Amor Sincero e Nao Correspondido

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Eu sou movida à paixão,

não temo caminhar ao sol.

Eu sou amante da vida,

te querer é a minha religião.

Em ti resiste a fogo brando,

- e a brasa mansa [recolhida

De uma paixão impensável

Por minh'alma [feminina.



Eu sou aquela [criatura],

que se perfuma para te ter.

Eu sou aquela [ternura],

que vira de verso para te ter.



Do melhor de mim para ti

oferto-te o meu inalterável:

o meu amor feito de poesia

Sublime, ardente e honorável.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não havia me dado conta:

que nasci com um belo

- par de asas -

Nunca desejei fugir de nada,

a não ser em busca da paz

e de um destino que me valha;

Ir embora não significa fugir,

é seguir em frente - infrene,

é saber o caminho a seguir;

em busca do que o covarde

não tem coragem, é não desistir!



Não havia me dado conta:

que nasci alma delicada

- e guerreira

Da mesma forma que eu brincava

por horas com a espada,

Sabia apreciar a minha bailarina

dançando na caixinha de música

feita de ferro, com pérolas e prateada.



Não havia me dado conta:

Ainda há quem agrida a minh'alma

feita de fogo e de fé,

Ainda há quem duvide da minh'alma

feita de rosas e jasmins,

Cheia de surpresas para quem planta,

Surpreende durante a colheita

vou decorá-la com os mais belos jardins.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Os teus olhos não podem me ver,
Eu te busco nos versos faceiros,
Só para você não me esquecer.
O teu coração vive a denunciar:
Eu, dona de um corpo - altar
A tua devoção vive a estampar
- o desejo atrevido -
De um caso pensado a florescer.

Os teus lábios não vão revelar,
Eu te anseio nos versos cúmplices,
Só para nos bem resguardar:
De todo o despeito e de todo o Mal
A minha imagem de ti não vai apagar,
Eu sou a melhor a parte de você:
Redescobriste o amor
Por várias vezes tentei duvidar...

Eu conto a história que eu quiser,
A cor dos teus olhos não vou revelar.
Eles podem ter a cor das flores roxas
- iluminadas -
Pelo Sol da tarde,
Ou a cor do nosso segredo,
Ou do nosso grande enredo
Que vive como uma harpa a tocar....

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não sei o quê fazer com você,

E nem com a lembrança doce;

Que me fez gostar sem querer

Do olhar que me fez endoidecer.



Tua serei sempre que quiser,

E do jeito que ordenar...,

Não há nem como negar

Sob o domínio do teu olhar,

Não há como não esquecer

Do manso bem-me-quer

Vindo de um beijo estelar

- Primeiro e derradeiro -

Que fez o meu corpo te querer

- inteiro -

Sendo eu poesia última,

Juro-te como o meu amor

- verdadeiro -

Guardado estás no meu peito.



Não sei o quê fazer com amor,

E nem com todo este encanto...

Quando não é verso, ele é pranto

É melhor eu fixar no meu canto.



Jura que irá voltar para mim!

Não encontro melhor fim,

Por isso resolvi me recolher

Para eternizar em versos

- tudo -

O que o coração não consegue

- apagar -

E o que o meu corpo espera

- se alimentar -

Do universo feito de você

E deste amor que não consigo

- esquecer -

Porque nascermos para nos repletar.



Não sei o quê fazer com o tempo,

E nem com a distância...

Que os meus versos sejam o breviário,

E a saudade de mim se torne estância.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não me poupe das tuas mãos

Que brindam com carinhos,

Não me poupe dos teus passos,

Quero estar nos teus caminhos.



Não me poupe dos teus beijos

Que lembram os sacros pomares,

Não me poupe dos teus sabores

Quero celebrá-los diante dos altares.



Não me poupe dos teu pensamentos

Poéticos cataventos de sentimentos,

Não me poupe dos teus beijos solares

Quero estar contigo em todos os lugares.



