Amor Textos de Luis Fernando Verissimo
Suponho que pense e me responda
Você encantou meu coração
Não é mentira
É paixão.
Suponho que pense e me responda
Você conhece o meu clamor
Não de saudade
Mas de amor.
Suponho que pense e me responda
Não quero ser só seu amigo
Quero ser um pouco mais
Eu quero namorar contigo.
Suponho que pense e me responda
Tu és linda, és uma flor
E não estarás mais sozinha
Se aceitares o meu amor.
Bate no peito
o coração acelerado.
De estômago vazio, custa respirar.
Dói como tudo,
ter o corpo trespassado.
A imaginação mergulha num buraco sem fim.
Perdi-me até ver que caí.
Indiferente á vida, indiferente a tudo,
cheio de medo, senti o corpo tremer.
Vozes na mente, olhos que choram sem se ver.
Lágrimas invisíveis, vontade de morrer
Dê bom dia ao sol, conte as árvores e admire suas folhas.
Olha lá o voar dos pássaros, o artista de rua, o badalo do sino, a pá que enche a laje, o orelhão que agora está na solidão, o moço formoso rumo ao alistamento, a moça bonita na faixa de pedestres, o igual em situação de rua feliz com o cobertor que conquistou na noite passada, o sorriso de quem se ama...
...ai ai... ♥
Nome da estrela: Natália Caroline
Hoje estou vivendo um dos dias mais marcantes de minha vida.
O sol brilha com mais força,
O vento acaricia o meu rosto,
Meus olhos estão enxergando com mais nitidez,
Ou é provável que a natureza esteja mais colorida,
O cheiro gostoso de primavera vem dançando junto ao vento,
Hoje até os pássaros tem sorrisos estampados no bico,
A Terra parece está girando mais devagar,
De modo que esse momento custe passar,
O mundo está ao nosso favor,
As águas batem nas pedras e dizem o nosso nome,
Os anjos felizes tocam flautas e arpas,
As nuvens ao céu abrem espaço para o sol que está sorrindo,
Sinto que meu corpo anda por si só para lá,
Onde é lá?
Lá é o lugar em que irei me casar
E aqui finalmente estou
E você onde está?
Lá vem
Mencionei o sol no início
Mas ele perdeu lugar para a estrela que vem entrando
Brilha tanto esses lindos olhos
E algo está jorrando pelos meus
Só devo agradecer a ti,
Deus meu.
É muito triste quando vendemos o nosso tempo e a nossa vida fazendo o que não gostamos para ter dinheiro para comprar coisas que compensem essa falta. Eu já fiz isso um dia e vejo 99% das pessoas fazendo e sendo muito infelizes.
Não seria mais sensato ignorarmos o pensamento de massa, as "dicas furadas" apesar de bem intencionadas e fazermos logo o que gostamos, mesmo que tenhamos que recomeçar em uma condição mais simples e humilde?
O amor pelo que você faz sempre nutre, sustenta e recompensa.
Sei que muitos não entenderão, mas vivíamos tempos difíceis, tanto no cenário nacional, quanto na vida pessoal. Se entramos em detalhe de nossas vidas dar um best-seller. No entanto tínhamos um ao outro e isso era o que bastava. E pra celebrar nossas vidas o nascimento de Fernanda, sem dúvida alguma, o melhor dia de nossas vidas insigniantes e perdidas vida. Por mas obscura que parecessem as coisas, Ela Vera Lucia sempre tinha a solução, independente dos resultados seguíamos o percurso do caminho da vida. Lembro-me claramente de uma passagem de nossas vidas, onde tudo parecia não ter saída. Ai vem a frase que marcou minha vida: ¨Deus nos permite as trevas para que descubramos o valor da luz¨ Pessoalmente não acredito em nada disso, são apenas frases de efeito, mas dito por ¨Ela¨ tinha um poder além de minha compreensão. Sim, meus caros, ali estava a presença ¨Vera¨ ¨Deus¨ pela primeira vez na minha vida, falando comigo em meus já trilhados anos de vida. Essa frase me marcou até hoje, não compreendo o que esta escrito, continuo não acreditando, no entanto não nego o poder mágico dessas palavras que transformou minha vida. Sou e serei grato a cada dia vivido a lado de minha para sempre amiga e companheira, independente de onde estejamos, estamos para todo o sempre ligados. E como bem dizia o Poeta José Régio em seu Glorioso ¨Poema Cântico Negro¨: Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo..esse