Aprende que Nao Importa o quanto Vc se Importe
Inclusão
Inclusão não é entrar no mundo dos outros;
é entrar no mundo dela.
É compreender, respeitar seus silêncios,
acolher seus gostos, suas atitudes, seus limites…
É enxergar o seu mundo através dos meus olhos.
Louca por você!
Os sentimentos se sentem,
não se explicam.
O amor não é um problema,
é caminho.
Por você, desprezei meus preconceitos,
lancei ao ar a minha sensatez,
esqueci velhos defeitos
e renasci outra vez.
Te amo não pelo que você faz,
mas pelo que acontece em mim
quando te vejo.
E o que eu sinto eu não consigo explicar.
Só sei que um calor sobe pelo meu corpo
e me deixa louca.
Louca por você!
Entre dois mundos
Não sou do tipo “normal”.
Mas eu sempre tive histórias
que não cabem no comum.
Logo depois da adolescência,
vivi algo que nunca esqueci.
Acordei…
ou achei que acordei.
Levantei da cama
e caminhei até a porta do quarto.
Tentei abrir.
Uma vez.
Duas.
Várias…
Nada.
Foi então que, sem entender,
olhei para trás —
e me vi.
Deitada.
Dormindo.
Havia duas de mim no mesmo espaço:
uma presa no corpo,
outra presa no quarto.
Me aproximei devagar…
como quem teme atravessar um espelho.
Tentei me acordar —
toquei, chamei…
mas era como tentar alcançar o vento.
Voltei até a porta.
Insisti mais uma vez.
Nada.
Então desisti.
Voltei para a cama.
Sentei ao meu lado
e, meio irritada, meio rendida, falei:
— Já que não consigo sair…
vou ficar aqui,
esperando você acordar.
E esperei.
Sem saber o que havia lá fora,
sem saber se alguém poderia me ver,
sem saber, sequer,
onde eu realmente estava.
Depois…
acordei.
Como se nada tivesse acontecido.
Mas, aos poucos,
as lembranças foram voltando —
como ecos de um lugar
onde ainda existo.
Nunca entendi
por que fiquei presa naquele dia.
Mas entendi outra coisa:
eu vou.
Vou a lugares,
tempos,
dimensões…
E, às vezes,
nem preciso estar dormindo.
Sempre vivi
entre dois mundos.
E, por muito tempo,
tentei negar isso.
Fingir.
Me encaixar.
Ser outra.
Hoje, não.
Outro dia, disse
a uma das minhas Pessoas Favoritas:
— Eu sou assim.
Ou me aceita…
ou não.
Ela ficou.
E, desde então,
não questiona mais —
admira.
Talvez porque, no fundo,
todo mistério só assuste
até encontrar
quem não tenha medo de olhar.
E eu aprendi:
não existe calmaria
sem a coragem da verdade.🌙
Forma de sentir
Não sei dizer se o que escrevo é
poema ou poesia…
acho que só sigo o que o meu coração diz.
É expressão em estado bruto.
Talvez uma prosa poética —
quando narrativa e poesia se misturam
até não dar mais para separar
onde termina uma
e começa a outra.
Eu não me preparo para escrever —
eu sinto…
e as palavras vêm.
Às vezes em silêncio,
principalmente quando estou ansiosa,
triste ou nervosa,
elas vêm em rimas,
como se a vida,
por um instante,
virasse melodia
só para me confortar.
Como um drama,
um conto
ou romance antigo —
talvez de filmes
ou de uma época desconhecida.
Escrevo quando algo transborda,
quando aperta,
quando precisa existir
fora de mim.
As palavras apenas saem —
e eu as escrevo.
Não sigo regras,
não penso demais…
apenas deixo acontecer.
As frases vêm como ondas:
às vezes calmas,
às vezes quebradas,
às vezes interrompidas…
como quem respira fundo
ou engasga com o próprio sentir.
Dou saltos —
de assunto,
de emoção —
como batidas irregulares
de um coração apaixonado.
E, muitas vezes,
quando termino,
leio de novo
com um certo estranhamento —
como se não tivesse sido eu…
mas, ao mesmo tempo,
sabendo que nunca fui
tão autêntica assim.