Não me poupe nem das tuas noites,

Que me convidaram para protagonizar

- as boas madrugadas -

Quero estar na tua companhia

Não sairei jamais das tuas estradas;

Não me poupe dos vinhos embriagantes

Das mais doces juras e do Vale dos Vinhedos;

Ainda hei de saber dos teus (segredos)...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não é preciso provar nada,

Precisamos um do outro,

Não devemos nada a ninguém;

Devemos nos provar...e bem!



Não é preciso justificar nada,

Entregamos fácil o ouro,

Não negamos nada a ninguém,

Todos percebem muito bem...



Não é preciso esconder,

Dançamos no abismo;

Não recusamos o amanhecer

Dois oráculos e um destino.



Vagueio peregrina na tua mente,

O teu corpo sente a ausência

- unicamente - do meu!...

E o meu escreve evitando

- lembrar - de que já teve o seu!



Escrevo poesia - evitando -

Lembrar de que ela existe,

Como um gemido de fidelidade

- extrema - pela falta que me fazes;

Ainda escreverei versos muito melhores,

E bem mais plenos e audazes...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ouço o sussurro do rebojo,

Danço a música do vento,

Assim distraio a tua falta,

Não perco a minh' alma.



Rabisco o meu caderno,

Escrevo o nosso enredo,

Respeito o valor do tempo

Resistindo a dor e o medo.



Nunca mais me distanciarei,

Rejeitarei os oceanos,

Sigo os teus passos ciganos,

Confesso, eu me apaixonei!



Como divindade, escrevo,

Nestas linhas não me nego,

Para todas elas, eu me entrego,

O amor é realmente cego...



Amo-te imensamente,

Confesso, és desconhecido,

... admito! Grito!

Viver livre de ti, eu não consigo!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Perdoa-me por aquilo que não tem perdão,

Eu fui embora, e levei comigo o seu coração.



Perdoa-me pelas noites que não te iluminei,

E sobretudo não te aconcheguei...



Perdoa-me por tudo que abandonei,

Sim, eu fui embora, eu te deixei...



Perdoa-me ao girar da tranca,

Dei as costas para a tua esperança.



Perdoa-me porque a pena eu paguei,

Por tudo que construí, e larguei...



Perdoa-me por ter te deixado

Solitário,

Não quis ter te abandonado

No poemário,

E muito menos te humilhado

Por ter desconfiado de ti;

Perdoa-me por te amar mais

Do que a mim mesma.



Perdoa-me porque não fiz a tempo,

De ter entregue o meu sentimento.



Orgulho-me ter o meu ego pisoteado,

Para transformá-lo em estrela no éter

Deste amor infinito - e implacável;

Entrego ao mundo o que eu já devia

Ter tornado teu, e te revelado...



Perdoa-me pelo desespero,

Porque você não sai da minh'alma,

E não sai da minha retina;

Continuo por ti seduzida.



Perdoa-me eu sei que errei,

Como o fogo consome a brasa,

O amor quando é amor nunca acaba.



O coração bate descompassado,

É a fera que há em mim querendo

O teu laço que se chama [abraço];

Permanece o intenso sabor pelo fato

De nós termos nos [beijado]...



Perdoa-me porque é indescritível,

O amor que sinto é infalível,

O tempo não o apagou amor incrível.



Se o amor é o limite do amor,

Amar jamais terá limite,

O tempo me mostrou

Que enquanto houver céu,

Entre nós não haverá limite.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Na vastidão do mundo,

Tu me observas infinita,

Não perdes nada de mim,

Nem quando sofisma,

De mim tudo encontras,

Sempre no canto do olhar,

Vive do tempo e sem contas,

Porque ficaste perdido,

No imenso espaço de amar,

Vamos aprendendo nos namorar,

E nos invadir em paz

Como duas gaivotas que se namoram.



Tenho no teu corpo, o mistério,

A expressão mais paradísiaca,

A vitória do impróvável,

E a glória de toda poesia,

Que quero desvendar inteira.



Estendo o meu corpo no teu,

A concretude mais intensa,

A glória da certeza,

E a vitória memoriável

Se fará perfeita - entenda.


