Apagar a minha Estrela

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Se eu gosto que a minha língua roce a língua de Luís de Camões
Não lhe diz respeito, não lhe explico os autos do processo
O que há na minha boca, há de ficar na cabeça dos outros
Do meu corpo, eu posso dizer que só me espanta as emoções
Apesar de que tudo, tudo nessa sociedade está em aberto


Não sou carioca
A minha voz não ressoa se eu gritar "Alô Mangueira"
Eu sou da terra de Juscelino,
Nascida pela desorganização da riqueza
Mas ninguém nunca ousou organizar a pobreza




60 anos de Tropicália, outros 80 de Velô
16 anos que eu reclamo, reclamo, mas reconhecendo o poder do amor
O poder que nos segurara há tão pouco tempo
Contra ódio, um precedente tão bárbaro, um presente que não nos encanta
Um sistema em vertigem, 8 milhões de quilômetros quadrados andando em corda bamba


Se eu posso cantar, se eu posso escrever
Estarei expressando o meu Quereres
Mas sempre ao final do dia
Me lembrarei de que os homens estão exercendo seus podres poderes


Tudo o que eu faço
Eu faço com medo de perder
Dispensaria a Rua, a chuva e a Fazenda
Para ter somente a casinha de Sapê⁠

Questiono, faço a minha realidade.

Desculpas não vencem.
Eu aprendi que a vida não muda por acaso: muda quando eu encaro minhas próprias verdades.
Questiono.
Questiono meus limites, minhas crenças, meus medos e tudo aquilo que tentaram impor como destino.
Porque quem não questiona, aceita.
E quem aceita tudo, vive pouco.
Faço a minha realidade.
Realidade não é algo que encontro — é algo que construo com disciplina, visão e coragem.
Cada passo, cada escolha, cada renúncia molda o mundo que eu decido viver.
A diferença entre quem vence e quem reclama está na capacidade de assumir o próprio poder.
Desculpas aliviam por um dia.
A atitude transforma por uma vida inteira.
Por isso, não espero.
Eu ajo.
Eu crio.
Eu me movo.
E sigo escrevendo a história que eu escolhi viver.

— Gosto de escrever sobre simbologia. Isto não é apenas o meu trabalho... é a minha vida.

Se minhas ideias sobreviverem ao tempo, é porque tocaram algo maior que a minha própria existência.

Estar sem falar, mas o meu silêncio fala alto por mim. Ando mas a minha mente só sente o sentimento de correr e o coração só gosta de andar para ter mais tempo, tempo no tempo de Deus e saber, saber que mesmo lento chegará lá.

São tantas caixas reviradas,
momentos,
um passado.


Uma construção de história.
A minha história.


Que não terminou.
Eu continuo aqui.


E, mais uma vez, eu recomeço,
vestida com minha coragem,
mas cercada de medos.


Eu existo.
Tudo passa.
E eu sinto…


O segredo é sentir.
Só sentindo
que transformo.


E eu tô aqui,
vivendo sem esquecer
de tudo que foi.


Faz parte da minha construção.
Ela estava forte o suficiente
para suportar.


Eu sigo aqui,
esperando ansiosamente
por mais um capítulo
da minha história.


Só que agora é diferente.


Hoje eu escrevo em linhas.


Em algum momento, eu…


Eu conquistei esse direito.
Ninguém me negou isso.
Eu só não estava desperta
o bastante para perceber.


Eu achei que era assim.


Um dia conversei com a vida,
e ela me contou
a sua história…


E foi aí que eu percebi.


Não tinha nada que me prendia,
além do espaço que
eu mesma criei.


Um espaço seguro,
tão seguro quanto
o próprio gato de Schrödinger,
que se permitia coexistir…


Um dia o espaço colapsou,
e eu transbordei.


Transbordei feito um rio
represado em emoções.


E hoje percebo
o quão grandioso é ser rio
e poder transbordar.


Eu sou natureza viva.
Eu posso fluir.


E, quando a gente descobre isso,
o ritmo ajusta o fluxo
e a água escoa livremente
no tempo…


E, assim como o rio,
a vida segue em fluidez constante.


As circunstâncias nunca se repetem,
e hoje agradeço…
Pela inevitável transformação,
que pede silêncio para florescer.


25/05/2026
Ana Caroline Marinato

MINHA MÃE


Minha mãe é alicerce
É a base, o meu pilar
É minha sustentação
Desde meu engatinhar
É o meu porto seguro
É a rigidez do muro
Que protege o meu lar

Não ligo para o que dizem sobre mim. Pelo o que Pré julgam seus Conceitos. Meu tempo, minha vida e em meu coração, só ficam quem tem Algo de Especial!

Dentre minhas mil fantasias, a conclusão de que tu és minha!

Se não me lê com o pouco que lhe dou... então não vale a pena dar-lhe mais do que a minha sinopse!

Você e minha doce melodia, minha sintonia, o meu tom. Assim toco em ti os acordes do mais lindo som.

...é no silêncio da noite que minha mente mais faz barulho...

Amei você a partir do momento em que a sua Felicidade passou a ser a minha, e a partir do momento em que o seu Sorriso se tornou o meu!

Sussurras quase inaudível, enquanto arrastas minha mão para teu recôndito paraíso — um jardim de névoas úmidas.
— “Escreva-me com os dedos”, — exiges.
Meu corpo obedece — sou a pena que desliza nas entrelinhas do teu prazer.

Na calada da noite, vêm barulhos mudos — mas ensurdecedores — que a minha mente produz.

Sendo amar-vos minha perdição, procurai-me nas sinuosas curvas de vosso riso.

Parabéns, minha filha, pelo seu desempenho e dedicação! Deus te abençoe e ilumine sempre. Beijos.

⁠Hoje a nossa bela flor faz anos
parabéns minha linda e amada filha
que olhes sempre para o futuro com otimismo
com essa alegria contagiante que tens
pois ninguém consegue ficar triste ao teu lado
tu és um um raio de sol que ilumina a nossa vida
Parabéns e felicidades meu amor.

Carta à Minha Mãe


Hoje senti muito a tua falta, mãe.
Ontem também.
Os dias passam, mas
não apagam o reflexo do teu olhar protetor,
no caminho dos meus passos;
não esconde em mim a emoção
da tua eterna lembrança,
dançando nos espaços do meu relógio interior.


Suzete Brainer (Trecho do poema do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende).

Você chegou como um trevo de quatro folhas na minha vida… raro, inesperado e cheio de sorte.
Desde que encontrei você, meus dias ganharam mais cor, meus sorrisos ficaram mais sinceros e meu coração aprendeu a acreditar ainda mais no amor.
Se cada folha do trevo tivesse um significado, eu diria:
uma é carinho,
outra é paixão,
a terceira é cumplicidade…
e a quarta, sem dúvida, é você — a melhor sorte que a vida me deu.


Ian N.T