Talvez não seja texto.
Nem poema.
Muito menos poesia.
Talvez seja só
o meu jeito de sentir
ganhando forma. 🌙
Luz que não se apaga
Lana e Ian,
um dia eu me escondi
para caber no mundo…
diminui quem eu era
para não incomodar.
Mas vocês foram criados diferentes.
Eu fiz o possível para que fossem pessoas radiantes,
confiantes e com personalidade...
A vida, às vezes, ensina pela dor —
mas eu peço a Deus
que vocês aprendam pelo amor.
Que a fé de vocês nunca se apague,
que a bondade não endureça
e que os seus corações
sempre reconheçam o que é verdadeiro.
Que rezem e agradeçam sempre.
Que orem pelas pessoas
e por todos os seres vivos,
para que fiquem sempre bem
e protegidos de todo o mal...
Nunca deixem de acreditar nas pessoas,
nunca guardem rancor
e ouçam os seus corações.
Que, com o tempo, aprendam
que as coisas ruins existem
para algo ainda maior...
Enfim, eu criei vocês para brilhar.
Que sejam sempre luz na vida de alguém.
Então, levantem sempre a cabeça,
estufem o peito
e andem como donos do mundo.
Não se diminuam.
Nunca.
Quem ama vocês de verdade
não caminha ao lado limitando —
corre para acompanhar.
E, se algum dia tudo parecer incerto,
olhem para dentro…
é lá que Deus sussurra.
No Reino de Deus,
nada se abaixa para caber —
só entra quem vibra na verdade.
Só quem for realmente capacitado fará parte.
Então, meus filhos, não se apaguem.
Brilhem e, simplesmente, sejam felizes...
Sabendo que sempre fizeram o melhor que puderam.
Eu amo vocês!
Edineurai SaMarSi
Seu filho - em outra família
A vida espiritual não tem volta.
Uma vez sentida…
você nunca mais é a mesma.
Talvez você não entenda agora —
mas o que é seu… encontra um caminho.
Sempre encontra.
O texto diz que volta como neto.
Mas eu sinto que pode vir antes…
em qualquer rosto,
em qualquer criança que cruza o seu caminho.
Sem anúncio.
Sem milagre visível.
Só presença.
E, ainda assim…
você reconhece.
No meio de mil,
é aquela.
Algo chama.
Algo pulsa.
Algo sussurra: é ela.
E você escolhe…
de novo,
e de novo,
mil vezes, se for preciso.
Porque o amor —
quando é de verdade —
não precisa de explicação.
Nem de forma.
Pode vir em
uma criança especial ou
de outras maneiras
não convencionais.
Você vê traços,
marcas,
gestos…
um pedaço seu
em alguém que não te pertence.
E, mesmo assim… é.
Vem uma paz estranha,
dessas que abraçam por dentro.
Até que, um dia,
distraída,
ela te chama de “mãe”…
tão natural
que o mundo para por um segundo.
E a lágrima vem —
não de tristeza,
mas de reconhecimento.
Eu não sei se isso é bênção
ou prova.
Ver de longe…
amar em silêncio…
esperar.
Mas, no fundo,
fica a certeza quieta:
o amor não se perde.
Ele só muda de caminho…
até voltar pra casa.🌞🌜
Não é preciso saber o caminho,
nem onde vai chegar.
Basta sentir —
é a sua fé que te guia.
Não adianta se prender à razão,
porque os maiores milagres
não são explicados pela
ciência.
Entre o toque e o cuidado
Às vezes, não é sobre o outro…
é sobre o preconceito que mora dentro dele —
ou dentro de quem o protege.
Eu nunca soube ver “deficiências”.
Vejo energia.
Sinto presença.
E, quando a minha energia encontra a do outro,
nasce em mim um gesto simples:
um abraço,
uma palavra,
um carinho que não pede explicação.
Mas o mundo anda na defensiva…
e o afeto, que deveria ser leve,
vira invasão aos olhos de quem tem medo.
Eu não me aproximo sem caminho.
Sempre há um antes —
uma convivência,
um silêncio compartilhado,
um laço invisível se formando devagar.
