Amores e Desamores
Ó tempo que tudo mudas...
Amores em desamores,
Luxúrias em paixões,
Alegrias em dores,
Conflitos em perdões
Ou aflitos em salvadores de fraca salvação...
Ternuras em obsessões,
Que viraram feijões
Porque algo cresceu e a coisa não se deu...
Casinhas em mansões,
Caminhadas em uniões,
Porque o amor uniu o que ainda ninguém viu...
E telas em pintores,
Mudos em tenores,
Pedras em corações
Ou gigantes em anões que perceberam...
Que o tempo não muda
O que é verdadeiro...
Nem as lágrimas salgadas e nem o vento faz meu rosto menos ou más velho, não a amor nem desamor que irá fazer meus sofrimento se conter, sinto dores no peito na carne e na alma, mas não irei sujeitar as humilhações que a vida me imponha, magias do amor me enfeitiçou apenas me causando dor, solidão noites frias é tudo que me restou, mas não irei pedir perdão ou dizer ao meu coração pedindo compaixão, sofrer é meu viver, mas vivo estou respiro o ar que ainda em meus pulmões resta, digo a mim ao deparar com a tristeza que em mim se alojou, posso até morrer triste e magoado, mas morrerei sabendo que um dia um amor verdadeiro já me quis, morro feliz porque a pesar de tudo morro sabendo que meu amor você não quiz
Fui sempre adolescente no amor, mas calejado pelo desamor. Não vi e não tive compaixão em meio a tantas paixões. Recomeço cada dia com a tortura dos amores que me fizeram de amantes. Amei só e só me vejo, entre tantos e tantos amores, apenas saudades me deixaram, saudades de amor, escrito Armando Nascimento.
Vida inutilmente vivida
Feita de monotonias
Sem amores e desamores
Sem dores nem alegrias
Sem ilusões e desilusões
Sem mágoa nem perdão
Sem gestos nem agonias
Sem lágrimas ou sorrisos
Vida feita de mágoa indefinida
Almas incompreendidas.
Simplesmente
Simplesmente seja o amor no meio de tanto desamor.
O abraço que tira a saudade.
O sorriso que traz paz.
Seja o agora,
E não o depois.
Seja a flor do jardim.
Seja você também no fim.
"" Ame
Amor assim, sem segundas intenções
Apenas amor
Ame
E se houver desamor
Que não seja de ti...""
"" Não entendo o desamor
Poderia ser um amor pra lá de mil
Mas é somente a falta
Do que um dia foi dez
Amor...""
" Nada, nem ninguém poderá me tirar você
nem mesmo o desamor
nem mesmo tua ausência
amor que dá até medo
pois já não é segredo
é bandeira do meu coração..."
O que seria da vida sem os amores e os desamores....o que seria da vida sem a alegria de um sorriso e sem a lagrima de uma tristeza ,seria tudo um vale sem graça e sem motivos ...Prefiro sentir, do que morrer sem ter isso !!
O desamor
Onde estou eu?
Onde estou eu no seu amor
Que não encontro o teu calor.
Era fogo de momento,
Ou só pra mim
Em sentimento?
Eu me procuro no teu mundo
Onde eu não seja tão sozinho,
Buscando no teu folego
O todo amor que eu respiro.
O tempo passa...
Esvai-se a vida
Levada pelo vento da saudade
Transbordando em solidão.
Só não passa o frio dessa dor
Que me trouxe o desamor
Por me negar o teu calor.
Edney Valentim Araújo
1994...
Desamor
.
Eu encontraria sem motivo
Tudo que se perde num sorriso
Ao desalento do amor aborrecido.
.
O tempo e o lamento
São tormentos em fermento
De malgrado amor perdido.
.
Vejo altivo tão longínquo
O que de perto é vivido
No rompante do destino.
.
Um desamor...
Um dessabor...
E minha dor.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Dos amores e desamores que me visitaram
O primeiro — não foi bem-amado, mas necessário.
No segundo, tropecei às escuras, e ali me perdi.
O terceiro? Fagulha e incêndio. Do prazer ao desprazer, uma dança entre brasas.
O quarto, suor e paredes. Instinto sem enredo.
O quinto, breve ilusão com perfume de engano.
Do sexto, um pacto: conveniência, desejo e sedução mascarada.
O sétimo... ah, o sétimo. Teus olhos, a chave. Teus cabelos ao vento, tuas mãos — santo ofício do infinito.
O oitavo, desértico. Sem sal, sem açúcar. Um barco à deriva, explorado sem destino.
No nono, alquimia e êxtase. Fórmulas soltas no ar, afagos que me dissolviam no teu luminar astral. Ali, fui inteira.
O décimo, a queda. A conquista amarga, tua alma em desalinho — própria ao caos, imprópria à divindade.
Então veio ele — o que nunca se fez número, mas foi tempestade. Breve e explosivo, intempestivo e tempestivo. Nunca me esqueceste, pois era o que procuravas: tua chave do bem e do mal, tua colheita. O indígena dos teus olhos foi a única coisa que me fascinava. E mesmo não sendo eterno, foste ritual.
O décimo primeiro, aventuras secas. Mas vieram as águas. Yemanjá, tua onda me trouxe até aqui.
O décimo segundo? Distante, mas pontual — como um cometa.
E o décimo terceiro... será que virá? Teus olhos azuis e pequeninos me encantam. Mas há loucura nisso. E sei — és proibido para mim.
É muito difícil assustar quem já encarou a fome, a morte, a dor, o desamor, o amor, o esquecimento, a humilhação, a saudade, a justiça, a injustiça, a perda, a alegria, a fé, o medo e principalmente a estranha mania de ter fé na Vida.
Estar vivo e sentir o frio e calor do amor e do desamor, pois a vida é uma surpresa que descobrimos a cada dia que passa.
MRS.
Um amor forte pode ser
a armadura da alma, escudo e espada contra as ameaças dos desamores,
das falsas demonstrações de afetos, algo bastante poderoso
que vai muito além
de um sincero sentimento.
É com paus e pedras
espinhos e flores
lágrimas e sorrisos
amores e desamores
que se faz o mosaico
repleto de cores
da escada, vida...