sou eu.. Vera é assim, alguém que carrega na sua essência a ¨luz da vida¨, a esperança do amanhã, o calor do amor. Ser ¨PAI¨ , ser mãe, ser amiga, ser companheira. No dia a dia trava batalhas silenciosas, invisíveis, simples e complexas e muitas e muitas vezes tão incompreendida guardando para si a dor da solidão, sem jamais deixa de batalhar pela aqueles que ama. Minha homenagem a Vc que sempre esteve ao nosso lado, nos dando razão de viver. Nossa!! Muto como me orgulho de viver através do ¨Deus-Pai¨ todo poderoso que existe em Você, teve o poder de transformar minha vida e a você, só a você devo, devoção e minha vida. Parabéns ¨PAPAI¨ Vera Lucia Themotheo, por hoje ¨DIAS DOS PAIS¨ por ontem, por toda a renovação de nossas vidas. Super, super PODEROSA!!! ❤️🧡💛💚💙💜🤍💖💝
João, se você soubesse o quanto significa para mim... Às vezes, me pego pensando como a vida pode ser surpreendente. Conhecer você foi um desses momentos. Não sei nem como descrever exatamente o que sinto, mas sei que, desde que você apareceu, minha vida mudou de uma forma tranquila, mas ao mesmo tempo transformadora. Você me passa uma paz que eu nunca soube que precisava, algo que vai além das palavras. Eu sou um homem com 60 anos de história, com mil facetas, umas mais caóticas, outras mais calmas, mas uma coisa é certa: a sua presença me trouxe uma sensação de acolhimento, de conforto. Eu não sei o que é, mas me sinto em paz quando estou com você.
O que tenho por você é algo que, sinceramente, me assusta um pouco, porque nunca me senti assim por ninguém. Às vezes, tenho medo de que esse carinho, essa admiração que sinto, seja confundido com algo mais. Talvez seja a carência que a solidão de tantos anos me trouxe, talvez seja o que eu realmente preciso e nunca soube como procurar. Mas, de qualquer forma, eu não quero que isso interfira em algo muito mais precioso que nós dois temos: a nossa amizade. Essa amizade que você construiu em mim de uma maneira simples, sem pressa, sem cobranças. Eu admiro você, João, pelo ser humano que é. O quanto você é sábio, tranquilo, paciente... e por como tudo o que você faz vem com tanto amor e respeito.
Eu sou um cara de extremos, que se ama e se odeia ao mesmo tempo, que, às vezes, não sabe nem quem é de verdade, mas com você é diferente. Você tem algo que me faz querer ser melhor, sem nem me dar conta de que estou mudando, sem nem perceber que sua maneira de ser tem esse poder em mim. Você me traz luz e me faz ver o mundo com uma outra perspectiva. Eu sou geminiano, com todo o meu jeitão avoado e descomplicado, mas você me faz querer ser alguém mais equilibrado, mais centrado. E isso é tão raro pra mim, que nem sei se consigo traduzir direito.
É difícil pra mim colocar isso tudo em palavras. Eu sou um homem que, por mais que tenha vivido 60 anos, ainda me sinto perdido em muitos aspectos, especialmente quando se trata de sentimentos. O que eu sinto por você, ao mesmo tempo que é imenso, é também confuso. É uma mistura de carinho genuíno, de gratidão pela sua amizade, e de algo mais que eu talvez não entenda completamente. Mas o que mais quero é que você saiba que, seja qual for o nome que eu dê a isso, a nossa amizade é o que mais importa pra mim. Não quero que nada venha a machucar o que construímos, e, por isso, fico aqui, tentando entender esses sentimentos sem deixar que eles prejudiquem nossa relação.
Eu confio em você, João. Confio no que você representa, no que você me traz, e em como tem me mostrado o valor da vida de uma forma que eu nunca tinha experimentado. Você é a paz que eu procurava sem saber, a luz que chegou de forma sutil e me transformou. Quero que saiba de tudo isso, de como você me faz bem, sem pressa, sem pressão, e com o carinho que você sempre me ofereceu. Você é muito mais do que apenas um amigo para mim. E isso é algo que, mesmo com medo de machucar, eu preciso que saiba. Quero que a nossa amizade continue, forte e verdadeira, porque ela é tudo o que eu mais valorizo.