Outro dia, me disseram:
“Ela é adulta.”
E aquilo ficou em mim.
Voltei para dentro,
revisei meus gestos,
me procurei nas minhas intenções…
e encontrei o mesmo de sempre:
carinho.
Porque com todos é assim —
e de todos, o carinho voltou.
Mas, ainda me contive.
Segurei o gesto.
Guardei o abraço.
Mesmo sentindo que, às vezes,
quando o afeto não é recebido,
não é recusa…
é proteção de alguma dor.
Depois, veio a confirmação:
existia, sim, um cuidado ali,
uma história sendo tratada em silêncio.
Mas eu não desisto.
Nunca desisti de ninguém.
No Natal, prometi um abraço.
Antes que dissessem outra vez
o que ela já não era criança,
eu disse o que eu era naquele instante:
“Eu gostaria muito de receber "esse" abraço…
mas, já que não é possível,
então eu apenas dou.”
Porque amar, às vezes, é isso:
não esperar retorno,
não medir resposta,
não endurecer o gesto.
Só ser.
Talvez o mundo confunda idade com sentir.
Mas nem todo corpo acompanha a alma no mesmo tempo.
Há quem tenha trinta…
e um coração de oito,
delicado, sensível,
ainda aprendendo a confiar.
E há quem force encaixes,
rótulos, aparências —
como se crescer fosse caber
em uma forma pronta.
Mas sentir…
sentir nunca obedeceu calendário.
E eu sigo assim:
Me aproximando com cuidado,
respeitando limites,
mas nunca deixando de oferecer
o que há de mais bonito em mim —
o afeto. 🌛☀️
A ciência e o Amor
Amar não tem a ver com reciprocidade.
Na verdade, é raro encontrar um amor de verdade, incondicional. A pessoa já nasce apaixonada — ama sem saber, sem conhecer. Ama nesta vida e em outra, talvez espiritual…
apenas ama e espera.
Não há perguntas, muito menos respostas. A ciência é linda, mas limitada.
E, no íntimo, a pessoa sabe quem é…
e sente a sua contraparte —
um estranho que te completa.🌛🌞
Réu sem crime
Você não sabe o que é passar a vida inteira tentando provar a sua inocência, sem jamais ter feito nada…
Ser julgado apenas pela sua cor, pelo lugar onde mora, pela sua classe social…
Carregar, sem escolha, o peso de um olhar que condena antes mesmo de conhecer a sua história. 🌛☀️
Não é a distância que afasta as pessoas;
é a certeza de que você não é importante na vida da outra pessoa.
Filho Eterno
Dizem que não existe filho adotivo, que família é sempre família, e que, por algum motivo que ainda desconheço, ele nasceu fora desse ciclo… mas que o universo o trouxe de volta para o núcleo familiar.
Depois que ouvi isso, comecei a prestar atenção nas semelhanças. Acreditava que fossem fruto do convívio, mas como explicar um “adotivo” ter mais semelhanças na aparência e nas atitudes do que um filho biológico?
Porém, acredito que esse filho adotivo seja, na verdade, um Filho Eterno… aquele que te encontra em todas as vidas. Ele é um milagre, uma alma que já nasce carregando uma grande missão no mundo — e, talvez, a primeira delas seja justamente encontrar o caminho de volta para quem sempre lhe pertenceu.
Não preciso mexer nas obras de Deus.
Elas são perfeitas.
Até uma flor que se arranca precisa de um motivo, uma razão, uma circunstância;
caso contrário, é matar em vão.
A Roda Gigante da Vida
(Agendando o amor!)
Não tive tudo o que queria.
Mas tive tudo o que precisava.
Hoje sei que não acordamos simplesmente um dia e decidimos imitar alguém.
Não.
Vamos fazendo isso todos os dias.
Mesmo sem querer.
Mesmo sem perceber.
Vamos nos espelhando no outro, em cada atitude, em cada palavra, em cada escolha, em cada ação.
E, talvez, seja por isso que os nossos pais nunca vão embora completamente.
Eles continuam em nós.
No jeito como amamos.
No jeito como cuidamos.
No jeito como educamos.
