Amor Sincero e Nao Correspondido
POEMA METÁLICO
Pinos
Parafusos
Difusos
Confusos
Sem tinos
Soltos
Envoltos
em mugre!
Profusos
Sem fusos
nas horas
da vida.
Angela Dias e Demétrio Sena
A multidão de palavras que saem da boca, é a própria porta para acusar-se
asi mesmo quando se menospreza a sabedoria do ouvir.
A aparência em forma de consciência, é apenas a ponta do “iceberg”, pois alguns sentimentos dentro de um relacionamento, são benevolentes dissimulações nas quais só se consegue descobrir devido a uma deficiência de conduta por falta de atenção de quem a efetua.
A validade de uma palavra é determinada pelo efeito que ela causa e a postura que quem a proferiu. Um pensamento germinado só vai se desenvolver, se for alimentado.
O que vale realmente a pena, é olharmos para dentro do “eu” e vermos a extraordinária integridade pessoal sendo refletida naqueles que ao se aproximarem, não terão dúvidas de que serão valorizados em seus detalhes.
A dívida sentimental que uma pessoa pensa ter com outra, às vezes pode ser uma deficiência despercebida de amor-próprio.
Fusão e Transe
Decodificando William Contraponto
Filosofia, poesia e músic
Se fundir tudo isso em obra única
Meu orgasmo intelectual é inevitável
Transcendo as barreiras num êxtase admirável
O pensamento dança com melodia
O verso se curva à razão sensível
No caos das ideias, nasce a harmonia
Num silêncio de aura inesquecível
Sou verbo em transe, som que ilumina
A mente que vibra, o peito que sente
Na arte me encontro, na arte me inclina
O ser que mergulha, o ser que é semente.
Toco o infinito com palavras cruas
Desvendo o ser com notas e conceitos
Na partitura, as verdades mais nuas
Ecoam além de dogmas e preceitos
Cada linha é grito, cada som, visão
A arte me veste com fogo e certeza
Sou carne que vibra em contemplação
No altar da beleza, encontro a grandeza
Sou verbo em transe, som que ilumina
A mente que vibra, o peito que sente
Na arte me encontro, na arte me inclina
O ser que mergulha, o ser que é semente.
(Homenagem ao poeta William Contraponto)
Fui abstraído de minha posição de poeta
Por ser altruísta demais para o meu tempo,
E reconhecer o altíssimo valor do contratempo
Para a preparação de um ser exegeta
Exegeta este que é interpretador e poeta
de textos há muito esquecidos pelo homem
Pois os tolos seguem o idealista super-homem
mas esquecem dos antigos eunucos ascetas
Pois por isso eu repudio este povo
povo este de falsos ídolos e estátuas
Buscam bens, trabalhando os promovo
sujando-se por aquilo que lhes convém
A história humana é a história das lutas pelo conhecimento da natureza para interpretá-la e para dominá-la. Cada geração recebe um mundo interpretado por gerações anteriores. Esta história está constituída por interpretações místicas, proféticas, filosóficas, científicas, enfim, por ideologias. Cada indivíduo que vem ao mundo já o encontra pensado, pronto: regras morais estabelecidas, sociedade organizada, religiões estruturadas, leis codificadas, classificações preparadas. No entanto, tal estruturação do mundo não justifica a alguém se sentir dispensado de repensar este mundo, porque caso contrário tem-se o lugar comum, a mediocridade e, o que é pior, a alienação.
O medo e a desconfiança, uma vez semeados no seio da amizade, podem germinar, levando a pequena semente a se transformar numa espessa floresta.
A existência comum dos homens é como um ano no mundo vegetal; tem sua primavera, seu verão, seu outono e seu inverno – porém, somente uma vez.
A causa da tristeza é o desejo do Um para os Muitos, ou dos Muitos para o Um.
Esta também pode ser a causa do prazer.
Mas o desejo de um para outro é todo tristeza; seu nascimento é fome, e sua morte, saciedade.
O desejo da mariposa pela estrela ao menos salva sua saciedade.
Esfomeado sê tu, Oh homem, pelo infinito: sê insaciável mesmo pelo finito; assim, n’O Fim tu devorarás o finito e te tornarás o infinito.
Sê tu mais voraz que o tubarão, mais cheio de ânsia que o vento entre os pinheiros.
O peregrino cansado combate; o peregrino saciado para.
A estrada termina acima: toda lei, toda natureza tem de ser conquistada.
Faze-o pela virtude d’AQUELE em ti mesmo, diante do qual lei e natureza são apenas sombras.
Ela deixou seu coração preso num bilhete que dizia:
Eu e você o vento levou.
Tomou outra direção,assim como o riacho se perde nas águas do mar.
Mas as pedras se encontram meu bem e o mundo gira também.
Meu coração cansou de apanhar,
fez as malas e partiu sem dizer pra onde ou "por quem".
Ele simplesmente soltou as amarras e saiu.
Não entregou os pontos nem desistiu.
Ele só não mais apanhava nem batia..
Ele apenas seguia.
Gabriela Ratier na foto.
Na foto,
o suave Ser
se zela
em sorriso.
No fato,
Se sabe-se ver,
saca,
Gabriela
em sono
de improviso.
(Kiko Arquer)
O cochilo fingido,
no fato
que fito
na foto,
é velado por Francisco.
Não é preciso saber
se o que
está atrás da
lente,
o do quadro na
parede,
ou o moço na capa do
disco.
(Krysthian Ratier)
Eu quero você por toda minha vida...
Às vezes acho que estou sem chão,
Por isso persiste em mim a solidão
Onde permaneço sem viver
Sonhando em te encontrar,
E lamentando por te perder
Penso num jeito pra essa agonia acabar
Para enfim a solidão me deixar
E com tudo aliviar a minha alma
Que esta temporariamente sem calma
Nesta vida tristonha,
Os meus desejos me assombram
E os meus olhos não te encontram
Minha busca é grande e infinita
Mas, de uma coisa tenho certeza
Eu quero você por toda minha vida.
(Autores: Edvan Pereira "O Poeta" e Natália Alves)
"Pode-se educar um corpo facilmente, mas jamais se educará uma sensibilidade, pelo menos na mesma velocidade."