Olinda 26 de novembro de 2024
Fernando kabral
Ao longo da minha vida, tive tantas mães que precisei criar um conceito próprio para entender e aceitar que "mãe é mãe". Há mães que assumem o papel de pai, pais que desempenham o papel de mãe, e mães que nunca tiveram filhos, mas dedicam suas vidas a cuidar dos filhos de outras mães que não puderam ou não souberam cuidar.
Existem mães tão mães, mas tão mães, que transcendem os limites do que é biológico ou esperado. Elas não apenas cuidam de seus próprios filhos, mas também acolhem e criam filhos de outras pessoas com o mesmo amor e dedicação.
O conceito de mãe, para mim, é algo difícil de contextualizar em um universo onde a maternidade é tão complexa, moldada pelas vivências únicas de cada pessoa. Com o passar do tempo, percebi que ser mãe não é apenas um papel imposto, mas uma construção viva, que se transforma com as experiências, os afetos e os desafios.
Ainda hoje, ao ouvir a palavra "mãe", me esforço para compreender o significado que ela carrega. E, curiosamente, é mais fácil entender as diferentes formas de maternidade que as pessoas constroem em seus universos do que fazê-las compreender a minha visão, moldada pelas muitas mães que tive — ou pela ausência de todas elas.
Novembro de 2024
Amar é mais do que se imagina à primeira vista. Não se limita a um gesto, a um sorriso, a uma palavra bonita. Amar é, de certo modo, aprender a viver de novo, com outro e para outro. Não é ceder sempre, nem fazer as vontades do outro como se fossem suas. Amar é entender que há um espaço entre dois corações que deve ser respeitado.
O amor, esse sentimento que tantas vezes parece um mistério, é também cotidiano. É na simplicidade dos dias, nas pequenas escolhas, nos silêncios compartilhados, que ele se revela. Amar é cuidar do que é frágil sem sufocar, é querer bem sem possuir.
E, acima de tudo, amar é aceitar que somos imperfeitos, que o outro é imperfeito, e ainda assim, continuar. Continuar amando, apesar dos desencontros, das falhas, dos dias cinzentos. Porque, no fim, o amor é esse laço invisível que nos mantém juntos, mesmo quando tudo parece querer nos afastar.
Consigo te ver
Tão próxima
Mas também tão distante
Não és mais a mesma
Será se tudo o que você sentia
Passou em um instante?
Mal a vejo sorrir
Será se sou tão decepcionante
Para te causar infelicidade constante?
Ainda estou a te esperar
Para tomarmos aquela xicara de chá
E falar
Falar sem parar sobre tudo que a vida nos fez passar
Quem estou tentando enganar...
O chá já esfriou e toda vez fico a esquentar
Dia após dia
Em um desejo constante
De enfim poder te olhar
Quem estou tentando enganar...
Você não vai mais voltar.
Fiquei doido, fiquei tonto...
Meus beijos foram sem conto,
Apertei-a contra mim,
Aconcheguei-a em meus braços,
Embriaguei-me de abraços...
Fiquei tonto e foi assim...
Sua boca sabe a flores,
Bonequinha, meus amores,
Minha boneca que tem
Bracinhos para enlaçar-me,
E tantos beijos p'ra dar-me
Quantos eu lhe dou também.
Ah que tontura e que fogo!
Se estou perto dela, é logo
Uma pressa em meu olhar,
Uma música em minha alma,
Perdida de toda a calma,
E eu sem a querer achar.
Dá-me beijos, dá-me tantos
Que, enleado nos teus encantos,
Preso nos abraços teus,
Eu não sinta a própria vida,
Nem minha alma, ave perdida
No azul-amor dos teus céus.
Não descanso, não projecto
Nada certo, sempre inquieto
Quando te não beijo, amor,
Por te beijar, e se beijo
Por não me encher o desejo
Nem o meu beijo melhor.