Até mesmo nas coisas que fazemos sem perceber.
Naquela semana em que meu pai foi para o outro lado — um outro lado que, na verdade, é bem ali —, aconteceu algo que hoje considero um presente.
Sem saber que o tempo estava acabando, em uma ligação, eu me declarei para ele.
Falei.
Disse tudo aquilo que talvez já soubéssemos, mas que precisava virar palavra.
Precisava ser ouvido.
Falei da distância.
Da saudade.
E disse que, um dia, nada mais iria nos separar.
E, no final daquela semana, foi exatamente o que aconteceu.
Não existia mais distância entre nós.
Logo, não haveria mais ausência.
Ele não era perfeito.
Ninguém é.
Mas, quando se ama, ama-se por inteiro.
Não se ama apenas a parte bonita.
Não se colocam os defeitos para debaixo do tapete.
Ama-se a história completa.
Com acertos.
Com erros.
Com imperfeições.
Com tudo aquilo que faz alguém ser quem é.
E não havia remorso.
Talvez faltasse uma ou outra coisa que eu ainda não tivesse feito.
Não por orgulho.
Por “agendamento”.
Eu havia deixado algumas datas na minha agenda da vida.
Mas a vida não funciona assim.
Não podemos brincar com o destino.
Porque o destino é improvável.
Não podemos esperar que o outro amadureça, que enriqueça, que chegue ao topo de algum lugar qualquer, para então vivermos aquilo que queremos viver.
Porque, no final, nada disso importa.
Às vezes, você quer entregar um castelo de neve.
E o outro só precisa de um boneco de areia.
E, enquanto você espera o momento perfeito, pode estar simplesmente adiando a felicidade.
Agendando o amor.
Deixando para depois um abraço.
Uma palavra.
Um “eu te amo”.
Um encontro.
Uma presença.
E a vida não assina compromissos com a nossa agenda.
Tudo tem um ciclo natural para seguir.
E ele segue.
Mesmo vazio.
Mesmo ferido.
Mesmo quando não estamos preparados.
A vida segue seu curso.
Mesmo quebrada.
É matemática.
É física.
É como uma roda-gigante:
ela pode diminuir a velocidade, mas não pode permanecer parada.
Talvez seja por isso que hoje eu faça tantos brinquedos para os meus filhos.
Talvez eu esteja tentando, sem perceber, devolver ao mundo um pouco do que recebi.
Talvez seja por isso que ainda escrevo.
Para transformar lembranças em palavras.
Para transformar saudade em história.
Para transformar aquilo que vivi em alguma coisa que possa tocar alguém.
Porque, no fim, somos um pouco de tudo aquilo que recebemos.
E também de tudo aquilo que escolhemos oferecer.
Meu pai me deixou muitas coisas.
Algumas cabem nas mãos.
Outras, não.
Deixou lembranças.
Deixou ensinamentos.
Deixou exemplos.
E deixou, principalmente, uma parte dele em mim.
Talvez seja essa a verdadeira herança dos pais:
aquilo que permanece quando eles já não podem mais estar fisicamente ao nosso lado.
A todos os pais.
Principalmente aos que refletem bondade.
Aos que ensinam pelo exemplo.
Aos que constroem castelos, mesmo que sejam de madeira, de areia ou de sonhos.
Aos que plantam árvores sem saber quem um dia descansará à sua sombra.
Aos que amam.
Aos que cuidam.
Aos que deixam raízes.
😍 Feliz Dia dos Pais, mães, avós, tios... 😍
Telepatia: entre o real e o imaginário
— Eu amo você todinho...
Não, não é aquela música.
— Amo a sua orelha...
— A orelha?
— Aham...
Amo o seu cabelo, mesmo sem nunca tê-lo tocado, sem nunca ter sentido seus fios entre os meus dedos...
Amo a sua testa.
— A testa?
— Sim. É meio grande, mas eu gosto...
Amo os seus lábios.
Não só porque são lindos...
Mas porque queria que se encontrassem com os meus.
Amo as suas sobrancelhas, as duas...
E os seus cílios, mesmo sem vê-los nitidamente, eu amo.
