Apatia
21 de setembro
Foi um momento de abstração, apenas.
Ele, tão indiferente, cumpriu seu papel de pura simpatia como sempre, cortês, misterioso, apático a qualquer sentimento de culpa ou desconforto pelo seu comportamento das últimas semanas.
Literalmente eu me senti em outro cosmo, vesti minha capa de supermulher e entrei no jogo, sim eu estava sorrindo, mas não me sentia feliz.
Introvertida de sentimentos, me fechei dentro de mim como ninguém jamais faria, entorpecida de autocontrole, como um ex-alcoólatra, convicta de que aquele não passava de mais um dia, ou melhor de alguma horas, a sensação era que ninguém além de mim mesma se importava com aquela situação, ou melhor, com os meus sentimentos.
Pergunto pra mim mesma o porquê você agiu assim? Tão amigo, tão gélido, tão ninguém? Confesso que, após sua saída, o evento ficou muito melhor, porém menos interessante, não tive minhas respostas e mais uma vez tiro as minhas próprias conclusões de um tema que provavelmente só eu estive interessada.
Estive pensando em me afastar, aliás me afastar de quem? Impossível se distanciar de quem sempre esteve longe. Brincando de contatos no Facebook, de próximos no WhatsApp, quando na verdade não passamos de dois estranhos, basta um virgula mal interpretada e já não se sabe mais quem é quem. Triste.
Paz e bem.
E assim, nos próximos tempos, novamente irromperão grandes guerras desumanas abrangentes, até os confins do mundo, e todos os tipos de doenças e enfermidades devastadoras trarão inúmeras mortes, e irá reinar nos tempos que virão, abrangentemente, até os confins do mundo, a falta de paz para a humanidade, que irá se matar em grandes massas, e aqueles que sobreviverem sem sofrimento e sem danos não saberão o que fazer; e muitos sucumbirão à insensibilidade, à indiferença e à apatia.
Tristeza, depressão e melancolia
O que separa as duas é o grau de atividade. Ambas são formas de tristeza mais ou menos crônica que conduzem a uma incomodidade duradoura com o estado das coisas […]. Em face dessa incomodidade, a depressão causa apatia, uma letargia que se aproxima da paralisia absoluta, uma incapacidade de sentir grande coisa a propósito de qualquer coisa em um sentido ou em outro. A melancolia, ao contrário, gera em relação à mesma ansiedade um sentimento profundo, uma turbulência no coração que desemboca num questionamento ativo do presente, num desejo perpétuo de criar novas formas de ser e de ver."
Empatias apáticas
Nublei-me... como nublado o céu se acinzenta.
Acinzentado de névoas meu coração primaveril.
Não quero presenças. Não quero amigos. Não quero a mim.
Mas a mim não posso dispersar-me. Impossível.
E ao quarto me tranco na falsa sensação de estar só.
Enquanto a mente permanece aberta a gritar seus palavrões.
Pressão. Indisposição. Empatias apáticas.
Chega!
Quero respirar fundo até sentir vertigem.
Um abraço bem apertado que estrale uma vértebra lombar.
Um beijo, se não for pedir demais.
Um silêncio que me diga algo sem nada dizer.
Eu quero empatia.
Não é tristeza, não é cansaço, bem... pelo menos eu acho que não. É mais um desanimo, desmotivação, uma alma vazia em um corpo vazio que luta pra se reencontrar, que a muito tempo não se vê, não se sente...A cada passo uma derrota, e a cada derrota mais distante de mim... eu me sinto.
Os sentimentos das pessoas em relação às outras podem ser classificados em quatro categorias que vai desde a antipatia, passa pela apatia ou indiferença, evolui para a simpatia e finalmente atinge o ponto máximo que é a empatia, quando se adquire a capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir o que ele está sentindo.
Não seja murcho
Conheço muitas pessoas que vivem de projetos, sonhos e fantasias. Mas na hora de realizar adiam, sempre, por mais um dia.
As oportunidades surgem, mas tem sempre um problema que a limita, seja a falta de grana, a indecisão, ou a falta de coragem, mas em geral são apenas uma desculpa vazia.
Pessoas mais ou menos se contentam com a média, com o "todo mundo" e adoram um "tanto faz". Não vibram, não lutam, apenas sorriem amarelo e adiam a vida um pouco mais.
