Amor Sincero e Nao Correspondido

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Não existe nada mais

- fascinante -

Do que a sensualidade

- educada -

Pois ela é virtude fêmea

e elegante:

feita para deixar a alma

- masculina -

Envolvida e eriçada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

No sinal do nosso desencontro

não diminuiu a vontade de ter,

No final um dia eu te conto,

que nunca passou a vontade

De ter imensamente [você].



No final da minha noite

não tenho como não 'dizer':

- Transbordo a leveza de ser

e a indizível crença de te ter.



Da mais enternecida cadena,

sou a rebelde prisioneira,

Só você tem a chave dela;

que desperta a [obediência

De revelar a doce cadência.



No sinal que me trazes,

ele me deslumbra toda...,

A vontade de ter você

é incrível e não é pouca,

Tu me deixas [louca]....



Tu me punes e me abres,

eis o nosso paraíso!...

Tu me corriges,

eis o nosso feitiço!...



Tu me beijas e me levas,

eis o nosso rebuliço!....

Tu me dobras,

E eu não me nego;

Por você perco o juízo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não tenho nenhuma sofisticação:

- Recuso privar a indecência

Não tenho nenhum juízo,

Eu quero é a tua malemolência!



Porque minhas colinas nas mãos

De quem sabe acariciar,

Darão frutos de prazer;

Juras e poesias nas mãos

De quem irá adorar-te

Imensamente até 'enlouquecer'.



Não tenho nenhuma preocupação:

- Recuso salvar a decência

Não tenho nenhum rumo,

Eu quero mesmo é a indecência!



Porque esta pele bem iluminada

De quem sabe dominar,

Escreverão grandes histórias;

Juras e poesias nas mãos

De quem irá consumir-te

Intensamente até o amanhecer.



Não tenho muitas histórias:

- Recuso não traçar a glória

Não tenho nada restrito

Quero deitar-me ao som da vitória.



Que seja insana a entrega,

Que seja escandalosa a magia,

Que seja além do infinito:

- Receberás a poesia!





Que seja caudaloso o êxtase,

Que seja a chama intensa,

Que venha do jeito que vier:

- Embalarás a mulher!



Que seja doido o desejo,

Que seja ardente a chama,

Que seja explosiva a gana:

- Receberás o segredo!




Vibra e não passa,

Tens o meu oceano,

Aprecia a minh'alma,

Só cresce e inquieta

Romper com o cotidiano.





Gira em mim a liberdade,

Tens a minha ternura,

Dança em mim a loucura,

Não passa a vontade,

Quero você de verdade!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Desejo que não passa,
cobiça feita de erotismo,
Sinto, anseio e cobiço
o corpo feito de volúpia
Que há de me carregar
para o paraíso [onírico].

Inserida por anna_flavia_schmitt

A primavera lá não passa,

É jovem para sempre,

Eterna e suprema

A monja blanca recatada

Não menos esplendorosa;

Brilhante estrela radiosa

Que ilumina

A rota determinada:

- Rumo a Guatemala!



A primavera sendo eterna,

Possui o sorriso cândido

Da estrela ali plantada,

Deste alvor que me fascina

Protejo-a com poesia encantada.



A primavera sendo terra:

Respira aurora perfumada.

Da flor caída do céu,

Com o candor que abraça

Reverenciando a Monja Blanca.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Inaugurada a primavera,
Proponho deixar para trás
Aquilo que falta não faz.

Intenciono é trazer a tona
Somente o quê liberta,
Porque só a paz agrega.

Centaura verdade que une,
Prisão de consciência
Que nos desassossega.

Ausência da Justiça
Que nos desilude,
Insistimos por uma Nova Era.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu preciso te contar

Que no girar das horas

Não quero te (perder)

Eu necessito te reencontrar

Sim, eu quero te ver!...



Do instinto eu quero

E vou me enlaçar

Do destino eu desejo

E quero te reencontrar

Sim, eu quero te beijar!...



Eu te aceito com tudo:

- Tudo mesmo!

Eu te aceito com tudo

Àquilo que te falta!...



Do divino eu quero

E vou me encontrar

Do despido eu desejo

E quero contemplar

Sim, eu quero te amar!...