Amo os seus olhos, mesmo sem saber direito qual é a cor, apesar de já ter olhado para eles um milhão de vezes.
Mas não sei... algo estranho acontece.
Não sei se, quando os vejo, passo direto ou volto para os meus.
Em algum lugar, eu entro.
Vou muito fundo, seja em você ou em mim.
É um lugar desconhecido, e eu não sei o caminho.
Mas não desisto.
Vou além, até na contramão.
Sinto as batidas de um coração e sempre me pergunto:
— É o meu ou o seu?
Onde estou, afinal?
Estou dentro de você ou dentro de mim?
Independentemente de onde esteja, eu me sinto bem.
E queria fazer uma morada, construir um ninho e nunca mais sair.
Mas alguma coisa me tira de lá.
E, tão rápido quanto um raio, volto à realidade.
Confusa, sinto saudades.
Da minha casa ou da sua?
Seja onde for, é lá que eu queria morar.
Luz Própria
Não vou apagar a minha luz porque existem pessoas que fogem do que brilha.
Vou brilhar mais, até incomodar, até que a opinião do outro já não seja necessária.
Vou apenas brilhar.
Por mim.
Para mim...
Porque cama de hospital e caixão são individuais.
Somos responsáveis pelo que entregamos, não pelo que recebemos de volta.
Não vou me diminuir para caber no mundinho de ninguém.
Quem ama não limita os seus passos; ao contrário, corre para alcançar.
Antes, eu escrevia textos, declarações apaixonadas e recebia um simples “joinha”.
Hoje, os textos viraram poesias, músicas, crônicas — e são postados para todos.
Não vou parar de escrever.
Vou escrever mais.
Vou escrever melhor.
Quem sabe, em algum lugar, alguma palavra minha possa tocar o coração de alguém.
E, quem sabe, possa ajudar.
Porque, se a minha luz incomodar alguns, que ela, pelo menos, possa iluminar o caminho de outros.
A fé: Entre o ver, o crer e o compreender.
Não estou aqui para provar nada, tampouco pretendo fazê-lo. Afinal, cada pessoa possui seu próprio grau de evolução, que acontece de forma gradativa. Alguns parecem já nascer com essa percepção; outros a adquirem ao longo da vida. Há, porém, aqueles que passam a vida sem enxergar além do que lhes foi apresentado, sem questionar, sem aprender, vivendo no modo automático, seguindo padrões limitantes e presos a alguma zona de (des)conforto.
Vivem no raso, no morno, e jamais enxergarão além dos muros que o próprio tempo construiu — a menos que decidam ultrapassá-los.
E, sinceramente, não posso fazer nada a respeito. Afinal, quando alguém é condicionado a enxergar apenas o básico, tentar explicar algo que está além de sua compreensão naquele momento pode ser como entregar uma prova do 9º ano a uma criança do 1º ano: ela ainda não possui os conhecimentos necessários para resolvê-la. Seria uma perda de tempo exigir dela aquilo para o qual ainda não está preparada.
Por isso, continuarei contando a minha verdade, e cada um irá compreendê-la e absorvê-la de acordo com seu próprio desenvolvimento, suas experiências e sua capacidade de enxergar além daquilo que conhece.
Consigo compreender essa dificuldade e imagino como deve ser desafiador acreditar naquilo que nunca se vivenciou. Nem todas as pessoas nasceram e cresceram em meio ao mistério, buscando explicações para o inexplicável e tentando, ao mesmo tempo, encaixar suas experiências na mesma bolha em que todos parecem viver.
Mas eu já vi, ouvi e senti muita coisa para simplesmente fingir que nada aconteceu ou me calar como se essas experiências não fizessem parte da minha história.
Ainda assim, compreendo que isso é algo individual, pois também envolve a fé, as experiências e a maneira como cada um interpreta o mundo.
Ver não é o mesmo que crer. E tocar ou sentir também não significa, necessariamente, compreender.
Porque não depende de mim querer mostrar. Depende do outro estar disposto a olhar.
E há uma diferença enorme entre aquilo que alguém precisa ver para acreditar e aquilo que outra pessoa já não consegue negar porque faz parte da própria experiência.
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