Andando na Mesma Direção
Eu me pergunto se a Rita está olhando para a mesma lua neste mesmo momento. Eu gosto disso, conectados pela luz
Eu realmente estou cansada dessa mesma história. Já foi machucada o suficiente por você, pelo que aconteceu entre nós. Não vou mentir, ainda te amo e aceitaria você novamente, mas sei que nada por ser igual. Não há como esquecer tudo o que você fez.
Eles eram versos de poemas diferentes, até que o amor os leu juntos na mesma linha e fez nascer a rima perfeita.
O amor real não nasce pronto; ele se constrói no detalhe de decidir amar a mesma pessoa todos os dias, mesmo quando o mundo lá fora desaba.
Casamentos de aparências, famílias de vitrine e altares de egoísmo operam da mesma forma: exigem o seu silêncio para manter a mentira deles de pé.
A melhor forma de se vingar de alguém não é pagando na mesma moeda, nem provando que você venceu. É fazer a pessoa perceber que, não importa o quanto tente, ela simplesmente não tem mais o poder de estragar o seu dia.
O trono e o altar são as duas lâminas da mesma tesoura que apara as asas da liberdade popular: um governa pela espada, o outro pela culpa, e ambos prosperam sobre a ignorância das massas.
Mesmo com o passar do tempo e todos os desafios, meu coração ainda grita a mesma verdade: amar você é a prova de que o nosso sonho não acabou.
Político é engraçado, é sempre a mesma demagogia. Falam que vão fazer isso e aquilo pelo povo, mas, na prática, nunca fazem nada. O foco é sempre o benefício próprio e o da família deles; o povo que se lasque. Eles tratam a esperança das pessoas como mercadoria.
Se o povo tivesse a real noção do poder que tem nas mãos, esses políticos pensariam duas vezes antes de roubar. O problema é que eles apostam na nossa memória curta e na nossa desunião. Enquanto eles vivem no luxo com o dinheiro dos nossos impostos, o trabalhador luta para sobreviver. Eles pregam o bem comum, mas só praticam o bem para o próprio bolso. "O pior não é só o político ladrão, é que sempre vai ter um baba-ovo para defendê-lo. Esses são os que vivem na mamata, ganhando migalhas para proteger quem está roubando o pão do povo. Eles não têm ideologia, eles têm interesse.
Enquanto o cidadão comum sofre na fila do hospital ou paga impostos altíssimos, o baba-ovo está ali, de prontidão, para passar pano para a corrupção. Eles vendem a própria consciência por um benefício próprio e ajudam a manter esse teatro de pé. Se não fossem esses defensores de estimação, que se vendem por tão pouco, o político não teria essa audácia toda. No fundo, são tão culpados quanto quem desvia o dinheiro, porque ajudam a esconder a verdade em troca de privilégios. "O que mais revolta é ver que eles tratam a prefeitura ou o gabinete como se fosse uma herança de família. Passa pai, entra filho, e a cidade continua com o mesmo buraco na rua e a mesma falta de médico. Eles são mestres na arte de criar dificuldades para vender facilidades.
Eles aparecem na época do voto, abraçam o pobre, comem pastel na feira e tomam café em copo de plástico, fingindo que são 'gente como a gente'. Mas, assim que a urna fecha, o vidro do carro sobe, o ar-condicionado liga e eles voltam para a bolha de privilégios deles. O povo vira apenas um número, um CPF que serve para pagar o fundo partidário e os auxílios luxuosos que eles mesmos aprovam.
A maior arma deles é a nossa divisão. Enquanto o povo briga entre si defendendo 'A' ou 'B' como se fossem times de futebol, eles estão todos juntos no restaurante caro, brindando com o nosso suor. Eles não têm partido, eles têm sócios. O sistema é feito para que nada mude, porque se o povo for educado e tiver consciência, o 'teatro da demagogia' acaba."
O Alquimista de Si Mesma
Houve um tempo em que meu nome era Resistência.
Eu me fiz de pedra para não quebrar,
e de muro para ninguém atravessar sem permissão.
Aprendi a ler o silêncio dos outros antes de ouvir minha própria voz,
acreditando, genuinamente, que o amor era um prêmio de consolação
para quem conseguia carregar o peso mais pesado sem reclamar.
Mas a terapia é esse outono necessário.
É o momento em que a árvore percebe que as folhas —
aquelas certezas antigas, aqueles medos vigilantes —
já não nutrem mais; elas apenas pesam.
E eu estou aqui, na delicadeza de me deixar desfolhar.
Dói nomear os fantasmas.
Dói perceber que, por anos, eu não vivi, eu apenas estrategiei a sobrevivência.
Mas há uma beleza sagrada em olhar para as mãos cansadas
e decidir que elas não precisam mais segurar o mundo.
Que elas podem, enfim, se abrir para receber.
Eu me perguntava: “Quem serei eu se a dor for embora?”
Hoje, o espelho responde com um sussurro:
Você será o horizonte, não apenas o caminho.
Será o mar, não apenas a barreira que contém a onda.
Não sou fraca por querer descanso.
Sou, pela primeira vez, forte o suficiente para admitir que sou humana.
Estou trocando a minha armadura de ferro
por uma pele que sente, que vibra e que, apesar de tudo, ainda se emociona.
Não estou apenas me curando;
estou finalmente me apresentando a mim mesma.
Aquele e-mail ainda tá ali, com a mesma formatação, o mesmo remetente, as mesmas palavras apaixonadas. Mas a pessoa que enviou aquilo já não existe mais pra mim.
Amizade é o encontro de duas almas que sorriem na mesma sintonia. É a leveza de compartilhar momentos simples que se transformam em lembranças inesquecíveis. É estar presente nas alegrias, oferecer força nas dificuldades e celebrar cada conquista como se fosse sua. Um verdadeiro amigo é aquele que acolhe, compreende e faz da vida um caminho mais bonito, porque sua presença ilumina até os dias mais comuns. A amizade é um dos laços mais preciosos que o coração pode guardar.
Encare o mundo com a mesma garra de quem enfrenta o chefão da última fase do jogo.
Eduardo Santiago
Somos configurações metaestáveis do campo quântico de ponto zero, a mesma flutuação estatística que, pela segunda lei da termodinâmica e pela expansão adiabática eterna, condena irreversivelmente toda estrutura energética à dissipação no vácuo térmico de equilíbrio final. Somos o cosmos que, por um breve e contingente instante entrópico, ganha a capacidade de registrar a própria entropia crescente e, nesse registro fugaz, ainda procura um significado que a estrutura matemática do próprio vácuo demonstra ser impossível, inexistente e desnecessário.
O dia lindo que amanhece chovendo é a mesma chuva cai no meu coração...
Sendo digno o frio a noite será quente ao seu lado.
Voz que acusa mesma que engana pois acusar tira o foco...
Mentiras expirou agora é ocultar com paralelos de quem quiser se envolver,
Quem era amigo de quem.
Enquanto o dinheiro some entre entranhas do real paradoxo quem perdeu paga o prejuízo descontado todo mês
