Aprende que Nao Importa o quanto Vc se Importe

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Jiaolong e a Virtude da Água

A água no lago:
— Em mim, não é fraqueza; é autocontenção.

A água no rio:
— Em mim, é a paciência de quem, ao buscar a si mesmo, alcança.

A água no mar:
— Em mim, é saber que posso, e escolher quando.

A água no oceano:
— Em mim, força sem consciência torna-se ruína; consciente da minha força, transformo-me.

A BRUXA FLORAL

Prof. Cidiclei Medeiros
(O pássaro azul)


Ela não gosta que a chamem de bruxa. Mas, afinal, o que ela é então?

— Bruxa! Bruxa! Bruxa!

E, desde que me conheço como gente, sempre foi assim: Bastava chegar o Halloween, alguém bater à porta e dizer: "Trick or treat", que lá vinha ela com seus encantamentos. E eu tinha que ser transformado num pequeno, num pequenino pássaro azul.

Bem que poderia ter sido uma ave grande, um pterossauro; uma águia, talvez. Porém não, o que sou? Um pequeno, um pequenino pássaro azul.

E o pior é que ela fazia sempre aquela mesma cara de quem não tinha culpa nenhuma.

— Eu não sou bruxa — dizia ela, como se alguém ainda acreditasse nesta conversa dela.

Claaaro! Eu finjo acreditar não ser ela uma bruxa.

No dia 19 de outubro é meu aniversário, noites de primaveras são horas das bruxas e minhas também.

A insuficiência econômica não explica sozinha a pobreza existencial; frequentemente é o desejo ilimitado que transforma abundância em carência.

A verdadeira coragem não consiste apenas em submeter adversários, mas em impedir que os próprios impulsos adquiram poder despótico sobre a razão.

O prazer juridicamente legítimo pela razão é aquele cuja satisfação não produz posteriormente uma cadeia desproporcional de sofrimento.

A educação não apenas informa o indivíduo: ela modifica sua estrutura decisória e, com isso, altera sua capacidade de produzir consequências morais e sociais.

A harmonia não elimina os contrários; estabelece entre eles uma relação capaz de produzir ordem.

O seu olhar de desprezo chegou até o fundo da minha alma,
mas você não sabe o que eu escondo, não sabe a minha história.
Do sul, o pesar da rejeição, como se eu me importasse
com tamanha arrogância e podridão.


Talvez eu devesse revidar, mas não seria o correto.
É só fazer meus olhos te evitar,
assim meu amor por ti acabará.


Ó doce donzela, tu me subestima
na capacidade de esquecer.
Mas, ao olhar para o campo,
vejas outras flores florescer.

A verdade raramente é suprimida; é posta em filas que não andam, até que a espera pareça inexistência.

Todo filtro é inocente; culpada é a sequência, e a sequência não tem endereço.

Na cascata, o vazio não é o contrário da informação; é o seu produto final.

"Não localizado" é a frase em que o Estado exerce poder sem assumir uma decisão.

A cascata converte o "ainda não" em "nunca houve".

Não saber é um estado; a seletividade em cascata o promove a veredito.

Transparência não é mostrar tudo; é deixar rastro do que se procurou.

Abrir um arquivo não é atestar; não abri-lo não é negar. Entre os dois erros, a cascata faz morada.

Diante da cascata, o Estado não deve dizer o que é crível; deve garantir que o julgamento seja possível.

O sigilo é o primeiro dos seis filtros; a seletividade em cascata começa nele, mas não termina nele.

A seletividade em cascata não é censura, nem sigilo, nem conspiração: é a rotina produzindo o efeito da intenção.

Cada etapa da cascata se defende sozinha; só a sequência inteira não tem defesa.