No infinito escrito,

A eternidade vai se escrevendo,

Com caneta tinteiro, e néctar

Dos frutos e das flores,

Pela primavera eu morro de amores.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Mergulhados um no olhar do outro,

Não há pecado que nos detenha,

Submergidos um no outro aos poucos,

Não há dogma que nos contenha,

Sabemos bem o que queremos:

juntos somos fogo e a boa lenha...



Não tenho pressa...



Tocando em meus poemas,

Tu me sentes silenciosamente

Na tua pele e ao teu lado;

Fazendo-te renovado sempre

O restante já faz parte do passado,

Eu sei que sou o teu maior presente;

Longe de ser um instante:

Eu sei que sou o teu futuro certo

O restante já não mais te interessa

Eu sei que sou o teu amor seguro.



Não tenho pressa...



Entretidos naquilo que dizem ser jogo,

Não há intenção que não se realize;

O melhor do jogo é violar as regras.

Neste curso não há quem se delicie,

- criamos o nosso próprio fetiche

Sabemos bem para onde ir:

juntos somos o altar e o rito...



Não tenho pressa...



Escrevendo o melhor conto,

- em segredo

Tu segues os meus versos

- eróticos

Ora santos, e ora desalinhados,

Tu me carregas como pupila

E o sorriso de canto...,

Sou a canção que fascina,

O sol da manhãzinha,

E a estrela que tanto admira.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não importa como acontece,

Ele chega bem de mansinho,

De um jeito que te aquece;

Não importa, ele acontece.



Essa liberdade que se solta,

E que te prende,

Cantarola de dia,

E de noite suspira...;

Ao poeta sempre inspira.



Não importa, mas é assim,

Ele vem de forma indescritível,

Cheio de si, e sublime em mim;

Não importa, mas é incrível.



Essa prisão que não é prisão,

E que te deixa livre,

Só com o teu violão,

Espera, crê e confia;

Fazendo bagunça no meu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não pode e não

haverá de existir

Nada mais belo

e interessante,

E que nos conduza

a (fluir);

Nos levando

ao infinito

Do amor e da vida

alucinante.



Não sossego

e nem deixo sossegar,

Porque o que sinto

é de arrepiar:

Na poesia e na gentil

arte de amar.



Não devo nada

a ninguém

Nada mais

justo e forte:

É princípio

de (alguém)

Que é capaz

de amar

Até além

da morte...



Não calo e nem

deixo de escrever,

Aquilo que sinto_ eternizo

Na poesia o quê é,

e também há de ser!



Não nego o quê

bate no peito

Arrepiando a pele,

O amor é assim:

imperfeito.

Revirando o juízo,

Para tudo ele

encontra um jeito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

As cores se envolveram

Na curva do horizonte,

As duas não se esqueceram;

E é bem aqui dentro de mim,

Que você se esconde.



As espumas e as ondas,

Os beijos das sereias,

As carícias entre as espumas,

Iluminando as mil maneiras,

Escrevendo as boas loucuras.



As cores - 'as nossas',

Os perfumes - a prosas,

Os vinhos - e as rosas,

As mãos - amorosas,

Os beijos - sonetos,

Seguem todos em mim,

A vida prosseguindo o curso,

E eu jamais te esqueço - padeço.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Existe um canal que nos liga,

Reafirme: que nada nos separa.

E muito menos não existe,

Alma audaciosa que nos defina.



Existe uma corrente tranquila,

Afirmativa e serena - nos leva

Para onde que ninguém imagina;

O coração vai e sempre solicita.



O encontro de embarcações

Doces e repletas de emoções,

Em busca de grande sensações.



O encontro de tripulações,

Desencontro de sensações,

- Distanciam emoções

Há o encontro de águas,

- um turbilhão de sonhos

Inteiros e macios...,

Livres, e cativos... não te conto!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não há alegria

mais encantadora,

De encontrar a

linda surpresa,

- as mais belas flores -

Que deixaste sobre

a minha mesa.



Um gesto tão simples,

tão suave,

Manifestação

de amor,

- cavalheirismo

embelezador

Carinhoso e provocador.



Desses meus

versos femininos,

Que clamam

pela tua presença,

Eternizam-na

com a crença

De ser amada

por você.