Gente murcha não faz festa, não brinda, não sua, não grita, não briga, não chora, não arrisca. Mas reclama baixinho da falta de graça com que leva a própria vida.
Não seja uma pessoa murcha.
Bruno Fernandes Barcellos
Psicólogo Clínico - CRP:05/39656
Atendimento para adultos e idosos.
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Calma
Mergulhei numa calma esquálida,
muda,
inodora,
insossa,
pálida...
No enterro dos sentidos,
vi espectros de sonhos perdidos,
pilhados,
massacrados,
arruinados,
esquecidos...
Com o féretro das emoções, cerrou-se o dom.
Morreu o ruim e morreu o bom.
À escuridão perdeu-se o tom.
E o silêncio trouxe o som,
o gemido,
o grito,
o apito
ultrassônico
da criança
reprimida.
Às vezes o que parece ser um comportamento totalmente apático, na verdade não o é. Na realidade, não revelar sua opinião pode ser o simples desejo de se evitar um confronto que só causará dor e desgaste emocional.
Não é todo dia que estamos dispostos, felizes ou com ânimo, mas pensar positivo é preciso. Crer no melhor, no nosso melhor, é necessário.
Então, bota um sorriso no rosto, e ainda que não consiga fazer isso, saiba que tudo o que você está passando irá, de um jeito ou de outro, melhorar.
Fé na batalha!
@keylak.holanda
Tentar acordar alguém no sofá é inútil; a pessoa apenas se vira e volta a dormir. E seria pior ainda dançar no sofá. A vida não foi feita para o comodismo e a apatia. A vida foi feita para ser vivida, e de preferência não adormecida.
Às vezes, você está tão desanimado, tão sem energia que parece que não aguenta dar mais um passo. Nessas horas é que você precisa ser mais forte ainda, cansaço não é sinônimo de fracasso e exatamente por já ter lutado tanto é que você não pode desistir. Continue!
Administrar a indiferença de algumas pessoas é quase impossível. Conviver com pessoas apáticas é cansativo e sobrecarrega o meu emocional. Como não posso controlar isso, afasto-me.
Sempre desvia o olhar quando me vê olhando em seus olhos pois, o bloqueio não é culpa dela e nem o coração frio, simplesmente ela experimentou o lado ruim dos relacionamentos, mas, sei que quando vi ela hoje conheci um ser especial me sentir feliz mesmo com o vazio no qual a preenchia que cheiro gosto e sorriso lindo, resumindo… quero fazer o máximo para vê-la feliz.
Manequim
Naturalmente esperançosa
Naturalmente desesperançosa
Lamentavelmente melancólica
Pacientemente sem pressa
Enganadamente no aguardo
Terrificamente dialética
Surpreendentemente útil
Explicitamente chorosa
Densamente tristonha
Caladamente gritante
Curiosamente forte
Vitoriosamente tenra
Tardiamente estudando
Saudosamente suportando
Cuidadosamente ponderando
Normalmente arrependendo
Milagrosamente adormecida
Redencialmente tentando
Desesperadamente ansiando
Inevitavelmente aqui
Temo estarmos criando uma era de gente apática e egoísta. Que confunde amor próprio com ser orgulhoso e individualista. Que são tão cheias de si que não enxerguem o outro. Que convencem-se que demonstrar afeto é fraqueza e ser intenso é defeito, enquanto veem o superficial como normal e o amor como banal. Uma era que entendeu tudo errado.
Há um preço a pagar pela divisão e isolamento.
A democracia não pode desabrochar no meio do ódio.
A justiça não pode se enraizar no meio da raiva.
Devemos abandonar a indiferença. Devemos abandonar a apatia.
Devemos abandonar o medo.
como se não bastasse
que já vivemos aprisionados pelo sistema do homem
em meio a tanto regresso e desordem
ainda somos conduzidos a viver mascarados
para nos lembrar do quão somos silenciados
como se não bastasse
que já temos um prazo de validade
que somos marcados e codificados
em nossas identidades
ainda somos sintonizados a assistir
a perda da nossa liberdade
a mentira travestida de verdade
a apatia desfilando na sociedade
a autocracia maquiada de constitucionalidade
e ainda se não bastasse
ter que nos acostumar a ver as pessoas partindo
somos obrigados a ver a natureza se destruindo
o mundo se dividindo
a humanidade sucumbindo
o amor se extinguindo
para nos lembrar que seguimos mungidos
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