Na América Latina sinto

- ou melhor -

Constato as falsas revoluções

Porque longe do correto,

E de todas as intenções,

Percebo que há um jogo

De ambições - inflamações;

Para não libertar o povo,

Para colaborar, infelizmente,

Com as mais de mil explorações.

Eu te aceito com tudo:

- Tudo mesmo!

Eu te aceito com tudo

Que te afaste do mundo!



Na América Latina vejo

- prevejo -

Antevejo o pior sinal

Porque se ninguém pensar

Um caminho correto,

Querer fazer o quê quer,

Escrevendo a própria sentença,

Caíremos na maior decadência,

É só questão de usar a cabeça

Para não termos um triste final.



Quem não sabe obedecer a Lei:

É igual ao guerrilheiro escavando

- a própria cova -

Comigo a hipocrisia da desordem

- não cola -

Quero a liberdade carinhosa e ordeira,

Que me permita caminhar em paz,

E viajar contigo por toda a Pátria Grande

Experimentando as estradas latinoamericanas

Que serão as estradas das nossas almas ciganas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Estou tecendo [seriamente:

- Um plano de entrega

Para entrar no teu coração...,

E não mais sair da tua [mente];

Estou com uma vontade terna,

Que é fome de 'loba- quimera'.



Com inversão ou sem,

Quero você inteiro,

Do jeito que você vem,

Quero você [faceiro].



Estou desenhando [preliminarmente:

- Uma rota de sensualidade

Para romper com a castidade..,

E não mais aderir aos protocolos;

Estou com uma vontade imensa

De fazer parte dos teus [sonhos].



Com santificada carícia,

Quero você bem

Do jeito da malícia,

Que desliza [urgente].



Estou costurando no silêncio das horas:

- Para que tu venhas sem demoras

Rompendo auroras e poentes,

Trazendo estrelas [para mim],

Teus meneios serão presentes,

Um florescimento em meu jardim.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não existe poesia desacompanhada

Nenhum pouco de si mesma,

Não existe quem não resista o beijo

Por um intenso e pio desejo;

Não existe dália apaixonada,

Que não seja também ninfeta,

Tampouco desejada...



Não compreende o sentimental

- poemário

Arrancado do pomar

Amansado pelo vento;

Não menos belo que o Balneário.



Não existe malícia incendiária

Nenhum pouco por ti recusada,

Não resiste carícia reprimida

- Por um só amanhecer,

Não existe ninfeta sonetista

Que não saiba fazer-se dália.



Não compreende o gutural

- soneto

Plantado no lugar

Espalhado pela onda;

Não menos corajoso do que o mar.



Não existe métrica discreta,

Que não seja capaz de revelar:

- A poesia de beber e de amar

Outrossim, que seja ousaz

No ponto urgente e necessário

De fazer-te provar o hálito

- sabor de orvalho -

E da rima da mulher amada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ali, logo ali está,

A vida a vibrar,

Bem no mangue,

Não tão distante,

E bem perto do mar;

Na Ilha dos Remédios,

Vou a cura procurar

Pela cura do mal de amor,

Devo ir, e se lá eu não for,

Comigo para sempre ficará

A repleta dor desse mal de amor,

- Que talvez nunca passará... -



Ali, bem dentro de ti,

Com o barulho do mar,

Sublime cantante,

Menestrel brilhante,

Indo sempre ao mangue,

Para a vida cultivar,

Nas carregadas redes de pesca,

Para enriquecer a festa e alimentar,

O povo que luta e ama,

Nessa terra que o mar balança,

Floresce no sorriso a alma açoriana.

Inserida por anna_flavia_schmitt

As emoções são como flores,

Não permita que arranquem:

as suas pétalas

Viva imensamente o seu jardim,

Não cale a sua vida interior, enfim.



Não deixe que te governem,

Tome as rédeas da tua vida,

Não existe alma garrida

Estando ela em companhia de Deus;

Não se iluda com falsas promessas,

Viva intensamente em suas terras:

serenamente, silencie a sua mente.



Existem aqueles que oferecem

- conflitos -

Para sair no final da história

como heróis;

No fundo não passam de bandidos

Para fazer de um país um celeiro

de oprimidos;

Enganando-os que tudo se encontra

- resolvido -

Um verdadeiro oceano de ressequidos.