Hoje, uma pessoa veio me contar que leu mais dez textos no meu blog retratando os mendigos do Catete, e me perguntou de onde vem essa "obsessão por gente miserável". Não respondi ainda, e acho que farei por aqui, pois já é motivo pra um novo texto. Bom, começou com meu avô, na Vital Brasil, em Niterói. A casa do meu avô fica no pé do escadão do Cavalão, na subida da José Vergueiro da Cruz. Ali, sempre quando eu estava brincando na varanda, me causava pavor e medo uma negra descabelada, bem miserável, que, de 30 em 30 minutos, sofria ataques de caretas e dava tapas na própria cabeça. E ela sempre ficava sentada ali, no meu foco de visão. Para completar o quadro desagradável (eu só tinha 10 anos) ela soltava pelos lábios ventosidades com estrépitos que muitos julgavam escapados pelo cú. Magra, alta, não me lembro muitos detalhes. Só o que me recordo é que era vista falando com as pessoas conhecidas que entravam ou desciam do escadão, sempre no intervalo entre dois ataques que aconteciam de meia em meia hora. Não era raro vê-la passar e se comunicar com meu avô pelo portão, enquanto ele limpava o chão da garagem com uma mangueira. Por duas vezes, presenciei dois ataques, dois surtos, enquanto falava com meu avô. Não me lembro de ter visto qualquer morador da rua rir daquela senhora. Pelo contrário, quando ela dava os ataques, todos sabiam como auxiliar. Eu, morria de medo. Todos a tratavam com respeito pela educação e atitudes que ela tinha, quando no seu estado normal. As outras crianças, que nem eu, bem mais inocentes do que as de hoje, morriam de medo. Certa vez, meu avô, a fim de que eu perdesse o medo, obrigou-me a falar com a tal senhora, quando de passagem num sábado a tarde pelo nosso portão. Não é preciso dizer que flutuei no medo, na expectativa de um dos seus ataques. Perguntou-me o nome, deu-me umas palmadas no rosto, alisou-me os cabelos e, depois, ela mesma, mandou que eu fosse brincar, obviamente para que eu não presenciasse o ataque habitual. Não esperei segunda ordem. Afastei-me e fiquei à distância aguardando o ataque que não tardou. Mas, o encontro, de fato, fez-me perder o medo. Já não corria mais do portão ao vê-la. Aprendi a gostar dela. Lembro, até hoje, quando passou por mim no portão pela primeira vez que eu não corri. Acenou, acenei de volta, e ela seguiu seu caminho; me senti o cara mais sinistro e corajoso da Vital Brasil. Pensei: quem manda nessa merda sou eu. Desde então, sempre quando via sua sombra subindo a ladeira pela janela, já corria pro portão para redobrar minha coragem e fazer, cada vez mais, um contato mais próximo com aquela senhora, o que me deixava cada vez mais "sinistro" dentro do meu fantástico mundo de alessandro como o segurança da rua. Até que um dia ela parou para, de fato, conversarmos. Após 35 segundos (mais ou menos), ela teve um ataque epilético e caiu no chão, na minha frente. Imediatamente, um homem prestou todo auxílio e, quando a situação havia acalmado, percebi que estávamos de mãos dadas ali na calçada, sem mesmo perceber, durante toda a crise, que durou uns dois minutos. Depois que meu nervosismo passou, percebi que o homem que havia prestado o auxílio era o meu avô. Naquele momento, com ela ainda no chão, nos olhamos e, sem precisar falar nada, entendi exatamente tudo o que meu avô queria me ensinar sobre a vida, naquela oportunidade. Enfim, as histórias e experiências que tive com meu avô neste sentido foram muito longas, mas essa lembrança é o início dessa minha "obsessão por gente miserável" rs. Ainda sobre ela, não sei como terminou, pois nunca mais voltei naquela casa depois que meu avô morreu. Mas, se não me deixou a saudade, pelo menos deixou uma grata lembrança, engastada nas imagens daqueles tempos em que as crianças, tanto as do morro, quanto as do asfalto, ao invés de matar e assaltar, tinham medo de velhinhas doentes e miseráveis...
Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe. Se a realidade te alimenta com merda, meu irmão, a mente pode te alimentar com flores. Eu não estou fazendo nada de errado. Só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas.
Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor?
O que importa é que você entra por um ouvido meu e sai pelo outro, sabia? Você não fica. Você não marca. Eu sei que fico em você, eu sei que marco você. Marco fundo. Eu sei que, daqui a um tempo, quando você estiver rodando na roda, vai lembrar que, uma noite, sentou ao lado de uma mina louca que te disse coisas, que te falou no sexo, na solidão, na morte.
“Ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, angústia, duas décadas de convívio cotidiano, mas ando, ando, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, ,veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.”
Então quero que você venha para deitar comigo no meu quarto novo, para ver minha paisagem além da janela, que agora é outra, quero inaugurar meu novo estar-dentro-de-mim ao teu lado, aqui, sob este teto curvo e quebrado, entre estas paredes cobertas de guirlandas de rosas desbotadas. Vem para que eu possa acender incenso do nepal, velas da suécia na beirada da janela, fechar charros de haxixe marroquino, abrir armários, mostrar fotografias, contar dos meus muitos ou poucos passados, futuros, possíveis ou presentes impossíveis. Dos meus muitos ou nenhuns eus. Vem para que eu possa recuperar sorrisos, pintar teu olho escuro com kol, salpicar tua cara com purpurina dourada, rezar, gritar, cantar, fazer qualquer coisa, desde que você venha, para que meu coração não permaneça esse poço frio sem lua refletida. Porque nada mais sou além de chamar você agora, porque não tenho medo e não estou sozinho, porque não, porque sim, vem e me leva outra vez para aquele país distante onde as coisas eram tão reais e um pouco assustadoras dentro da sua ameaça constante, mas onde existe um verde imaginado, encantado, perdido. Vem, então, e me leva de volta para o lado de lá do oceano de onde viemos os dois.
Nem todos os textos serão sobre como ser feliz, nem todas as músicas serão de amor, nem todos os sorrisos serão verdadeiros, nem todos os dias serão de sol. A vida é um escola, na qual nunca saímos, cada dia é uma lição, e não se engane, suas provas são de ferro, mas duras que qualquer outra. A vida não tem roteiro, não tem livro, nem questionário, não tem como estudar antes, ela é assim, no improviso, e outra, não existe borracha, não tem essa de errou, concerta. Nossa vida, é cheia de idas, vindas, desamor, amor, inicios felizes e finais tristes e vice versa, não sabemos da nada, e procuramos saber tudo, como o ser humano é tolo! Tem dia que você está sem esperança, por mais que sua dor não seja a maior do mundo, ela te rasga, te fere e isso não serve de consolo. Solução para isso? Creio eu que o tempo, mas quem sou eu para achar alguma coisa, dessa vida só sei que nada sei, só espero encontrar meu lugar, dá umas boas risadas, fazer bons amigos, e aproveitar os dias de sol.. Antes que a tempestade trate de cruzar meu caminho.
O amor não acaba.Filmes acabam, Musicas acabam, textos acabam, paixões acabam, invernos acabam...O amor não, o amor quando nasce é pra ser eterno, não entre vidas, mas em vida, em uma vida, eternamente no ciclo vida e morte...E talvez seja por nascermos e morrermos sós, que temos essa necessidade de encontrarmos alguém que esteja em meio a estes acontecimentos .O amor não é um fato ou objeto, não é comprável, não se pede ou se implora.Amor é uma vida, sai da compreensão humana,física, cientifica e racional.Perigosamente nos entregamos a ele de olhos fechados como se fosse difícil demais de respirar sem ele. Pra mim amor nada mais é que se atirar de um precipício torcendo pra nunca chegar ao chão, querer cuidar sem necessidade, voltar de depois de uma briga pegar na mão dela e ser homem o suficiente pra dizer ''Eu não sei viver sem você''.
Já escrevi muitos textos sobre você, sobre o nosso amor, sobre o que tínhamos. Mas, sabe, nenhum deles passa a real emoção, não consigo explicar com palavras o que você me fazia sentir, e ainda me faz sentir, na verdade. Eu não consigo expressar com meras palavras aquele sentimento, os nossos momentos são indescritíveis. Mas continuo persistindo, tentando reviver tudo, apenas escrevendo. No fundo, eu penso que assim fico mais próxima de você, assim consigo voltar ao passado e ficar ao seu lado. Às vezes eu consigo, quero dizer, consigo quase sentir você comigo por, pelo menos, alguns segundos. Não é como se estivéssemos juntos novamente, mas é o bastante para eu saber que o que tivemos foi real. Guardo tudo com muito carinho dentro de mim, e espero que você também me mantenha com certo afeto dentro de seu coração.
