguntas profundas sobre Deus, morte, consciência, existência e propósito.
Talvez você nunca encontre uma resposta definitiva.
Existe uma coisa que considero muito mais valiosa do que possuir todas as respostas:
não permitir que ninguém pense por você.
Nem uma igreja.
Nem um líder religioso.
Nem um livro.
Nem uma tradição.
Você pode ouvir, estudar, questionar, comparar e depois decidir aquilo que sua consciência consegue sustentar.
Porque, se existe um Deus que realmente conhece cada ser humano, talvez Ele também conheça a diferença entre alguém que rejeita Deus e alguém que simplesmente se recusa a fingir que possui certezas que não possui.
E talvez a pergunta mais honesta que você possa levar consigo não seja “qual religião está certa?”, mas:
“Se Deus realmente conhece meu coração, o que Ele encontra quando olha para a pessoa que estou me tornando?”
Você pode pensar:
“Eu não quero frequentar uma igreja.”
Isso é uma escolha.
Outra pessoa pode pensar:
“Eu encontro minha espiritualidade justamente na comunidade da igreja.”
Também é uma escolha.
Você ter se afastado de uma igreja porque se sentiu julgado e excluído não significa que você tenha se afastado necessariamente de Deus.
Uma instituição religiosa pode decepcionar você.
Um líder religioso pode agir mal.
Uma comunidade pode ser hipócrita.
Uma pessoa pode usar a religião para controlar, humilhar ou excluir.
Nada disso prova que Deus não exista.
Da mesma forma, uma pessoa pode encontrar acolhimento, amizade e crescimento em uma comunidade religiosa. Isso também não prova automaticamente que aquela comunidade esteja certa em todas as suas doutrinas.
Deus e instituição religiosa não são sinônimos.
Se alguém diz:
“Vocês não têm Deus porque não vão à igreja”
você não precisa entrar numa guerra teológica.
Pode simplesmente pensar:
“Você não conhece minha relação com Deus o suficiente para fazer essa afirmação.”
Pronto.
Não precisa apresentar relatório espiritual, comprovante de oração, frequência celestial ou certificado de batismo atualizado.
Sua fé não precisa ser aprovada por ninguém.
Você pode questionar a religião.
Pode não gostar de igreja.
Pode não se identificar com nenhuma denominação.
Pode acreditar em Deus.
Pode ter dúvidas.
Pode mudar de opinião.
Pode ler a Bíblia e discordar de interpretações humanas.
Tudo isso pode fazer parte de uma busca espiritual honesta.
E talvez sua maior liberdade seja esta:
não precisar fingir uma fé institucional para convencer alguém de que você possui fé.
No final, se existe um Deus onisciente, ele não precisa que alguém faça uma inspeção religiosa na sua vida em nome dele.
Ele já saberia.
“Eu agradeço sua preocupação, mas minha relação com Deus não depende de frequentar a igreja.” PS: Vontade de dizer para alguém que julga minha fé o tempo todo 🥹
Quando a sogra constantemente repete e sufoca com:
“Vocês não querem saber de Deus.”
“Vocês estão no caminho errado.”
“Eu estou tentando salvar vocês.”
“Vocês precisam ir à igreja.”
Que sufocante...🥹
Você não precisa convencer ninguém de que Deus está na sua vida.
Aliás, se você acredita em um Deus que conhece pensamentos, intenções e coração, seria até estranho precisar apresentar argumentos para uma terceira pessoa provar que sua fé existe.
Sua espiritualidade pode ser silenciosa.
Pode acontecer dentro da sua casa.
Pode aparecer numa oração.
Pode aparecer quando você agradece por estar viva.
Pode aparecer na maneira como trata seu marido.
Pode aparecer na maneira como cuida de um animal vulnerável.
Pode aparecer quando você escolhe não fazer mal a alguém mesmo tendo oportunidade.
Pode aparecer na maneira como você atravessa uma fase difícil sem abandonar completamente a esperança.
Uma igreja pode ser importante para algumas pessoas. Mas uma construção não é a única localização possível de Deus.
Sobre a insistência da minha sogra...
“Ela tem a fé dela. Eu tenho a minha. Ela não precisa entender completamente a minha para respeitá-la.”
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