Não deixe que te desgovernem,

Sê senhor de si mesmo,

Enfrente a realidade,

Fuja da alienação e da maldade,

Pare para pensar em silêncio,

Apazigue o coração e o pensamento,

Para depois não haver lamento,

Não te leves por qualquer onda,

Elas são agéis e te pegam,

E quando menos você imagina:

aí já foi tarde!

Estarás agarrado com a barafunda,

Casado com a Ditadura,

E completamente perdido na noite escura.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Do nada comecei a cantar

Na beira do mar

Não tive como te abraçar

Pûs-me a escrever nas areias

O belo amanhecer

Recolhi carinhosas conchas

Lindos presentes das sereias

Vendo o barco passar

No balanço das ondas do mar.



Cantei algumas músicas

Todas em espanhol

O meu coração se abriu a sonata

A mais bela celebração apaixonada

Tentativas de quem não sabe

Mas de quem de coragem

De um dia aprender

E os mares cruzar

Só para te rever.


Acariciando o mar

Enternecido amanheceu o sol

E eu bem longe de você

Louca para te amar

Espantando o frio do outono

Resolvendo com tudo romper

A poesia praiana irá te ter

Como o Universo se abre para a Terra

Tens todo o meu amor e minh'alma

Que o Mal do mundo jamais encerra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Nesta vida nem tudo são [flores,

Quem não sabe, é porque nunca

viveu para morrer de [amores.


Edênica e suave [sensação,

Inteira e com toda a emoção

Para ser tua de todo o [coração.


Nesta vida nada é [impossível,

Mas tudo é possível...,

amar você sempre será [incrível.


Galgo o azul celeste das [hortênsias,

Peço a bençãos dos céus

Afastando o amor das [dolências.



Nesta vida há de sermos [prevenidos,

Cuidando para proteger o amor

de todos os mil [perigos...



Sob a égide da nossa [certeza,

Confiamos no amor em pureza

Sobre a nossa íntima [beleza...







.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O tempo tem a fúria louca,

Ele passa, e não perdoa...

Giram os ponteiros dele,

De saudades estou corroída,

Estou de tanta falta quase

(desfalecida),

Não é de momento,

É sentimento profundo

(fecundado),

Giram os ponteiros do tempo,

Chegou a hora de acertar

(os nossos ponteiros):

de ti não abrirei mão, e já

provei que sou a Beatriz

que por Dante foi ao Inferno

em busca do seu coração.



Não existe tempo para amar,

Todo o tempo sempre será

Tempo para amar, amar, amar...



Não existe amor diferenciado,

Todo amor sempre será amor,

Ele é o espetáculo em esplendor.



Não existe jeito de amar,

Amar sempre encontrará

O seu próprio jeito de amar...



Não existe amor perdido,

O que existe é amor

Que não foi concretizado.



Não existe receita para amar,

Amar sempre se reinventa

A forma com a qual se eternizará.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não há como não cobiçar,

E muito menos não querer;

Ao ver o Sol dançando:

lembrei-me de você.

Não há como não deixar

De um só minuto de te amar,

Da aurora até o amanhecer.


Beijo doce, e imortal,

Trouxe-me um presente

- sem igual

Vendo o auge do passo doble

- mortal

O Sol dando no mar um beijo

- sensual

Acordes da [Tarragona] divinal.


Não há como não se curvar,

Vendo o azul do céu

- beijando -

Sensualmente o mar;

Não há como não querer

- passionalmente

Nessa festa não se misturar.



Para não parar de se

surpreender,

- ela sempre nos amando

A bailarina vida sempre

supreende:

ela sempre acaba nos [beijando

Seja através da balada da

- Catalunha -

- ou, mesmo através das andaluzas

Ela vai bailando, e [coreografando,

O seu passo de amor, coragem e juras,

Com a mesma coragem do Sol [dançando

Sobre as ondas do Mar Mediterrâneo,

Ao som de Paco de Lucia nos [tocando...

Inserida por anna_flavia_schmitt

A coragem não te permitiu:

de ter me dado o teu abraço.

Talvez por eu ser o ramalhete

- das rosas mais frescas -

Que talvez tiveste contato.