A tua alegria

é a minha,

Próxima

e distante,

Mas sempre

próximos

Com a mesma

alegria...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não há força diante da democracia,

E nada que a supere;

É força magna, é energia,

Voz que não se cala,

- mesmo sob mordaça

A força da democracia é a própria,

Está sacramentada na história.



Sem o povo não está escrita a glória,

Com a alma é que se afugenta,

- espanta

Toda a insana covardia,

Através do sonho de democracia,

Arrebentando toda a mordaça,

Atirando-se os grilhões ao vento,

A democracia virá, é só questão de tempo.



Abro o destino para o deboche

Cair no precipício,

Com a minha poesia respondo o riso

Do totalitarismo,

Rui Barbosa sentou praça

Na democracia,

E dela ninguém me divorcia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Gera em mim mais uma vez,

Esse doce outono discreto,

Não nego jamais,

Eu te espero,

Ao passar de cada segundo,

Longe, mas não alheia;

O teu amor é a minha teia.

Girassol em flor,

Inigualável amor,

Adorado sem tabu, e sem pudor.


Riscam no horizonte,

Os primeiros raios,

São as tuas luzes,

Amor em verso,

Namoro em prosa,

Amor em chama.


Sábios são os teus poemas,

Chamamento celestial,

Horas em valsa,

Maré de contentamento,

Indissociável sentimento,

Tesouro do tempo,

Trazendo você para mim...


Sempre me supreendendo,

Carinhosamente,

Esculpindo a poesia,

- adormecida

Feito a duna ainda em grãos,

Aromas marinhos,

Do mar e do vento bailando,

- revolucionando

Um amor em construção.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Modesta flor em tuas mãos,

Não menos delicada,

Não menos flor,

- maravilhada

De tanto amor,

Desabrochando em esplendor.



Eflorescida do teu sorriso,

Preciso do teu colo,

Do teu gozo,

Do teu mimo,

Do teu carinho,

É do teu amor que eu preciso.



Eu apenas escrevo,

O poeta é você,

Que sente e me cativa,

E sobretudo sente,

Não existe coisa melhor

Na vida de toda a gente.



Deslumbrante afeto púrpura,

Que esbanja ternura,

Doação de doçura,

Canto, sossego e riso,

És o meu paraíso,

Guardião do nosso templo,

Berço de nosso sentimento,

- indivisível -

Dádiva celeste e incrível.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não resisto,

porque não quero,

Deixei bem claro

que eu te quero.

Eu, vegetação rasteira,

sobre a duna

Como quem segura,

e se insinua porque deseja

- ir além.

Gente como eu,

jamais recua,

tem a alma nua,

talhada e lapidada;

Não teme à nada.

Ama heroicamente,

resiste à tudo,

Enfrenta silenciosamente,

Não teme e não se

nega à tentação,

Vai além do querer bem,

crê que um dia o amor vem.

Desde o dia em que o destino,

trouxe para mim o teu livro:

Nunca mais fui a mesma,

quando vi você com esse olhar

- desprotegido -

Eu já sabia que era tua,

nascida e predestinada,

Para ser a tua amada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho na memória guardada,

Não há mais como dizer,

Talvez esteja sepultada,

Em terra longínqua,

Hei de um dia te contar,

Fizeram a gente esquecer,

Não é possível sequer falar.





Este poema é impublicável,

Mas é inevitável...

Ele fala de sobrevida,

Ele fala da Morte,

E da vida além da Morte.



Abraçando a lembrança,

Não há mais esperança,

Ylang-ylang é o teu perfume no ar,

Serena musa, não sei onde estás,

Talvez um dia você vai voltar,

Talvez pobre de você,

Algum dia o destino irá mostrar.





Esse poema não presta,

Eu deveria atirá-lo no lixo,

Ele não deu a cara a tapa,

Filho de alma covarde,

É quase uma denúncia...

Os ares e ‘as flores de abril’,

Uma música de Chico Buarque,

A imagem da mulher esfumaçada,

Talvez esteja desfigurada,

Teve a imagem desaparecida,

E alma roubada,

Não quero falar sobre mais nada.

Inserida por anna_flavia_schmitt