Aplausos
Aqui jazz uma alma que sobreviveu
Aos aplausos vazios e às palmas sem som,
Nadando em mares de promessas sem cais,
Rindo da vida que jura ser séria demais.
Aqui descansa, enfim, no seu leito,
Entre flores que nunca soube cultivar,
Sobreviveu aos sábios e seus conselhos,
Mas não ao relógio que a fazia correr sem parar.
Ironicamente venceu o mundo,
Só para ser derrotada pela rotina,
E agora jaz, com um sorriso mudo,
A alma que sobreviveu, cansada e fina.
Seu epitáfio? Um suspiro, um deboche,
Porque a vida, afinal, era só um esboço.
"Aqui jaz uma alma que sobreviveu de ilusões"
O sol nascia e os galos cantavam ao longe um "cocoricó" digno de aplausos, como uma sinfonia em uma orquestra às seis da manhã de um sábado. O dia nascia, eu tinha passado a noite em claro, no entanto, nunca estive tão acordada em toda minha vida e isso me chegava à consciência de um modo doce e misterioso. Sentei no sofá e fiquei olhando as flores do Ipê caírem e de repente percebi como o perfume dele ainda estava impregnado em minha pele e ele era como o paraíso, tanto que se me concentrasse até ouvia "The Cure" cantando: " You, soft and only, you lost and lonely, you, just like heaven"...
O auditório explodia em aplausos e eu me sentia flutuar no ar de alegria. Eu era Bacharel em Direito, finalmente. Eu era Bacharel em Direito e a vida e de repente vida me sorria. A vida era uma taça de sorvete colorido esperando por mim e eu queria devorá-lo como uma criança faminta. Parecia que minha vida começava naquele momento, naquele exato instante em que eu peguei o diploma, e eu tinha a sensação que estava diante do desconhecido, do desconhecido que era um enorme abismo que se abria à minha frente e no qual eu pulava sem hesitar. Pulava com ansiedade, paixão e fúria. Pulava como quem tem pressa de viver!
Orar por alguém é dizer “eu te amo” escondido, é amar sem ser visto, sem plateias ou aplausos, orar é fortalecer o outro, é abraçá-lo invisivelmente.
Todas as hipóteses que afasto e por cada sonho que deixo para trás, recebo aplausos do fracasso dentro de mim.
"O grande declínio dos aplausos e elogios não são as pessoas criarem seus próprios bezerros de ouro pois elas vão fazer, mas os supostos bezerros aceitarem o título".
As lacunas da gratidão e da honra não precisam ser preenchidas com aplausos ou fogos de artifício, mas sim com simples coerência.
Nada contra as manifestações e aplausos em apoio aos profissionais de saúde que atuam no combate ao coronavírus.
Só não gosto de criar expectativas, pois muitas vezes as mesmas pessoas que aplaudem hoje são as mesmas que criticarão amanhã, caso ocorram problemas de atendimento nos hospitais.