O teu olhar se permitiu:

contemplar o horizonte

- como um dardo -

Perdeste-me da minha fronte,

Eu bem que poderia estar

bem pertinho, e ao teu lado.



Os teus afetos, as tuas loucuras

- cada um deles são meus,

E as tuas vontades: são minhas.

Não houve despedida,

Porque a verdade sublime: é nossa.



É irresistível não reconhecer,

Desde o dia que nos vimos:

passamos ao mais alto dos planos,

experimentando o prazer imenso

de nos pertencer e de nos acolher.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Filha da terra,

não reconhecida,

- estremecida

Faz parte de quem

vive desterrada,

Sob o teto de estrelas,

enluarada,

Em passos firmes,

alma insegura,

Ainda sente os reflexos

da tortura,

Não desiste,

enfrenta;_é partitura!





Princesa e plebeia

- ao mesmo tempo -

Com os pés na terra,

Sendo saudade engolida,

Com os olhos nos astros,

Uma vontade silenciada,

Com o peito na Lua,

Sendo verdade reprimida,

Com as mãos ao vento,

Uma inocência desacatada.





Sou a poesia

sob suspeita

Só para quem

não entende

Sou a poesia

escrita – faminta

Só para quem

se permita...





Escrevo para fazer

parte de você,

Escrevo para tomar

conta da sua vida,

- tu bem me conheces

Desde então quando envolvestes

as mãos

Na minha cintura,

e colou o teu corpo,

Fizeste assim com que eu

não te esqueça,

E não te esqueço mesmo,

és a minha cantiga.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não há nada que nos detenha,

E muito menos nos impeça...,

Nós somos livres porque cremos,

Nada concorre para a descrença.



O ser humano não tem respeito,

Para violar sempre insiste,

E acaba encontrando um jeito

De fazer o crime perfeito.



Não há nada que nos amordace,

Nem a cauta luz da Ditadura,

Quem ama uma causa enfrenta,

Até a mais dolorosa tortura.



O ser humano não tem cura,

Ele quer sufocar a ternura

A todo preço e custo...,

Ele não presta, é um ser imundo.



É incapaz naturalmente,

Só porque é especialista,

- se acha -

E pensa que é gente;

Sugerindo exterminar

A vida dos saguis

- ferozmente -

Coisa de imprevidente...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Você ainda

não percebeu,

Não tem problema!

Eu dou

conta de nós...,

Tenho uma doce

certeza,

- e nenhuma dúvida

De que o nosso

sentimento,

- nos leva para cima

Bem perto do nosso

recanto íntimo.

Certa do nosso

caminho:

Que é uma obra

de arte do destino.



Talvez ainda

desprevenido,

Mandaste-me

um beijo,

- com calor -

Eu não resisti,

e estou aqui

A sonhar

em versos,

Tentando um

soneto de amor,

Para chamar

a tua atenção,

Por pura

contemplação de alma

- afim -

Da tua adoração...!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Você não

se deu conta

Eu sou o que sou,

- autêntica

Escrevo por escrever,

E nem um pouco

oculta,

- sou a letra

depravada

Eu sou a boa

literatura,

Correndo nua

pela rua,

Escrevo o quê sinto,

Tudo o quê penso,

Até registros,

Faço arte pela arte,

Filha da criatividade,

Um tanto santa,

Porém, satânica confessa.



Podes ir, mas sei

que volta,

Vais com todos

os meus versos,

- na ponta da língua -

Silabando cada um,

Como o mel

que escorre,

Do meu estuário,

Para a tua boca,

e não te basta,

Além das orbes

celestes,

Lá estão

escritos os poemários

- todos registrados -

Em linhas intimistas

e bacantes,

Para embalar

poetas e amantes.



Você não

se deu conta,

Não escrevo

para você,

Escrevo para

celebrar a vida,

Brindar o amor

E cantar a paixão,

Para esperar

o amor que virá,

Lindo e ardente

como um verão,

Com dias de Sol

e noites

estreladas.

Cada linha

desse poema,

É confissão

plena,

sem confusão,

Liberta

de qualquer

conflito,

Que segue

a vida serena,

Portanto,

siga e voe

para longe,

Em cada asa

sua haverá

o meu rimário

Desse amor

resguardado

num sacrário.

Inserida por anna_flavia_schmitt